Vinícius Augusto Andrade De Assis & Cláudio DeNipoti (Orgs.) – Cultura E Educação No Mundo Ibérico

Esta publicação resulta do V Colóquio Cultura e Educação no Mundo Ibérico, realizado na Universidade Estadual de Londrina.

Vinícius Augusto Andrade De Assis & Cláudio DeNipoti (Orgs.) – Cultura E Educação No Mundo Ibérico

Em texto intitulado “Espaço de experiência” e “horizonte de expectativas”: duas categorias históricas, o historiador alemão Reinhart Koselleck apresenta o ofício de historiador da forma mais sucinta possível.

Segundo o autor, ao confrontar com vestígios do passado e transformá-los em fontes que dão testemunho às problemáticas originais (vivências, recordações, inquietudes, entre outras subjetividades), “o historiador sempre se movimenta por dois planos.

Ou ele analisa os fatos que já foram anteriormente articulados na linguagem ou então, com ajuda de hipóteses e métodos, reconstrói fatos que ainda não chegaram a ser articulados, mas que ele revela a partir desses vestígios”.

Creio que textos aqui apresentados elucidam tais ferramentas em diferentes escalas; ferramentas de ofício, ofício de historiador!

Esta publicação resulta do V Colóquio Cultura e Educação no Mundo Ibérico, realizado na Universidade Estadual de Londrina entre os dias 8 e 11 de novembro de 2021, em modalidade virtual. O evento propôs um intercâmbio entre pesquisadores voltados às instituições “ilustradas” e seus componentes, bem como suas relações com os quadros políticos, administrativos, econômicos, religiosos, educacionais, além da circularidade cultural pós surgimento da imprensa.

Reunimos nove textos entre historiadores profissionais, pós-graduandos e graduandos. Em comum, têm como objetos a cultura escrita e as práticas educativas no Antigo Regime Ibérico, notadamente nas Minas Gerais.

Trata-se de uma sociedade ciosa de suas diferenças, onde “cada qual [ocupava] uma posição numa hierarquia rígida, segundo tem, ou não, direito a certas formas de tratamento”, na qual o “poder real dividia o espaço político com poderes inferiores (famílias, municípios, corporações [corpora] e universidades [universitates]) e superiores (Igreja)”; onde os deveres políticos, jurídicos e econômicos cediam espaço aos “deveres morais (graça, piedade, misericórdia, gratidão) ou afetivos (amor – num sentido mais amplo que atualmente, e amizade), corporificados em relações visíveis […], criando deveres que juristas chamavam antídoral (do grego antídora, ou obrigação moral)”.

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Em texto intitulado “Espaço de experiência” e “horizonte de expectativas”: duas categorias históricas, o historiador alemão Reinhart Koselleck apresenta o ofício de historiador da forma mais sucinta possível.

Segundo o autor, ao confrontar com vestígios do passado e transformá-los em fontes que dão testemunho às problemáticas originais (vivências, recordações, inquietudes, entre outras subjetividades), “o historiador sempre se movimenta por dois planos.

Ou ele analisa os fatos que já foram anteriormente articulados na linguagem ou então, com ajuda de hipóteses e métodos, reconstrói fatos que ainda não chegaram a ser articulados, mas que ele revela a partir desses vestígios”.

Creio que textos aqui apresentados elucidam tais ferramentas em diferentes escalas; ferramentas de ofício, ofício de historiador!

Esta publicação resulta do V Colóquio Cultura e Educação no Mundo Ibérico, realizado na Universidade Estadual de Londrina entre os dias 8 e 11 de novembro de 2021, em modalidade virtual. O evento propôs um intercâmbio entre pesquisadores voltados às instituições “ilustradas” e seus componentes, bem como suas relações com os quadros políticos, administrativos, econômicos, religiosos, educacionais, além da circularidade cultural pós surgimento da imprensa.

Reunimos nove textos entre historiadores profissionais, pós-graduandos e graduandos. Em comum, têm como objetos a cultura escrita e as práticas educativas no Antigo Regime Ibérico, notadamente nas Minas Gerais.

Trata-se de uma sociedade ciosa de suas diferenças, onde “cada qual [ocupava] uma posição numa hierarquia rígida, segundo tem, ou não, direito a certas formas de tratamento”, na qual o “poder real dividia o espaço político com poderes inferiores (famílias, municípios, corporações [corpora] e universidades [universitates]) e superiores (Igreja)”; onde os deveres políticos, jurídicos e econômicos cediam espaço aos “deveres morais (graça, piedade, misericórdia, gratidão) ou afetivos (amor – num sentido mais amplo que atualmente, e amizade), corporificados em relações visíveis […], criando deveres que juristas chamavam antídoral (do grego antídora, ou obrigação moral)”.

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