Thiago Da Silva Nobre – Modernismo No Ceará (1922 – 1931)

Em Modernismo No Ceará (1922 – 1931), o autor nos convida a atravessar as fronteiras entre História e Literatura.

Thiago Da Silva Nobre – Modernismo No Ceará (1922 – 1931): Práticas Letradas, Cotidiano E Experiência Estética

Em 2022, a Semana de Arte Moderna completa 100 anos. As comemorações e reflexões sobre a importância do Modernismo Brasileiro tornam ainda mais relevante a publicação do livro do professor Thiago Nobre. Em Modernismo No Ceará (1922 – 1931): Práticas Letradas, Cotidiano E Experiência Estética, o autor nos convida a atravessar as fronteiras entre História e Literatura e pensar para além do contexto paulistano sobre a primeira fase do movimento artístico-literário.

Recorro à escritora nigeriana Chimamanda Adichie (2019), ela tão distante no tempo e espaço da literatura tratada aqui, mas cujo alerta tão bem cabe na proposta de Thiago Nobre. Adichie adverte sobre o perigo da história única. As histórias são importantes, mas devemos ouvir muito mais histórias de modo a encontrar um equilíbrio de narrativas, experiências e realidades diversas.

É sempre tempo de romper a história única sobre os acontecimentos, como neste livro, que destaca a pluralidade do Modernismo Brasileiro, cujos grandes mestres não habitavam somente a Terra da Garoa, mas também a Terra da Luz.

Ao longo dos três capítulos deste livro, o autor se distancia de uma hierarquização entre o Modernismo Paulista e Cearense, mas se aproxima de um enfoque nas particularidades e contribuições dos antropofágicos da Metrópole formidável, como intitula o primeiro capítulo.

Considerando a conjuntura histórica que favoreceu o processo de industrialização no século XIX, Thiago discorre sobre Modernidade e Modernização a partir do contexto europeu para situar o Brasil e então o Ceará na atmosfera social e econômica que antecederam os anseios e rupturas modernistas.

Enquanto os principais nomes da primeira fase modernista paulista, como Oswald de Andrade e Mario de Andrade, deixaram vários diários e uma consequente gama de material para desvendar-lhes a intimidade, a escassez biográfica marca os modernistas cearenses, mas ainda assim conhecemos no primeiro capítulo as redes de sociabilidades de grandes figuras dos primeiros anos do Modernismo Cearense, como Jáder de Carvalho, Sidney Neto, Mozart Firmeza e Franklim Nascimento.

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Thiago Da Silva Nobre – Modernismo No Ceará (1922 – 1931)

Em Modernismo No Ceará (1922 – 1931), o autor nos convida a atravessar as fronteiras entre História e Literatura.

Thiago Da Silva Nobre - Modernismo No Ceará (1922 – 1931): Práticas Letradas, Cotidiano E Experiência Estética

Em 2022, a Semana de Arte Moderna completa 100 anos. As comemorações e reflexões sobre a importância do Modernismo Brasileiro tornam ainda mais relevante a publicação do livro do professor Thiago Nobre. Em Modernismo No Ceará (1922 – 1931): Práticas Letradas, Cotidiano E Experiência Estética, o autor nos convida a atravessar as fronteiras entre História e Literatura e pensar para além do contexto paulistano sobre a primeira fase do movimento artístico-literário.

Recorro à escritora nigeriana Chimamanda Adichie (2019), ela tão distante no tempo e espaço da literatura tratada aqui, mas cujo alerta tão bem cabe na proposta de Thiago Nobre. Adichie adverte sobre o perigo da história única. As histórias são importantes, mas devemos ouvir muito mais histórias de modo a encontrar um equilíbrio de narrativas, experiências e realidades diversas.

É sempre tempo de romper a história única sobre os acontecimentos, como neste livro, que destaca a pluralidade do Modernismo Brasileiro, cujos grandes mestres não habitavam somente a Terra da Garoa, mas também a Terra da Luz.

Ao longo dos três capítulos deste livro, o autor se distancia de uma hierarquização entre o Modernismo Paulista e Cearense, mas se aproxima de um enfoque nas particularidades e contribuições dos antropofágicos da Metrópole formidável, como intitula o primeiro capítulo.

Considerando a conjuntura histórica que favoreceu o processo de industrialização no século XIX, Thiago discorre sobre Modernidade e Modernização a partir do contexto europeu para situar o Brasil e então o Ceará na atmosfera social e econômica que antecederam os anseios e rupturas modernistas.

Enquanto os principais nomes da primeira fase modernista paulista, como Oswald de Andrade e Mario de Andrade, deixaram vários diários e uma consequente gama de material para desvendar-lhes a intimidade, a escassez biográfica marca os modernistas cearenses, mas ainda assim conhecemos no primeiro capítulo as redes de sociabilidades de grandes figuras dos primeiros anos do Modernismo Cearense, como Jáder de Carvalho, Sidney Neto, Mozart Firmeza e Franklim Nascimento.

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