Daniela Dotto Machado & Outros – A Proposta Curricular Para O Ensino De Música

Esta proposta curricular é mais um nível de recontextualização dos dispositivos legais que orientam a construção do currículo escolar.

Daniela Dotto Machado, Bruno Abramovic, Bruno Henrique Cremonez, Fábio Dos Santos Ekman Simões, Fatima Rosacacia Fernandes Macari, Keila Cristina Tayra Yonashiro, Maria José Cardoso Zepon, Mariana Araujo Parras Luque, Matheus Augusto Ferreira, Flávia Costa Prazeres & Cintia Bertazzi – A Proposta Curricular Para O Ensino De Música Nos Anos Iniciais Do Ensino Fundamental Do Sistema Municipal De Ensino De São Carlos

Esta proposta curricular configura-se como mais um nível de recontextualização de vários dispositivos legais que buscam orientar a construção do currículo escolar, cuja materialização se dá, efetivamente, em cada escola.

O fato de ter sido produzida por professores de Música que atuam nas escolas do município de São Carlos, em diálogo com as pesquisas que vêm sendo feitas na área da Educação Musical, e considerando os estudantes a quem a educação se volta, contribui para a validade do conhecimento escolar que Pacheco afirma depender, acima de tudo, “de uma matriz inteiramente dinâmica entre o pessoal (quem aprende), o social (onde se situa a escola) e a cultura (a seiva que corre no interior da escola)”.

A proposta curricular aqui apresentada não pode ser entendida como o currículo em si, pois ela não traz as experiências. Tampouco deve ser vista como um bloco monolítico de conhecimentos estáveis, definitivos. Prefiro vê-la como o retrato de um rio: uma representação momentânea de algo que está sempre em movimento. Um retrato um tanto quanto estável – e por isso imperfeito – de algo que é vivo e dinâmico, que precisa ser encarado como tal para promover movimento, vida, emergências.

Organizar um documento dessa natureza – sempre provisório e inconcluso – já é uma estratégia para se reinventar uma tradição, para se mudar a doxa instituída. Na lógica escolar, dispor de uma sistematização curricular contribui para a legitimidade que a área da Música busca diante dos demais componentes curriculares.

Além disso, importantes recontextualizações compõem esse movimento de reinvenção: a Música não é assumida como “unidade temática” do componente curricular Arte, como na Base Nacional Comum Curricular, mas como uma “linguagem” que o integra.

Trata-se de um importante rearranjo de palavras que instauram uma virada de compreensão: há uma significativa mudança de status que demarca um novo lugar para a Música no espaço escolar. Música é uma área de conhecimento que pode ser organizada em unidades temáticas.

Música é uma área de conhecimento que de fato atua na escola como uma ferramenta – uma ferramenta que até contribui para enfeitar a escola e para a construção de outros conhecimentos, mas cuja relevância se dá por ser um conhecimento educativo: uma ferramenta poderosa na constituição dos sujeitos.

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Daniela Dotto Machado & Outros – A Proposta Curricular Para O Ensino De Música

Esta proposta curricular é mais um nível de recontextualização dos dispositivos legais que orientam a construção do currículo escolar.

Daniela Dotto Machado, Bruno Abramovic, Bruno Henrique Cremonez, Fábio Dos Santos Ekman Simões, Fatima Rosacacia Fernandes Macari, Keila Cristina Tayra Yonashiro, Maria José Cardoso Zepon, Mariana Araujo Parras Luque, Matheus Augusto Ferreira, Flávia Costa Prazeres & Cintia Bertazzi - A Proposta Curricular Para O Ensino De Música Nos Anos Iniciais Do Ensino Fundamental Do Sistema Municipal De Ensino De São Carlos

Esta proposta curricular configura-se como mais um nível de recontextualização de vários dispositivos legais que buscam orientar a construção do currículo escolar, cuja materialização se dá, efetivamente, em cada escola.

O fato de ter sido produzida por professores de Música que atuam nas escolas do município de São Carlos, em diálogo com as pesquisas que vêm sendo feitas na área da Educação Musical, e considerando os estudantes a quem a educação se volta, contribui para a validade do conhecimento escolar que Pacheco afirma depender, acima de tudo, “de uma matriz inteiramente dinâmica entre o pessoal (quem aprende), o social (onde se situa a escola) e a cultura (a seiva que corre no interior da escola)”.

A proposta curricular aqui apresentada não pode ser entendida como o currículo em si, pois ela não traz as experiências. Tampouco deve ser vista como um bloco monolítico de conhecimentos estáveis, definitivos. Prefiro vê-la como o retrato de um rio: uma representação momentânea de algo que está sempre em movimento. Um retrato um tanto quanto estável – e por isso imperfeito – de algo que é vivo e dinâmico, que precisa ser encarado como tal para promover movimento, vida, emergências.

Organizar um documento dessa natureza – sempre provisório e inconcluso – já é uma estratégia para se reinventar uma tradição, para se mudar a doxa instituída. Na lógica escolar, dispor de uma sistematização curricular contribui para a legitimidade que a área da Música busca diante dos demais componentes curriculares.

Além disso, importantes recontextualizações compõem esse movimento de reinvenção: a Música não é assumida como “unidade temática” do componente curricular Arte, como na Base Nacional Comum Curricular, mas como uma “linguagem” que o integra.

Trata-se de um importante rearranjo de palavras que instauram uma virada de compreensão: há uma significativa mudança de status que demarca um novo lugar para a Música no espaço escolar. Música é uma área de conhecimento que pode ser organizada em unidades temáticas.

Música é uma área de conhecimento que de fato atua na escola como uma ferramenta – uma ferramenta que até contribui para enfeitar a escola e para a construção de outros conhecimentos, mas cuja relevância se dá por ser um conhecimento educativo: uma ferramenta poderosa na constituição dos sujeitos.

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