Rosana Cristina Zanelatto Santos & Andre Rezende Benatti (Org.) – O Lugar Do Abjeto

O Lugar Do Abjeto lança mão de uma série de referências e de textos literários que não são comumente lidos e utilizados, denominados "literatura de horror".

Rosana Cristina Zanelatto Santos & Andre Rezende Benatti (Org.) – O Lugar Do Abjeto: Do Perverso E Do Animal Na Historiografia E No Cânone Literário

Se a necessidade de comunicar-se é inerente ao ser humano – e ele tenta fazê-lo das mais diferentes formas –, essa necessidade não deveria excluir nem sujeitos, nem temáticas que animam, mais do que a própria relação comunicacional, o diálogo político, o diálogo do ser que vive na/a pólis.

Afinal, para que se expressar se alguns (quiçá, muitos) dos sentidos e dos afetos do viver-com-o-outro e do viver consigo-mesmo são “varridos para debaixo do tapete”?

E pensando especificamente na literatura, como é possível (ainda) considerá-la como um lugar paradisíaco, espécie de recanto de descanso das dores de/do ser humano e não um/o lugar crítico por excelência, no qual a ética se instaura pari passu com a estética?

O texto literário é um/o espaço privilegiado para embates/debates/combates cujas temáticas expõem o/ao leitor a perversão, a abjeção e a animalidade, despertando, por vezes, celeumas repletas de animosidade.

Ainda que haja pesquisas no País com foco temático semelhante ao do projeto Historiografia e Cânone: o perverso, o abjeto, a animal, coordenado por nós junto à FUNDECT e com sua subvenção financeira – o que propiciou a publicação deste volume – O Lugar Do Abjeto -, o projeto lançou mão de uma série de referências e de textos literários que, além de não estarem inscritos na proposta inicial, não são comumente lidos e utilizados no nicho do que chamaremos, lato sensu, de “literatura de horror”.

O artigo de Wellington Furtado Ramos, por exemplo, explana com objetividade duas das categorias trabalhadas ao longo da pesquisa: a perversão e a abjeção, com base na etimologia de ambas as expressões, contando ainda com aporte teórico nas proposições de Freud.


Deixe uma resposta

Rosana Cristina Zanelatto Santos & Andre Rezende Benatti (Org.) – O Lugar Do Abjeto

O Lugar Do Abjeto lança mão de uma série de referências e de textos literários que não são comumente lidos e utilizados, denominados "literatura de horror".

Rosana Cristina Zanelatto Santos & Andre Rezende Benatti (Org.) - O Lugar Do Abjeto: Do Perverso E Do Animal Na Historiografia E No Cânone Literário

Se a necessidade de comunicar-se é inerente ao ser humano – e ele tenta fazê-lo das mais diferentes formas –, essa necessidade não deveria excluir nem sujeitos, nem temáticas que animam, mais do que a própria relação comunicacional, o diálogo político, o diálogo do ser que vive na/a pólis.

Afinal, para que se expressar se alguns (quiçá, muitos) dos sentidos e dos afetos do viver-com-o-outro e do viver consigo-mesmo são “varridos para debaixo do tapete”?

E pensando especificamente na literatura, como é possível (ainda) considerá-la como um lugar paradisíaco, espécie de recanto de descanso das dores de/do ser humano e não um/o lugar crítico por excelência, no qual a ética se instaura pari passu com a estética?

O texto literário é um/o espaço privilegiado para embates/debates/combates cujas temáticas expõem o/ao leitor a perversão, a abjeção e a animalidade, despertando, por vezes, celeumas repletas de animosidade.

Ainda que haja pesquisas no País com foco temático semelhante ao do projeto Historiografia e Cânone: o perverso, o abjeto, a animal, coordenado por nós junto à FUNDECT e com sua subvenção financeira – o que propiciou a publicação deste volume – O Lugar Do Abjeto -, o projeto lançou mão de uma série de referências e de textos literários que, além de não estarem inscritos na proposta inicial, não são comumente lidos e utilizados no nicho do que chamaremos, lato sensu, de “literatura de horror”.

O artigo de Wellington Furtado Ramos, por exemplo, explana com objetividade duas das categorias trabalhadas ao longo da pesquisa: a perversão e a abjeção, com base na etimologia de ambas as expressões, contando ainda com aporte teórico nas proposições de Freud.


Deixe uma resposta


Desenvolvido pela Quanta Comunicação