Para Ler A Fenomenologia Do Espírito: o primeiro contato com a Fenomenologia é árduo e esta obra quer ajudar o leitor a superar essas dificuldades iniciais.
Para Ler A Fenomenologia Do Espírito: o primeiro contato com a Fenomenologia é árduo e esta obra quer ajudar o leitor a superar essas dificuldades iniciais.

Paulo Meneses – Para Ler A Fenomenologia Do Espírito: Roteiro

Este roteiro foi elaborado com finalidade didática. O único caminho para entender um filósofo como Hegel é a leitura meditada de sua obra. No entanto, o primeiro contato com a Fenomenologia é árduo e esta obra quer ajudar o leitor a superar essas dificuldades iniciais, para que assim possam ser capazes de encontrar clareza insuspeitadas no texto hegeliano.

Escrevendo a respeito da Fenomenologia Do Espírito, diz Richard Kroner, um dos mais conhecidos estudiosos do Idealismo alemão na primeira metade deste século: “apesar dos seus defeitos, de resto reconhecidos pelo próprio Hegel, a Fenomenologia permanece no entanto sua obra mais genial e, talvez, a obra mais genial de toda a história da filosofia”.

Para um conhecedor, mesmo superficial, da obra de Hegel esse juízo parecerá dificilmente contestável. A genialidade brilha na Fenomenologia pela vastidão e originalidade da concepção, pela maestria incomparável no uso dos procedimentos dialéticos da razão, pela prodigiosa riqueza do texto, pela força poderosa de um estilo que forja para a Filosofia uma nova linguagem de surpreendente plasticidade.

Genialmente inovadora por um lado, a obra que inaugura, como pórtico grandioso, a fase de maturidade do pensamento de Hegel abriga, por outro lado, na sua complexa construção, toda a riqueza da cultura do seu tempo, não recolhida ao acaso, mas ordenada num vasto desenho histórico-dialético que “rememora” interiorizando-o no conceito, o caminho, desde as suas origens, da cultura ocidental.

Rica, complexa, original, a Fenomenologia apresenta-se como obra de leitura reconhecidamente difícil. É, pois, compreensível que se multipliquem, na bibliografia sobre Hegel, os instrumentos de trabalho cujo propósito é, como os dos antigos comentários na literatura filosófica clássica, conduzir pela mão o leitor e levá-lo, através dessa manuductio, ao âmago do texto, ao seu sentido autêntico, às suas fontes históricas, às suas articulações lógicas, À visão de conjunto da sua estrutura e do seu desenvolvimento.

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