O Homem E A Gente – Trata-se da grande obra de “Sociologia Filosófica” do autor, em cuja classificação não se deve interpretar a palavra “filosófica” como mero adjetivo que designa uma qualidade especial agregada à sociologia. O Homem E A Gente é sociologia, mas também filosofia em igual ou maior grau. Mais ainda: o autor demonstra com essa obra que não se pode fazer sociologia senão mediante a filosofia.
Parte o autor da sua ideia de “Vida Humana” como realidade primária na qual se radicam as demais. Nessa sua vida o homem se encontra com seu mundo – que não é de “coisas” e sim de “importâncias – dentro do qual aparece o “outro”, que diferenciando do mineral, vegetal e animal, me responde tanto como eu a ele. A relação entre “eu” e o “outro” é a que comumente se chama de social e da qual partiam as sociologias anteriores para explicar, sem êxito, a sociedade.
Em Ortega, essa relação não é social, mas “inter-individual” entre dois sujeitos semelhantes. A relação do pai e do filho, do amigo com o amigo são exemplos desse tipo. Porém, há outras, como a do guarda com o transeunte, na forma de cumprimentar, etc., que não faz nada determinado senão a “gente”. Essas formas de vida que fazemos movidos pelos “usos” não são “Vida Humana” no sentido originário, pois são irracionais e constituem as autênticas relações sociais.
Os usos, a opinião pública, o direito e o Estado, etc., são estudados por Ortega em O Homem E A Gente, que abriu uma nova perspectiva à sociologia contemporânea.
O Homem E A Gente faz uma análise sobre o comportamento humano e as relações entre as pessoas. Ortega, na obra escrita em 1927, faz referência à solidão humana, que busca no amor uma forma de ‘permutarduas solidões’. Na solidão, o homem é a sua verdade, mas na sociedade tende a ser a sua mera convencionalidade ou falsificação.
Os diversos graus de proximidade ou afastamento entre os seres humanos são analisados profundamente em O Homem E A Gente. No capítulo “El peligro que es el Otro y la sorpresa que es el Yo’, o autor mostra a incapacidade do homem de conhecer profundamente o semelhante. Mesmo quando tem intimidade com alguém, este pode surpreender com atitudes que jamais se poderiam imaginar.

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