Rogéria Araújo (Edit.) – Economia Verde: O Que É Feito Em Nome Do Meio Ambiente E Do Clima?

Hoje o tema ambiental está inserido em grande parte dos debates, estruturas, políticas, e projetos das organizações sociais, de empresas e dos governos. Os Estados nacionais reconhecem que as mudanças climáticas apresentam graves riscos para a humanidade e que exigem uma resposta global urgente. No entanto, nem sempre foi assim. Embora problemas ambientais e mudanças no clima sempre ocorreram, estas questões só se tornaram parte da agenda política a partir dos anos 1980 com a realização de conferências, a celebração de acordos, leis e a criação de instituições para tratar destes temas. Por outro lado, o reconhecimento da problemática ambiental e climática não tem se traduzido em políticas estruturais capazes de lidar com as desigualdades ambientais, ou seja, o fato de a população em situação de empobrecimento e, em grande parte, a população negra, ser a que é obrigada a conviver com a degradação e desastres ambientais. Além disso, as políticas apresentadas como solução aprofundam estas desigualdades e os conflitos em torno do acesso, uso e significado do meio ambiente. Estas políticas, baseadas na ideia de que a crise ambiental pode ser superada por mecanismos de mercado, ajustes tecnológicos, a criação de novas estruturas de governança ambiental e o consenso na sociedade, são políticas que também podemos caracterizar como de economia verde.


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Rogéria Araújo (Edit.) – Economia Verde: O Que É Feito Em Nome Do Meio Ambiente E Do Clima?

Hoje o tema ambiental está inserido em grande parte dos debates, estruturas, políticas, e projetos das organizações sociais, de empresas e dos governos. Os Estados nacionais reconhecem que as mudanças climáticas apresentam graves riscos para a humanidade e que exigem uma resposta global urgente. No entanto, nem sempre foi assim. Embora problemas ambientais e mudanças no clima sempre ocorreram, estas questões só se tornaram parte da agenda política a partir dos anos 1980 com a realização de conferências, a celebração de acordos, leis e a criação de instituições para tratar destes temas. Por outro lado, o reconhecimento da problemática ambiental e climática não tem se traduzido em políticas estruturais capazes de lidar com as desigualdades ambientais, ou seja, o fato de a população em situação de empobrecimento e, em grande parte, a população negra, ser a que é obrigada a conviver com a degradação e desastres ambientais. Além disso, as políticas apresentadas como solução aprofundam estas desigualdades e os conflitos em torno do acesso, uso e significado do meio ambiente. Estas políticas, baseadas na ideia de que a crise ambiental pode ser superada por mecanismos de mercado, ajustes tecnológicos, a criação de novas estruturas de governança ambiental e o consenso na sociedade, são políticas que também podemos caracterizar como de economia verde.


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