Soraya Giovanetti El-Deir (Org.) – Tecnologias Sociais Para Sustentabilidade

Nesta discussão observa-se que a compreensão das tecnologias usadas pelas comunidades tradicionais podem abrir novos caminhos.

Soraya Giovanetti El-Deir (Org.) – Tecnologias Sociais Para Sustentabilidade

Nossa viagem começa há muitos anos atrás, quando homem, ainda na fase da pré-história, já fazia da sua história uma constante evolução tecnológica. Vivendo em cavernas, saindo para caçar, as mulheres a cuidarem das crias, num sistema matriarcado, a humanidade se inicia.

Este humano, vivendo em pequenos grupos,estava sujeito as variações do clima, disponibilidade dos alimentos, a forca de caça dos adultos que se arriscavam na busca da alimentação, inexistinto previsibilidade na busca dos recursos para o seu sustento.

Com a captura de filhotes, que foram colocados em cercas próximas as cavernas, ou dentro destas protegida de outros predadores, o homem começa a domesticar animais selvagens, mantendo constante contato com estes para a engorda e posterior abate para compor a alimentação.

Inicia-se uma frágil identidade deste com a terra,com um local, com um espaço específico. Mas com o hábito da caça e busca de filhotes, o homem primitivo ainda se arrisca bastante, sendo a sociedade considerada basicamente matriarcal.

A ascensão da agricultura rudimentar, com cultivares simples,quase um replantio das espécies que ora estavam na floresta que agora são individualmente plantadas, inicia-se uma fase de fixação do homem a uma dada área. Assim intensifica o processo de aproximação e conhecimento do homem a terra.

Com a sobreprodução tem lugar o processo de escambo, troca entre mercadorias, elevando a diversidade que estes poderiam contar a partir de uma produção menos diversificada. A produção excedente era trocada em pontos marcados, encruzilhadas de caminhos, posteriores vilarejos, onde produtores de outras localidades se encontravam de tempos em tempos.

Da intensificação deste processo de troca foram se estruturando vilas, posteriormente cidadelas, dando início ao processo de formação de uma urbis primitiva. Nestes espaços basicamente a atividade era de troca de mercadorias e prestação de serviços como hospedagem, alimentação e diversão. A produção tinha lugar no meio rural, com atividades agrícolas e de uma pecuária rudimentar.

Apesar da existência ainda hoje de comunidades que mantém a tradição de costumes sustentáveis, distanciando-se da lógica mercantilista econômica e da busca da máxima apropriação antrópica dos bens naturais, a visão dominante é da supremacia da economia sobre a ecologia, do dinheiro sobre a qualidade ambiental e do falso modernismo sobre as tradições seculares.

Nesta discussão observa-se que a compreensão das tecnologias usadas pelas comunidades tradicionais podem abrir novos caminhos no desenho de conhecimentos que estejam focados nas diversas dimensões da sustentabilidade.

Desta forma, como tema basilar deste escrito estão as tecnologias sociais, pela compreensão de que estas podem auxiliar na discussão de uma sociedade mais includente, mais justa e equilibrada, com menor potencial impactante.

Neste sentido, o foco será compreender estas tecnologias a luz dos preceitos da sustentabilidade, assim como sua adequação como instrumento para o estabelecimento de processo de ensino-aprendizagem formativa da ecocidadania.

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Nesta discussão observa-se que a compreensão das tecnologias usadas pelas comunidades tradicionais podem abrir novos caminhos.

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Nossa viagem começa há muitos anos atrás, quando homem, ainda na fase da pré-história, já fazia da sua história uma constante evolução tecnológica. Vivendo em cavernas, saindo para caçar, as mulheres a cuidarem das crias, num sistema matriarcado, a humanidade se inicia.

Este humano, vivendo em pequenos grupos,estava sujeito as variações do clima, disponibilidade dos alimentos, a forca de caça dos adultos que se arriscavam na busca da alimentação, inexistinto previsibilidade na busca dos recursos para o seu sustento.

Com a captura de filhotes, que foram colocados em cercas próximas as cavernas, ou dentro destas protegida de outros predadores, o homem começa a domesticar animais selvagens, mantendo constante contato com estes para a engorda e posterior abate para compor a alimentação.

Inicia-se uma frágil identidade deste com a terra,com um local, com um espaço específico. Mas com o hábito da caça e busca de filhotes, o homem primitivo ainda se arrisca bastante, sendo a sociedade considerada basicamente matriarcal.

A ascensão da agricultura rudimentar, com cultivares simples,quase um replantio das espécies que ora estavam na floresta que agora são individualmente plantadas, inicia-se uma fase de fixação do homem a uma dada área. Assim intensifica o processo de aproximação e conhecimento do homem a terra.

Com a sobreprodução tem lugar o processo de escambo, troca entre mercadorias, elevando a diversidade que estes poderiam contar a partir de uma produção menos diversificada. A produção excedente era trocada em pontos marcados, encruzilhadas de caminhos, posteriores vilarejos, onde produtores de outras localidades se encontravam de tempos em tempos.

Da intensificação deste processo de troca foram se estruturando vilas, posteriormente cidadelas, dando início ao processo de formação de uma urbis primitiva. Nestes espaços basicamente a atividade era de troca de mercadorias e prestação de serviços como hospedagem, alimentação e diversão. A produção tinha lugar no meio rural, com atividades agrícolas e de uma pecuária rudimentar.

Apesar da existência ainda hoje de comunidades que mantém a tradição de costumes sustentáveis, distanciando-se da lógica mercantilista econômica e da busca da máxima apropriação antrópica dos bens naturais, a visão dominante é da supremacia da economia sobre a ecologia, do dinheiro sobre a qualidade ambiental e do falso modernismo sobre as tradições seculares.

Nesta discussão observa-se que a compreensão das tecnologias usadas pelas comunidades tradicionais podem abrir novos caminhos no desenho de conhecimentos que estejam focados nas diversas dimensões da sustentabilidade.

Desta forma, como tema basilar deste escrito estão as tecnologias sociais, pela compreensão de que estas podem auxiliar na discussão de uma sociedade mais includente, mais justa e equilibrada, com menor potencial impactante.

Neste sentido, o foco será compreender estas tecnologias a luz dos preceitos da sustentabilidade, assim como sua adequação como instrumento para o estabelecimento de processo de ensino-aprendizagem formativa da ecocidadania.

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