Achille Mbembe – Crítica Da Razão Negra

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Crítica Da Razão Negra – Obra erudita e iconoclasta de um dos maiores teóricos do pós-colonialismo, Crítica Da Razão Negra aborda a evolução do pensamento racial na Europa, resgatando o conceito de Negro e de homem-mercadoria.
Num mundo em que o neoliberalismo e a reativação da lógica das raças que ele engendra desencadeiam a universalização tendencial da condição negra – convertendo o Negro no paradigma de uma humanidade subalterna -, Achille Mbembe apresenta-nos um verdadeiro programa filosófico e denuncia modelos de submissão, depredação e exploração.
Inconformada com um quotidiano em que se sujeita ainda o semelhante à lógica mercantil que fora em tempos a da plantação e a da colônia, Crítica Da Razão Negra considera urgente a descolonização mental da Europa outrora dominante para combater um fenômeno à escala planetária: o racismo global tecido pelo capitalismo selvagem, no qual todos seremos os novos “negros”.
O camaronês Achille Mbembe tornou-se uma referência acadêmica no estudo do pós-colonialismo. É um pensador sofisticado, erudito; leitor de Fannon e Foucault e pensador de grandes questões da História e da Política africanas. É um acadêmico comprometido com seus temas e sua teoria está permeada por uma filosofia política latente. Lecionou em universidades dos Estados Unidos e África do Sul.
No livro Crítica Da Razão Negra, Mbembe nos convida a pensar as diferenças e a própria vida com base numa reflexão sobre o mundo contemporâneo a partir da experiência negra, lembrando que a visão do negro no mundo de hoje foi construída pelo sistema escravista nos primórdios do colonialismo. Dessa forma, a definição de negro é uma categoria social que se confunde com os conceitos de escravo e de raça.
Enquanto construção social, negro é um conceito que designa a imagem de uma existência subalterna e de uma humanidade castrada. Essa percepção econômica da questão racial tem início na fase mercantilista do capitalismo (quando o negro é transformado em mercadoria) e perdura no neoliberalismo. O termo “negro” foi inventado para significar exclusão e em momento algum esteve dissociado da categoria de escravo.

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