Sônia L. Ramalho De Farias & Kleyton Ricardo Wanderley Pereira (Orgs.) – Mímesis E Ficção

O leitor vai encontrar em Mímesis e ficção uma recorrência teórica que perpassa as reflexões e estudos literários contemplados nos diferentes ensaios que se debruçam sobre o tema proposto nesta coletânea. Trata-se, sobretudo, dos subsídios de Luiz Costa Lima e Wolfgang Iser dos quais os vários ensaístas lançam mão nesta trajetória conjunta de repensar o estatuto ficcional, na esteira do teórico da Estética do Efeito, articulado ao conceito de mímesis, revisto em sucessivas indagações pelo autor de Mímesis e modernidade. A recorrência se justifica pela proveniência dos trabalhos: são, na sua maioria, estudos acadêmicos decorrentes de duas disciplinas ministradas no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPE, em 2011 e 2012, cujo conteúdo programático recobria especificamente os aspectos aqui tratados e, em consequência, o arsenal teórico subsidiário ao seu questionamento. É natural, portanto, que no processamento de cada uma das escritas haja uma utilização de conceitos e referências bibliográficas comuns, apontando para uma inevitável redundância. Esta não se esteriliza, todavia, pela repetição ociosa. Ao contrário, as diferentes perspectivas através das quais se tecem as reflexões críticas, a articulação das balizas teóricas básicas com outros subsídios oriundas de quadros teóricos diversos, o diferenciado ângulo de abordagem dos ensaios tornam as retomadas ensaísticas multifacetárias. Isso sem contar com a diversificada gama de obras ficcionais de autores nacionais e internacionais contemplados como objetos de estudo em função das indagações suscitadas por suas respectivas escrituras acerca do fazer literário. Tal diversidade, juntamente com os motivos elencados, busca converter a repetição num diálogo produtivo. Pelo menos essa é a intenção que norteia o espírito do livro, ciente dos inevitáveis riscos e limites da empreitada.


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Sônia L. Ramalho De Farias & Kleyton Ricardo Wanderley Pereira (Orgs.) – Mímesis E Ficção

O leitor vai encontrar em Mímesis e ficção uma recorrência teórica que perpassa as reflexões e estudos literários contemplados nos diferentes ensaios que se debruçam sobre o tema proposto nesta coletânea. Trata-se, sobretudo, dos subsídios de Luiz Costa Lima e Wolfgang Iser dos quais os vários ensaístas lançam mão nesta trajetória conjunta de repensar o estatuto ficcional, na esteira do teórico da Estética do Efeito, articulado ao conceito de mímesis, revisto em sucessivas indagações pelo autor de Mímesis e modernidade. A recorrência se justifica pela proveniência dos trabalhos: são, na sua maioria, estudos acadêmicos decorrentes de duas disciplinas ministradas no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPE, em 2011 e 2012, cujo conteúdo programático recobria especificamente os aspectos aqui tratados e, em consequência, o arsenal teórico subsidiário ao seu questionamento. É natural, portanto, que no processamento de cada uma das escritas haja uma utilização de conceitos e referências bibliográficas comuns, apontando para uma inevitável redundância. Esta não se esteriliza, todavia, pela repetição ociosa. Ao contrário, as diferentes perspectivas através das quais se tecem as reflexões críticas, a articulação das balizas teóricas básicas com outros subsídios oriundas de quadros teóricos diversos, o diferenciado ângulo de abordagem dos ensaios tornam as retomadas ensaísticas multifacetárias. Isso sem contar com a diversificada gama de obras ficcionais de autores nacionais e internacionais contemplados como objetos de estudo em função das indagações suscitadas por suas respectivas escrituras acerca do fazer literário. Tal diversidade, juntamente com os motivos elencados, busca converter a repetição num diálogo produtivo. Pelo menos essa é a intenção que norteia o espírito do livro, ciente dos inevitáveis riscos e limites da empreitada.


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