Lucas Fucci Amato & Outros (Orgs.) – Teoria Crítica Dos Sistemas: Crítica, Teoria Social E Direito

Quando discutimos as possibilidades e os limites de uma “teoria crítica dos sistemas”, pensamos na mobilização do potente arsenal teórico sistêmico – especialmente aquele construído e lapidado por Niklas Luhmann – para além de suas pretensões originais, mas também fugindo à menção meramente ornamental de seus conceitos.

Na prateleira da teoria social, dispomos de amplo leque de opções, de artefatos modelados como obras fechadas em seu horizonte cognitivo. Há os vasos de Marx, de Adorno, de Luhmann, de Habermas, de Foucault, de Unger… e outros tantos. O time aqui reunido arrisca-se a jogar esses vasos no chão, quebrando-os.

É inegável reconhecer, hoje, uma expansão de duas teorias sociais, com filiações distintas, que, de tempos em tempos, entram em conflito, a saber: Teoria dos Sistemas e Teoria Crítica.

A última ganhou maior projeção, já que foi difundida como corrente filosófica capaz de reconstruir a teoria marxiana, juntando teoria e práxis, para, então, apresentar os diagnósticos de época por meio de um materialismo interdisciplinar, iniciado na década de trinta do século passado, a partir da colaboração de diferentes teóricos no Instituto para Pesquisa Social em Frankfurt.

Nessa perspectiva crítica, a emancipação social é questionada sob as condições do sistema econômico capitalista, de modo que teoria e práxis estariam relacionadas a partir de um projeto revolucionário ou reformista – dependendo do modelo teórico em questão.

Portanto, a cada geração do Instituto, teóricos críticos apresentam as contradições sociais e defendem diferentes modelos de interpretação de cada época.

A Teoria dos Sistemas é mais jovem e modesta em relação aos seus propósitos se comparada à Teoria Crítica, a ponto de ainda se restringir a alguns círculos científicos e permanecer desconhecida em muitos países.

Tributária das obras de Talcott Parsons (1902- 1979), esta teoria também recorre à interdisciplinaridade – ao combinar teorias de campos bastante dispares como biologia, cibernética, lógica e matemática – para conseguir observar a complexidade social.

Importante representante dessa corrente foi o sociólogo Niklas Luhmann (1927-1998), que, na época de docência, na então recente Universidade de Bielefeld, pretendeu desenvolver uma teoria da sociedade, projeto que consumiu suas atividades desde o final da década de sessenta.

 

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