Eu Financiei Hitler

Eu Financiei Hitler, de Fritz Thyssen, trata do relato de um industrial alemão que apoiou a ascensão dos nazistas no país.

Este livro tem em mira ser algo mais que a história de um erro cujas consequências trágicas conheço tão bem como qualquer outro.

Não basta arrepender-se a gente do passado; devemos tirar proveito das lições recebidas. A guerra em que Hitler precipitou o mundo, exige que todos os homens dignos desse nome cinjam a espada e lutem.

Financiei Hitler e seu partido durante os dez anos que precederam a ascensão de ambos ao poder. Eu mesmo fui um nacional-socialista, e vou explicar por quê.

Hoje, exilado e fugitivo por ter cumprido o meu dever manifestando-me contra a guerra, desejo contribuir para a queda de Adolf Hitler, esclarecendo a opinião da Alemanha e do mundo em geral no que diz respeito ao Führer e aos chamados lideres menores da Alemanha contemporânea.

Hitler me enganou como enganou o povo alemão inteiro e todos os homens de boa-vontade. Talvez se nos possa dizer — a mim e a todos os alemães — que não nos devíamos ter deixado ludibriar. De minha parte aceito a validez da acusação.

Declaro-me culpado. Estava completamente enganado no que dizia respeito a Hitler e ao seu partido. Acreditei em suas promessas, em sua lealdade, em seu gênio político. Os políticos profissionais cometeram o mesmo erro. Hitler tinha a confiança dos católicos e até dos judeus. Disso posso dar muitos exemplos.

Hitler nos ludibriou a todos. Mas, depois de sua ascensão ao poder, conseguiu iludir também os estadistas estrangeiros, do mesmo modo como iludira os alemães antes de 1933.

Se eu quisesse justificar-me, podia dizer que as pessoas que viviam fora da Alemanha estavam mais bem informadas que nós, os alemães, relativamente ao crime inicial do regime.

Refiro-me ao incêndio do Reichstag. Apesar-disso, as grandes nações da Europa continuaram a manter relações diplomáticas normais com os incendiários e assassinos nazistas.

Seus embaixadores e ministros comungavam com eles o mesmo pão, recebiam-nos em suas embaixadas e legações, apertavam-lhes as mãos como a homens honestos. Nós na Alemanha podemos pelo menos apresentar a desculpa de que não sabíamos a verdade.

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Não basta arrepender-se a gente do passado; devemos tirar proveito das lições recebidas. A guerra em que Hitler precipitou o mundo, exige que todos os homens dignos desse nome cinjam a espada e lutem.

Financiei Hitler e seu partido durante os dez anos que precederam a ascensão de ambos ao poder. Eu mesmo fui um nacional-socialista, e vou explicar por quê.

Hoje, exilado e fugitivo por ter cumprido o meu dever manifestando-me contra a guerra, desejo contribuir para a queda de Adolf Hitler, esclarecendo a opinião da Alemanha e do mundo em geral no que diz respeito ao Führer e aos chamados lideres menores da Alemanha contemporânea.

Hitler me enganou como enganou o povo alemão inteiro e todos os homens de boa-vontade. Talvez se nos possa dizer — a mim e a todos os alemães — que não nos devíamos ter deixado ludibriar. De minha parte aceito a validez da acusação.

Declaro-me culpado. Estava completamente enganado no que dizia respeito a Hitler e ao seu partido. Acreditei em suas promessas, em sua lealdade, em seu gênio político. Os políticos profissionais cometeram o mesmo erro. Hitler tinha a confiança dos católicos e até dos judeus. Disso posso dar muitos exemplos.

Hitler nos ludibriou a todos. Mas, depois de sua ascensão ao poder, conseguiu iludir também os estadistas estrangeiros, do mesmo modo como iludira os alemães antes de 1933.

Se eu quisesse justificar-me, podia dizer que as pessoas que viviam fora da Alemanha estavam mais bem informadas que nós, os alemães, relativamente ao crime inicial do regime.

Refiro-me ao incêndio do Reichstag. Apesar-disso, as grandes nações da Europa continuaram a manter relações diplomáticas normais com os incendiários e assassinos nazistas.

Seus embaixadores e ministros comungavam com eles o mesmo pão, recebiam-nos em suas embaixadas e legações, apertavam-lhes as mãos como a homens honestos. Nós na Alemanha podemos pelo menos apresentar a desculpa de que não sabíamos a verdade.

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