Ana Maria Soares Zukoski & Outros (Orgs.) – Saramago

Saramago: Memorial Do Feminino traz reflexões para analisar a atuação e a construção das mulheres no universo da literatura de José Saramago.

Ana Maria Soares Zukoski, Vicentônio Regis Do Nascimento Silva & Wilma Dos Santos Coqueiro (Orgs.) – Saramago: Memorial Do Feminino

O apreço à gente simples e ao povo em geral parece fazer parte da vida de José Saramago, uma relação que o levou a se dedicar a causas progressistas e a lutar pela libertação de seu país face ao fascismo que esteve durante décadas no poder. Isso ficou também marcado em sua literatura de maneira bem visível. Dos primeiros aos últimos romances, a obra de Saramago é repleta de personagens do povo.

Esses personagens são apresentados com uma tinta muito própria, quase sempre mostrando que a gente simples é que detém caráter, fé, conhecimento e humanidade. É esse povo oprimido que luta, a sua maneira, contra os opressores. Apresentar os avós no discurso do Prêmio Nobel é apenas mais uma vez em que Saramago fala do povo.

Entre tantas figuras importantes de sua obra está o feminino. Os leitores sabem muito bem do que falo. As mulheres saramaguianas são fortes, decididas e, mesmo que tenham pouca ou quase nenhuma alternativa para escapar da opressão que sofrem, plantam uma semente que germinará no contexto em que vivem. Individual ou coletivamente, essas mulheres, costuradas com linha nobre, intervêm em seu contexto e são figuras de extrema importância na construção de suas narrativas, ou das narrativas dos protagonistas.

Nesse Memorial Do Feminino, temos reflexões com olhares muito aguçados para analisar, sob vários vieses, a atuação e a construção dessas mulheres no universo da literatura de José Saramago. É de extrema importância que haja trabalhos acadêmicos assim, principalmente sobre um conjunto de obras de tão alto calibre.

Quando pensamos em mulheres saramaguianas, logo nos vem à mente a personagem Mulher do médico, do romance Ensaio sobre a cegueira. Talvez a mais icônica delas, essa mulher é símbolo de lucidez. Ela é quem guia os cegos por caminhos que só ela pode enxergar, sendo, metaforicamente, a luz do conhecimento. Mas há outras, muitas outras mulheres dignas de nota e estudo.

Blimunda (Memorial do convento), Joana Carda e Maria Guavaira (A jangada de pedra), Maria Adelaide (Levantado do chão), Eva e Lilith (Caim) são alguns exemplos de mulheres fortes na obra saramaguiana, mulheres que mostram certo grau de empoderamento diante de um mundo machista.

Nesse Memorial Do Feminino, há também grande diversidade de estudo sobre o feminino e sua construção literária (incluindo a pouca estudada obra poética do autor), dando espaço para personagens menos comentadas em estudos acadêmicos desse viés como Maria e Maria Magdala (O evangelho segundo Jesus Cristo), Maria Sara (História do cerco de Lisboa), Carolina (O homem duplicado) ou ainda Marcenda e Lídia (O ano da morte de Ricardo Reis).

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Ana Maria Soares Zukoski & Outros (Orgs.) – Saramago

Saramago: Memorial Do Feminino traz reflexões para analisar a atuação e a construção das mulheres no universo da literatura de José Saramago.

Ana Maria Soares Zukoski, Vicentônio Regis Do Nascimento Silva & Wilma Dos Santos Coqueiro (Orgs.) - Saramago: Memorial Do Feminino

O apreço à gente simples e ao povo em geral parece fazer parte da vida de José Saramago, uma relação que o levou a se dedicar a causas progressistas e a lutar pela libertação de seu país face ao fascismo que esteve durante décadas no poder. Isso ficou também marcado em sua literatura de maneira bem visível. Dos primeiros aos últimos romances, a obra de Saramago é repleta de personagens do povo.

Esses personagens são apresentados com uma tinta muito própria, quase sempre mostrando que a gente simples é que detém caráter, fé, conhecimento e humanidade. É esse povo oprimido que luta, a sua maneira, contra os opressores. Apresentar os avós no discurso do Prêmio Nobel é apenas mais uma vez em que Saramago fala do povo.

Entre tantas figuras importantes de sua obra está o feminino. Os leitores sabem muito bem do que falo. As mulheres saramaguianas são fortes, decididas e, mesmo que tenham pouca ou quase nenhuma alternativa para escapar da opressão que sofrem, plantam uma semente que germinará no contexto em que vivem. Individual ou coletivamente, essas mulheres, costuradas com linha nobre, intervêm em seu contexto e são figuras de extrema importância na construção de suas narrativas, ou das narrativas dos protagonistas.

Nesse Memorial Do Feminino, temos reflexões com olhares muito aguçados para analisar, sob vários vieses, a atuação e a construção dessas mulheres no universo da literatura de José Saramago. É de extrema importância que haja trabalhos acadêmicos assim, principalmente sobre um conjunto de obras de tão alto calibre.

Quando pensamos em mulheres saramaguianas, logo nos vem à mente a personagem Mulher do médico, do romance Ensaio sobre a cegueira. Talvez a mais icônica delas, essa mulher é símbolo de lucidez. Ela é quem guia os cegos por caminhos que só ela pode enxergar, sendo, metaforicamente, a luz do conhecimento. Mas há outras, muitas outras mulheres dignas de nota e estudo.

Blimunda (Memorial do convento), Joana Carda e Maria Guavaira (A jangada de pedra), Maria Adelaide (Levantado do chão), Eva e Lilith (Caim) são alguns exemplos de mulheres fortes na obra saramaguiana, mulheres que mostram certo grau de empoderamento diante de um mundo machista.

Nesse Memorial Do Feminino, há também grande diversidade de estudo sobre o feminino e sua construção literária (incluindo a pouca estudada obra poética do autor), dando espaço para personagens menos comentadas em estudos acadêmicos desse viés como Maria e Maria Magdala (O evangelho segundo Jesus Cristo), Maria Sara (História do cerco de Lisboa), Carolina (O homem duplicado) ou ainda Marcenda e Lídia (O ano da morte de Ricardo Reis).

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