
O caderno didático que apresentamos é um dos produtos do projeto A República no Brasil – trajetórias de vida entre a democracia e a ditadura, contemplado no Edital 13/2015 Memórias Brasileiras: Biografias, da Capes, e coordenado pelo Prof. Jorge Ferreira.
O projeto se orientou com vistas a contribuir para renovação das abordagens biográficas da História do Brasil República – tendo como pressuposto valorizar o debate público sobre a pluralidade das dinâmicas e dos sujeitos sociais. A partir da análise de múltiplas trajetórias de vida, expressas em narrativas políticas entre democracia e ditadura, busca-se a construção e difusão de práticas de história pública.
A pesquisa proposta se apoia no intercâmbio acadêmico de pesquisadores, professores e alunos das diversas instituições envolvidas no projeto, fomentando a troca de experiências e o diálogo acadêmico em torno dos eixos “biografia, narrativas políticas e história pública” na história do Brasil republicano.
O projeto agrega trajetórias plurais que permitem ampliar as discussões sobre os diversos projetos políticos que estiveram em pauta no Brasil ao longo do século XX – dinâmicas entre autoritarismos e projetos democratizantes, revoluções e reformas elaboradas por segmentos diversos da sociedade brasileira em momentos distintos de sua história recente.
Composto por 17 capítulos dedicados a diferentes personagens brasileiros da época republicana, homens e mulheres, brancos e negros, das mais diversas atividades profissionais e políticas. Nesse sentido, em diálogo com a obra principal do projeto, nos propomos, a partir das indicações dos autores e autoras, a refletir como essas trajetórias podem ser pensadas na educação básica através de debates sobre questões como gênero, etnicidade, mundos do trabalho, cultura, dentre outros.
Dimensões teórico-metodológicas referentes às histórias de vida podem indicar redes de significação da experiência que potencializam processos de aprendizado narrativo. Ao construir narrativas autobiográficas (orais ou escritas), professores e estudantes vivenciam aprendizados narrativos ao escolher “memórias de si” – o quê, onde, como, quando e o porquê contar.
Emerge um conhecimento compartilhado, em um esforço transdisciplinar comprometido com a educação democrática – em especial, na prática de liberdade expressa ao se narrar publicamente.