Ao longo das últimas três décadas, dá-se ao conhecimento acadêmico e social, uma minuciosa e exaustiva produção na área da educação especial, alicerçada em cuidados, entusiasmo, dedicação, elementos que corroboram o interesse acadêmico com uma pesquisa responsável e executada com extremo rigor e seriedade e que vêm influenciando, notoriamente, a formação de novos pesquisadores e docentes.
Assim, de um lado, a presente publicação, Inclusão Escolar e Educação Especial: teoria e prática na diversidade, vem referendar os pressupostos e paradigmas tantas vezes lidos, estudados e refletidos, que norteiam as políticas e ações das áreas mencionadas; e, busca, também, cumprir sua missão de dar a conhecer as preocupações, questões, dúvidas e as novas descobertas que envolvem essas áreas.
Os temas aqui tratados por diferentes autores apresentam-se imbuídos de peculiaridades próprias, quer de área, quer de estilo, quer de fundamentação ou, ainda, de referenciais teóricos vastos e diversificados.
Porém, nas entrelinhas, pode-se perceber características comuns, entre estas, a preocupação com a abordagem e o entendimento da diversidade e o da educação, no seu mais lato sentido, isto é, o da transformação da história individual e coletiva das pessoas, tenham estas ou não, necessidades especiais, ou estejam estas ou não, em condição de deficiência.
Por um longo tempo, entendeu-se a educação escolar como uma possibilidade destinada somente àquelas pessoas colocadas em um patamar de normalidade, ao qual se ajustam condutas e expectativas congruentes, que as levam a adaptar-se em uma dada sociedade.
Estamos falando sobre diversidade e o consequente respeito a esta condição.
Como, então, não obstante novos olhares e avanços tecnológicos e médicos, por exemplo, pessoas permanecem segregadas por apresentarem uma condição incompatível com o que se espera ou se tem como normalidade? O que realmente mudou em relação à educação e à educação especial?
A educação especial é um processo final, valorativo, histórico e culturalmente construído e determinado. Neste processo, homens e mulheres (d)eficientes, com necessidades especiais, tornam-se alvo de suas ações: mediante a aquisição de um conhecimento, compensam, atualizam suas potencialidades.

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