Políticas Públicas & Desenvolvimento Regional

Os textos que ora apresentamos ao leitor colocam, em pauta, debates atuais, no que se refere às políticas públicas, por caminhos distintos. Contudo, a pergunta que se apresentou norteadora da preocupação neles contida, embora não houvesse uma formulação explicitada, foi:

como refletir ou elaborar políticas públicas em regiões em desenvolvimento sem deixar de pensar no contexto histórico nacional e mundial?
Vemos, de modo implícito no conjunto dos textos, a emergência de perspectivas e de discussões que ao falarem de políticas públicas viabilizam temas outros de modo transversais, incorporando, em face de seu aspecto multidisciplinar, inúmeras outras transcrições, revitalizam o debate sobre o papel do Estado, da Sociedade Civil e do Mercado. Destacamos: (a) a crítica presente à ideia de um desenvolvimento que não contemple o homem simples; o acesso para todos; as dimensões emancipatórias no processo de formação; e a constituição do sujeito, enquanto dono de seu próprio destino; (b) a identificação de uma nova tensão no embate entre público versus privado, circundantes em torno do ideário social contemporâneo estipulando o que venha a ser competência, eficiência, qualidade e agilidade; (c) o surgimento de demandas, nos diversos campos das relações sociais, de ordens globais, que redimensionam os caminhos e os sentidos de como se elaboram políticas públicas, num mundo demarcado pelo afrouxamento das ideologias e da soberania dos Estados Nacionais.
Essas  interfaces  ganham  relevância  ao  falarmos  de  políticas públicas, principalmente quando se pretende localizar, de forma crítica e dialética, o contexto contemporâneo, em uma sociedade que consolida sua trajetória sob um Estado configurado com menor grau de soberania, uma supervalorização da tecnologia e do provado.
Hoje, fala-se de uma “nova” ordem mundial que coloca, em evidência, uma profunda e extensa recomposição do sistema produtivo global. No entendimento de René Dreifuss, essa evidência promove a “instauração de uma totalizante e cinzenta época de desilusões e desencantamentos de dimensão planetária”.

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Vemos, de modo implícito no conjunto dos textos, a emergência de perspectivas e de discussões que ao falarem de políticas públicas viabilizam temas outros de modo transversais, incorporando, em face de seu aspecto multidisciplinar, inúmeras outras transcrições, revitalizam o debate sobre o papel do Estado, da Sociedade Civil e do Mercado. Destacamos: (a) a crítica presente à ideia de um desenvolvimento que não contemple o homem simples; o acesso para todos; as dimensões emancipatórias no processo de formação; e a constituição do sujeito, enquanto dono de seu próprio destino; (b) a identificação de uma nova tensão no embate entre público versus privado, circundantes em torno do ideário social contemporâneo estipulando o que venha a ser competência, eficiência, qualidade e agilidade; (c) o surgimento de demandas, nos diversos campos das relações sociais, de ordens globais, que redimensionam os caminhos e os sentidos de como se elaboram políticas públicas, num mundo demarcado pelo afrouxamento das ideologias e da soberania dos Estados Nacionais.
Essas  interfaces  ganham  relevância  ao  falarmos  de  políticas públicas, principalmente quando se pretende localizar, de forma crítica e dialética, o contexto contemporâneo, em uma sociedade que consolida sua trajetória sob um Estado configurado com menor grau de soberania, uma supervalorização da tecnologia e do provado.
Hoje, fala-se de uma “nova” ordem mundial que coloca, em evidência, uma profunda e extensa recomposição do sistema produtivo global. No entendimento de René Dreifuss, essa evidência promove a “instauração de uma totalizante e cinzenta época de desilusões e desencantamentos de dimensão planetária”.

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