Vanessa Furtado Fontana – A Fantasia Na Fenomenologia De Husserl

Trata da fundamentação do conceito de fantasia a partir da novidade deste conceito na história da filosofia e como esta argumentada na fenomenologia

Vanessa Furtado Fontana – A Fantasia Na Fenomenologia De Husserl

Esta obra trata do conceito de fantasia na fenomenologia de Edmund Husserl a partir dos manuscritos intitulados: Phantasie, Bildbewusstsein und erinnerung. Zur Phänomenologie des anchaulichen VergegenWärtigungen. Texte aus dem nachlass (1898-1925).

A tese trata da fundamentação do conceito de fantasia a partir da novidade deste conceito na história da filosofia e como está novidade está argumentada na fenomenologia. A tese de apoio é pensar o privilégio metodológico da fantasia na construção da fenomenologia como ciência descritivas de essências.

O método utilizado contou com a análise das obras: “Investigações Lógicas”, “Ideias I” e “Lições para uma Fenomenologia da Consciência Interna do Tempo”. Os principais conceitos definidores da fantasia são: intuição, intencionalidade, presentificação e neutralidade.

Mostra-se qual a importância da fantasia na consciência pura e suas relações na consciência temporal. A fantasia atua como intencionalidade privilegiada na busca das essências. Ela se opõe ontologicamente à percepção, mas isto implica antes na sua importante tarefa de neutralizar as vivências para alcançar um âmbito transcendental de fundamento.

A primeira parte é dedicada a um rastreamento do tema nos textos de Husserl, começando por um manuscrito de 1898, passando de seguida a Logische Untersuchungen e, delas, ao célebre curso de 1904-1905 sobre Hauptstücke aus der Phänomenologie und Theorie der Erkenntnis, especificamente, a sua terceira parte, para encerrar com o período da “decisão”: os textos posteriores a 1905, em que a versão amadurecida da “presentificação”, da consciência reprodutiva e da modificação de neutralidade são elaboradas.

A segunda parte do trabalho é um conspecto histórico-sistemático, em que a descrição fenomenológica da Fantasia é posta no contexto mais vasto do pensamento moderno, nomeadamente, de Descartes, Hume e Kant.

Finalmente, a terceira parte da tese percorre uma miríade de temasvque, talvez, se poderiam conjugar sobre o tema geral de uma fenomenologiavdo imaginário e da consciência de irrealidade. Desse tema maior, derivavainda um outro: a estrutura da consciência do “como se” ou da consciênciav“lúdica” (spielerisches Bewusstsein), como o próprio Husserl a designa,vpor exemplo, em Aktive Synthesen.


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Vanessa Furtado Fontana – A Fantasia Na Fenomenologia De Husserl

Trata da fundamentação do conceito de fantasia a partir da novidade deste conceito na história da filosofia e como esta argumentada na fenomenologia

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Esta obra trata do conceito de fantasia na fenomenologia de Edmund Husserl a partir dos manuscritos intitulados: Phantasie, Bildbewusstsein und erinnerung. Zur Phänomenologie des anchaulichen VergegenWärtigungen. Texte aus dem nachlass (1898-1925).

A tese trata da fundamentação do conceito de fantasia a partir da novidade deste conceito na história da filosofia e como está novidade está argumentada na fenomenologia. A tese de apoio é pensar o privilégio metodológico da fantasia na construção da fenomenologia como ciência descritivas de essências.

O método utilizado contou com a análise das obras: "Investigações Lógicas", "Ideias I" e "Lições para uma Fenomenologia da Consciência Interna do Tempo". Os principais conceitos definidores da fantasia são: intuição, intencionalidade, presentificação e neutralidade.

Mostra-se qual a importância da fantasia na consciência pura e suas relações na consciência temporal. A fantasia atua como intencionalidade privilegiada na busca das essências. Ela se opõe ontologicamente à percepção, mas isto implica antes na sua importante tarefa de neutralizar as vivências para alcançar um âmbito transcendental de fundamento.

A primeira parte é dedicada a um rastreamento do tema nos textos de Husserl, começando por um manuscrito de 1898, passando de seguida a Logische Untersuchungen e, delas, ao célebre curso de 1904-1905 sobre Hauptstücke aus der Phänomenologie und Theorie der Erkenntnis, especificamente, a sua terceira parte, para encerrar com o período da “decisão”: os textos posteriores a 1905, em que a versão amadurecida da “presentificação”, da consciência reprodutiva e da modificação de neutralidade são elaboradas.

A segunda parte do trabalho é um conspecto histórico-sistemático, em que a descrição fenomenológica da Fantasia é posta no contexto mais vasto do pensamento moderno, nomeadamente, de Descartes, Hume e Kant.

Finalmente, a terceira parte da tese percorre uma miríade de temasvque, talvez, se poderiam conjugar sobre o tema geral de uma fenomenologiavdo imaginário e da consciência de irrealidade. Desse tema maior, derivavainda um outro: a estrutura da consciência do “como se” ou da consciênciav“lúdica” (spielerisches Bewusstsein), como o próprio Husserl a designa,vpor exemplo, em Aktive Synthesen.


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