Rafael Salatini – Cultura E Direitos Humanos Nas Relações Internacionais Vol. II: Reflexões Sobre Direitos Humanos

A Unesp oferece dois cursos de bacharelado em Relações Internacionais, um na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (campus de Franca) e outro na Faculdade de Filosofia e Ciências (campus de Marília), que, em conjunto são responsáveis pela tradição de organizar o evento acadêmico-cientíico “Semana das Relações Internacionais da Unesp”, nos anos pares sob a responsabilidade em Franca, e nos anos ímpares em Marília, tendo sido as três últimas edições realizadas com as seguintes rubricas: “X Semana de Relações Internacionais da Unesp: A Construção das Relações Internacionais no Brasil do Século XXI” (2012, FCHS); “XI Semana de Relações Internacionais da Unesp: Relações Internacionais Contemporâneas: Novos Protagonistas e Novas Conjunturas” (2013, FFC); e “XII Semana de Relações Internacionais da Unesp: Visões do sul: Crise e Transformações do Sistema Internacional” (2014, FCHS).
Em 2015, esteve sob a responsabilidade do campus de Marília organizar a 13ª edição do evento, que recebeu a seguinte rubrica: “XIII Semana de Relações Internacionais da Unesp: Cultura e direitos humanos nas relações internacionais”.
Segundo alguns dos grandes estudiosos das Relações Internacionais, essa área de estudos é pautada inexoravelmente pela diversidade teórica, o que depende de uma grande quantidade de fatores, que incluem a grande interação entre o nacional e o internacional, as diversas dimensões das relações internacionais, os diversos desenvolvimentos por que passam as relações internacionais, os diversos elementos constitutivos das relações internacionais e a relação da disciplina Relações Internacionais com outras disciplinas, para listarmos apenas alguns aspectos fortemente identificados pelos estudiosos da matéria. Costumeiramente dividida em três “debates”, o “primeiro debate” tendo ocorrido entre os anos 1920-1950, predominando as discussões jurídicas e políticas sobre as relações internacionais, oferecidas pelos chamados teóricos idealistas e realistas, e o “segundo debate” tendo ocorrido entre os anos 1950-1960, predominando as discussões políticas e econômicas, oferecidas pelos teóricos de correntes como o neo-realismo, o behaviorismo, a teoria da interdependência, a teoria dos jogos e a teoria da dependência econômica. Consideram-se os anos 1970 como referenciais para a superação da predominância das discussões exclusivamente jurídico-político-econômicas pela oferta mais ampla de discussões sobre as relações internacionais, em que temas como a cultura e os direitos humanos passam a um plano de maior relevância, ladeando-se com os tradicionais temas do poder, do direito e da economia.


Deixe uma resposta

Rafael Salatini – Cultura E Direitos Humanos Nas Relações Internacionais Vol. II: Reflexões Sobre Direitos Humanos

A Unesp oferece dois cursos de bacharelado em Relações Internacionais, um na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (campus de Franca) e outro na Faculdade de Filosofia e Ciências (campus de Marília), que, em conjunto são responsáveis pela tradição de organizar o evento acadêmico-cientíico “Semana das Relações Internacionais da Unesp”, nos anos pares sob a responsabilidade em Franca, e nos anos ímpares em Marília, tendo sido as três últimas edições realizadas com as seguintes rubricas: “X Semana de Relações Internacionais da Unesp: A Construção das Relações Internacionais no Brasil do Século XXI” (2012, FCHS); “XI Semana de Relações Internacionais da Unesp: Relações Internacionais Contemporâneas: Novos Protagonistas e Novas Conjunturas” (2013, FFC); e “XII Semana de Relações Internacionais da Unesp: Visões do sul: Crise e Transformações do Sistema Internacional” (2014, FCHS).
Em 2015, esteve sob a responsabilidade do campus de Marília organizar a 13ª edição do evento, que recebeu a seguinte rubrica: “XIII Semana de Relações Internacionais da Unesp: Cultura e direitos humanos nas relações internacionais”.
Segundo alguns dos grandes estudiosos das Relações Internacionais, essa área de estudos é pautada inexoravelmente pela diversidade teórica, o que depende de uma grande quantidade de fatores, que incluem a grande interação entre o nacional e o internacional, as diversas dimensões das relações internacionais, os diversos desenvolvimentos por que passam as relações internacionais, os diversos elementos constitutivos das relações internacionais e a relação da disciplina Relações Internacionais com outras disciplinas, para listarmos apenas alguns aspectos fortemente identificados pelos estudiosos da matéria. Costumeiramente dividida em três “debates”, o “primeiro debate” tendo ocorrido entre os anos 1920-1950, predominando as discussões jurídicas e políticas sobre as relações internacionais, oferecidas pelos chamados teóricos idealistas e realistas, e o “segundo debate” tendo ocorrido entre os anos 1950-1960, predominando as discussões políticas e econômicas, oferecidas pelos teóricos de correntes como o neo-realismo, o behaviorismo, a teoria da interdependência, a teoria dos jogos e a teoria da dependência econômica. Consideram-se os anos 1970 como referenciais para a superação da predominância das discussões exclusivamente jurídico-político-econômicas pela oferta mais ampla de discussões sobre as relações internacionais, em que temas como a cultura e os direitos humanos passam a um plano de maior relevância, ladeando-se com os tradicionais temas do poder, do direito e da economia.


Deixe uma resposta


Desenvolvido pela Quanta Comunicação