Jostein Gaarder – Anna E O Planeta

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Pouco antes de completar dezesseis anos, Anna começa a receber mensagens em seus sonhos. Preocupados, os pais resolvem levá-la a um psiquiatra, mas o médico não acha que existe algo errado. Na verdade, o excêntrico dr. Benjamin acredita que parte do que ela vê nos sonhos é real, como o agravo do aquecimento global e a consequente extinção de vários animais.
Ele está certo, pois Anna está observando o mundo através dos olhos de Nova, sua bisneta que vive em 2082 e está prestes a fazer dezesseis anos. O mundo está desolado e Nova se sente cada dia mais revoltada com as gerações anteriores.
Quanto mais Anna enxerga o futuro em seus sonhos, mais ela percebe que deve agir no presente. Mas será que ela vai conseguir agir rápido o suficiente para evitar que suas visões se tornem reais?

Até onde chegava a memória, ela se lembrava das famílias da aldeia indo de trenó para o alto da montanha na véspera do Ano-Novo. Os cavalos estavam escovados e enfeitados e sinos e tochas colocados nos trenós clareavam a noite. Houve anos em que um trator teve que abrir caminho para que os cavalos não ficassem atolados na neve alta e fofa. Mas eles costumavam passar a virada nas montanhas, e não iam para lá esquiando, mas em trenós puxados por cavalos. Mesmo diante de toda a mágica do Natal, aquele passeio de trenó era o verdadeiro encantamento do inverno.
Na noite de Ano-Novo, tudo era diferente. Crianças e adultos se juntavam num burburinho frenético. Aquele dia virava as famílias de cabeça para baixo. Em uma única noite, elas se despediam do velho e davam boas-vindas ao novo. Rompiam uma fronteira invisível que separava o que tinha sido do que estava por vir. Feliz Ano-Novo! E obrigado por tudo o que passou!

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