Monty Roberts – O Homem Que Ouve Cavalos
O dom inigualável de Monty Roberts para lidar com cavalos fez dele um mestre na utilização da linguagem na comunicação, chamada por ele de “Equus”.
A obra O Homem Que Ouve Cavalos ficou por mais de um ano na lista dos dez best-sellers nos EUA e na Inglaterra, segundo a revista Publishers Weekly.
Roberts utiliza métodos revolucionários de comunicação, os quais já empregou em mais de 3.000 animais, ao longo de mais de 40 anos de trabalho.
O amor pelos cavalos, que considera irmãos, e seu aguçado senso de observação fizeram dele um pioneiro na comunicação. Descobriu que é a égua mais velha que traça os itinerários e castiga os potros mais rebeldes. Enquanto que o papel dos garanhões é apenas cuidar dos seus haréns e vigiar os animais predadores.
O Homem Que Ouve Cavalos conta a história de como aprendi a ouvir cavalos e a me comunicar com eles através da divisão que nossas espécies definiram naturalmente para nós. Só me ocorreu escrever este livro depois do que se passou numa noite de dezembro de 1988, quando eu tinha 53 anos.
Recebi o telefonema de um amigo e vizinho chamado John Bowles, Seu sotaque sulista era inconfundível.
— Monty?
— Sim.
— Adivinha, rapaz! A Rainha da Inglaterra quer te conhecer.
Ele prosseguiu descrevendo como Sua Majestade, a Rainha da Inglaterra, pretendia investigar o meu trabalho com cavalos e talvez ver com seus próprios olhos o que eu alegava ser capaz de fazer em termos de me comunicar com eles.
É preciso dizer que John Bowles é homem capaz de passar trotes e foi nisso que pensei na hora. Perguntei-lhe como ele, um simples John Bowles, se transformara subitamente em mensageiro da Rainha da Inglaterra.
Respondeu-me que um amigo inglês, um certo Sir John Miller, fora responsável pelos estábulos reais, e a Rainha lhe dera instruções para que me encontrasse. Sua Majestade lera artigos de minha autoria publicados pelas revistas The Blood Horse e Florida Horse nos quais eu explicava as demonstrações que dava, e ficara intrigada.
John Bowles disse ainda que me encontrar fora a tarefa mais fácil que já lhe haviam dado. Então não era fácil descobrir alguém que morava a dez quilômetros de distância e que ele conhecia há mais de quinze anos?
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