Raul Velloso – O Dia Do Juízo Fiscal

Este livro é composto de três capítulos que podem ser lidos de forma independente, mas que guardam entre si a conexão de tratarem da atual crise econômica e possíveis perspectivas de retomada do crescimento. O primeiro capítulo, que dá o título ao livro, mostra como nossa política fiscal chegou ao limite, bateu no muro. Não há mais como manter a trajetória acelerada de crescimento do gasto da União e dos estados. Estamos em um momento de confluência de uma crise estrutural (decorrente de um modelo de crescimento do gasto acima do PIB), com uma crise econômica que derrubou a arrecadação. Dada a persistência da recessão, o baixo crescimento potencial do Brasil e a escassa perspectiva de que o país venha a ser ajudado por um choque externo positivo, não há perspectiva de ajuste fiscal pelo lado da receita. Será preciso ajustar a despesa. Chegamos ao dia do juízo fiscal. O segundo capítulo analisa os principais fatores que levaram à crise econômica atual, que deverá provocar uma queda do PIB próxima a 8% no biênio 2015/16, a maior contração desde, no mínimo, o pós-Guerra. O terceiro capítulo sai do arcabouço macroeconômico e analisa com uma abordagem mais microeconômica um dos grandes entraves ao crescimento do País: a carência de infraestrutura. O Brasil investe pouco em infraestrutura. Nossas atuais taxas, entre 2% e 3% do PIB, mal são suficientes para manter o estoque de capital existente; para nos aproximarmos de países emergentes do leste asiático, teríamos de, pelo menos, dobrar os investimentos em infraestrutura.


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Raul Velloso – O Dia Do Juízo Fiscal

Este livro é composto de três capítulos que podem ser lidos de forma independente, mas que guardam entre si a conexão de tratarem da atual crise econômica e possíveis perspectivas de retomada do crescimento. O primeiro capítulo, que dá o título ao livro, mostra como nossa política fiscal chegou ao limite, bateu no muro. Não há mais como manter a trajetória acelerada de crescimento do gasto da União e dos estados. Estamos em um momento de confluência de uma crise estrutural (decorrente de um modelo de crescimento do gasto acima do PIB), com uma crise econômica que derrubou a arrecadação. Dada a persistência da recessão, o baixo crescimento potencial do Brasil e a escassa perspectiva de que o país venha a ser ajudado por um choque externo positivo, não há perspectiva de ajuste fiscal pelo lado da receita. Será preciso ajustar a despesa. Chegamos ao dia do juízo fiscal. O segundo capítulo analisa os principais fatores que levaram à crise econômica atual, que deverá provocar uma queda do PIB próxima a 8% no biênio 2015/16, a maior contração desde, no mínimo, o pós-Guerra. O terceiro capítulo sai do arcabouço macroeconômico e analisa com uma abordagem mais microeconômica um dos grandes entraves ao crescimento do País: a carência de infraestrutura. O Brasil investe pouco em infraestrutura. Nossas atuais taxas, entre 2% e 3% do PIB, mal são suficientes para manter o estoque de capital existente; para nos aproximarmos de países emergentes do leste asiático, teríamos de, pelo menos, dobrar os investimentos em infraestrutura.


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