
Educação Para Os Filhos Dos Outros analisa a trajetória histórica da Escola Industrial de Natal, atual IFRN, no período de 1942 a 1968. O estudo aborda as características culturais, sociais e pedagógicas da Instituição, desvelando as práticas educativas dos sujeitos que as constituíram durante esse período.
Nesse sentido, os conceitos de memória e de cultura escolar ocupam lugar central para a compreensão dos aspectos que caracterizaram a organização administrativa e pedagógica da Escola como currículo, finalidades, normas disciplinares, assim como os participantes da comunidade escolar: estudantes, professores, dirigentes e funcionários e a distribuição do poder entre eles.
Educação Para Os Filhos Dos Outros é de extrema relevância por desvelar e tornar pública parte importante da história do atual IFRN, assim como é essencial para pesquisadores e estudantes da história da educação e, mais especificamente, da história da educação profissional e de suas instituições.
Antes de ser a Escola Industrial de Natal (EIN), em 1942, a Instituição já havia recebido outras denominações: Escolas de Aprendizes Artífices de Natal (1909-1937), nome com o qual foi criada; e Liceu Industrial de Natal (1937-1942). A mudança para essa nova denominação ocorreu em meio à demanda de um processo de industrialização que se fortalecia no país.
A autora mostra de forma clara e bem fundamentada que a EIN foi se constituindo em um espaço, majoritariamente, ocupado por sujeitos oriundos dos grupos sociais economicamente desfavorecidos da sociedade, em busca de uma formação que lhes garantisse o exercício de uma profissão.
O recorte temporal escolhido cuidadosamente pela pesquisadora (1942 a 1968) permitiu verificar as mudanças provocadas pela Lei Orgânica do Ensino Industrial, de 1942, e pela Lei nº 3.552, de 1959, na estrutura organizativa, no funcionamento e nas finalidades dessa Escola.
