Muito se pesquisa e se fala a respeito da Doença de Alzheimer e sobre as demais demências em geral, de todos os pontos de vista.
No entanto, apesar de a ciência concordar e apontar que o ideal na abordagem e no tratamento dessas doenças é realizarem-se os tratamentos farmacológico e o não farmacológico conjuntamente e dando-lhes igual atenção, na prática isso não acontece, priorizando-se, na maioria das vezes, o primeiro e reservando o segundo para algumas situações particulares e específicas.
Sabe-se, entretanto, que essa conduta não é a mais correta, mas, assim mesmo, é realizada de maneira generalizada, também pelo menor conhecimento desse tipo de atuação.
Por que isso ainda acontece? É por falta de pesquisa adequada ou de divulgação das propostas? É pela ausência de um patrocínio mais forte, como faz a indústria farmacêutica em relação ao tratamento farmacológico? É pela escassez de conhecimentos, de práticas e de profissionais capacitados para o desenvolvimento e adoção da abordagem cientificamente recomendada?
Todas essas interrogações têm fundamento e podem ser respondidas afirmativamente. Mas a grande novidade e contribuição à ciência que se está fazendo neste momento é esta obra realizada pelos professores, pós-graduandos e graduandos da UNESP/campus Rio Claro.
Este trabalho, denominado Vivências sobre a Doença de Alzheimer na UNESP: diálogo entre ensino, pesquisa e extensão, vem como resposta plena a essas inquietações presentes no mundo da ciência referentes à abordagem da Doença de Alzheimer e similares de forma não farmacológica.
A grande riqueza deste estudo é seu alicerce sólido: os pesquisadores/autores deste livro e seus colegas que fazem parte desta estrutura são os produtores dos conhecimentos reais e validados através da prática clínica a que se propuseram.
Esta obra é apresentada inicialmente através do Programa de Cinesioterapia Funcional e Cognitiva em Idosos com Doença de Alzheimer (PRO-CDA), que mostra claramente seu objetivo maior: propiciar aos participantes o benefício da prática regular de exercício físico e convívio social, levando à atenuação das manifestações cognitivas, motoras e sociais da doença, bem como a redução do estresse do cuidador. Demonstra que os docentes e discentes participantes do projeto têm desenvolvido trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado, além de palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos em eventos nacionais e internacionais e publicações de capítulos de livros e artigos em periódicos.

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