Sheila Moura Hue (Org.) – As Incríveis Aventuras E Estranhos Infortúnios De Anthony Knivet

Escritas num ritmo vertiginoso, numa sucessão de sensacionais – e às vezes inacreditáveis! – aventuras, as peripécias e sufocos do jovem corsário inglês Anthony Knivet são um admirável exemplar dos relatos de viagens pelo Novo Mundo produzidos no Renascimento, e um magnífico testemunho sobre o Brasil do século XVI. Cuidadosamente traduzido a partir do original inglês de 1625, traz ilustrações, numerosas notas e uma introdução que contextualiza a narrativa em sua época. Ao contrário da maioria das narrativas da época, impressiona pela crueza do olhar inglês sobre governantes e colonos da Coroa portuguesa. “Aconteceu comigo de ir em terra buscar algum alimento, pois as provisões de nosso navio eram poucas, e, ao voltar a bordo, meus pés estavam molhados e eu não tinha uma muda de roupa. Quando acordei na manhã seguinte, meus pés estavam tão dormentes que não conseguia mexer as pernas. Ao tirar minhas meias, alguns dedos saíram junto, e vi que meus pés estavam negros feito fuligem e não conseguia mais senti-los de todo. Não mais conseguia caminhar.”


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Sheila Moura Hue (Org.) – As Incríveis Aventuras E Estranhos Infortúnios De Anthony Knivet

Escritas num ritmo vertiginoso, numa sucessão de sensacionais - e às vezes inacreditáveis! - aventuras, as peripécias e sufocos do jovem corsário inglês Anthony Knivet são um admirável exemplar dos relatos de viagens pelo Novo Mundo produzidos no Renascimento, e um magnífico testemunho sobre o Brasil do século XVI. Cuidadosamente traduzido a partir do original inglês de 1625, traz ilustrações, numerosas notas e uma introdução que contextualiza a narrativa em sua época. Ao contrário da maioria das narrativas da época, impressiona pela crueza do olhar inglês sobre governantes e colonos da Coroa portuguesa. "Aconteceu comigo de ir em terra buscar algum alimento, pois as provisões de nosso navio eram poucas, e, ao voltar a bordo, meus pés estavam molhados e eu não tinha uma muda de roupa. Quando acordei na manhã seguinte, meus pés estavam tão dormentes que não conseguia mexer as pernas. Ao tirar minhas meias, alguns dedos saíram junto, e vi que meus pés estavam negros feito fuligem e não conseguia mais senti-los de todo. Não mais conseguia caminhar."


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