Dos Cerrados E De Suas Riquezas

A partir do diálogo de saberes vivido e sistematizado pelo autor, logramos vislumbrar com mais clareza as tantas riquezas dos Cerrados

O próprio Cerrado é, em si mesmo, uma ode ao diálogo na diversidade. Bioma dominante no Brasil Central, o Cerrado faz contato com quase todos os outros biomas brasileiros e, nessas variadas tensões ecológicas, multiplica suas riquezas em interação com as riquezas da Amazônia, da Caatinga e da Mata Atlântica.

Ademais, como berço das águas que é, o Cerrado presenteia não somente seus povos, como também os povos que vivem nesses outros biomas, com fundamentais rios e aquíferos, desde vários afluentes do Madeira ao Velho Chico, do rio Paraná ao Parnaíba, do Doce ao rio Paraguai.

Tanto temos aprendido na luta em defesa dos diversos Cerrados que há no Cerrado, que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) compreenderam ser essencial compartilhar e divulgar amplamente as análises acumuladas pelo Professor Carlos Walter Porto-Gonçalves em cerca de vinte anos de andanças pelos territórios dos Cerrados e diálogo com seus povos.

Quiçá esta seja a mensagem principal dessa publicação: a potência do diálogo de saberes – vernaculares e científicos – para o maior conhecimento das riquezas da sociobiodiversidade dos Cerrados e na interpretação dos desafios que enfrentamos ao buscar defendê-las.

Esse diálogo de saberes permite desconstruir visões coloniais e equivocadas acerca dessa imensa e diversa região ecológica, em especial aquelas que tratam o Cerrado como um bioma homogêneo e ordinário, passível de ser devastado para dar lugar a pastos, monocultivos, mineração e megainfraestruturas.

A partir do diálogo de saberes vivido e sistematizado pelo autor, logramos vislumbrar com mais clareza as tantas riquezas dos Cerrados e o quanto os saberes de seus povos convergem com o conhecimento científico comprometido com a desconstrução da colonialidade do saber e do poder.

Apresentamos essa publicação como um subsídio da CPT e da FASE para o processo que construímos coletivamente entre tantos movimentos sociais, organizações da sociedade civil, povos e comunidades dos Cerrados e pesquisadores/as, cujo diálogo contínuo de saberes deságua na e alimenta a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado.

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A partir do diálogo de saberes vivido e sistematizado pelo autor, logramos vislumbrar com mais clareza as tantas riquezas dos Cerrados

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Ademais, como berço das águas que é, o Cerrado presenteia não somente seus povos, como também os povos que vivem nesses outros biomas, com fundamentais rios e aquíferos, desde vários afluentes do Madeira ao Velho Chico, do rio Paraná ao Parnaíba, do Doce ao rio Paraguai.

Tanto temos aprendido na luta em defesa dos diversos Cerrados que há no Cerrado, que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) compreenderam ser essencial compartilhar e divulgar amplamente as análises acumuladas pelo Professor Carlos Walter Porto-Gonçalves em cerca de vinte anos de andanças pelos territórios dos Cerrados e diálogo com seus povos.

Quiçá esta seja a mensagem principal dessa publicação: a potência do diálogo de saberes – vernaculares e científicos – para o maior conhecimento das riquezas da sociobiodiversidade dos Cerrados e na interpretação dos desafios que enfrentamos ao buscar defendê-las.

Esse diálogo de saberes permite desconstruir visões coloniais e equivocadas acerca dessa imensa e diversa região ecológica, em especial aquelas que tratam o Cerrado como um bioma homogêneo e ordinário, passível de ser devastado para dar lugar a pastos, monocultivos, mineração e megainfraestruturas.

A partir do diálogo de saberes vivido e sistematizado pelo autor, logramos vislumbrar com mais clareza as tantas riquezas dos Cerrados e o quanto os saberes de seus povos convergem com o conhecimento científico comprometido com a desconstrução da colonialidade do saber e do poder.

Apresentamos essa publicação como um subsídio da CPT e da FASE para o processo que construímos coletivamente entre tantos movimentos sociais, organizações da sociedade civil, povos e comunidades dos Cerrados e pesquisadores/as, cujo diálogo contínuo de saberes deságua na e alimenta a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado.

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