Quesler Fagundes Camargos & Fábio Bonfim Duarte (Orgs.) – Descrição E Análise Gramatical De Línguas Indígenas Amazônicas

Esta coletânea traz trabalhos dedicados ao estudo gramatical de línguas indígenas amazônicas, afiliadas a diferentes famílias linguísticas.

Quesler Fagundes Camargos & Fábio Bonfim Duarte (Orgs.) – Descrição E Análise Gramatical De Línguas Indígenas Amazônicas

É com grande satisfação que disponibilizamos à comunidade científica esta coletânea de trabalhos dedicados exclusivamente ao estudo gramatical de línguas indígenas amazônicas, afiliadas a diferentes famílias linguísticas. O volume contém textos que cobrem temas gramaticais que se inserem nos componentes fonético-fonológicos, morfossintáticos e semânticopragmáticos.

Neste sentido, o conjunto de trabalhos reunidos neste volume tem dois objetivos complementares: o primeiro visa contribuir com a descrição e documentação das línguas examinadas, de modo a fornecer ao leitor uma análise detalhada de aspectos gramaticais pré-selecionados e o segundo busca testar assunções teóricas que vêm sendo desenvolvidas no âmbito de teorias linguísticas recentes, no intuito de averiguar até que ponto os dados dessas línguas confirmam ou não essas hipóteses.

De maneira geral, consideramos que a proposta de edição deste livro atende a um chamado que vem sendo feito aos linguistas brasileiros para que se desenvolvam pesquisas avançadas de descrição, documentação e valorização das línguas indígenas amazônicas, tendo em vista a diversidade linguística existente no Brasil e na América do Sul.

Todavia, 420 dessas correm sérios riscos de desaparecer seja em virtude da forte pressão que sofrem das línguas majoritárias seja em razão de o número de falantes ser muito reduzido. Já em relação ao Brasil, dados indicam que há cerca de 180 línguas nativas faladas em nosso território. Dentre estas, cerca de 45 a 60 línguas pode desaparecer nas próximas décadas, visto que muitas possuem número muito reduzido de falantes.

Tais observações sinalizam para a importância de que as universidades brasileiras desenvolvam e promovam ações concretas, de modo a promover a documentação, a preservação e a revitalização das línguas nativas brasileiras.

Nossa expectativa é a de que os resultados alcançados com as pesquisas apresentadas neste volume contribuam para as pesquisas desenvolvidas no campo da linguística indígena. Esperamos ainda que o conteúdo dos trabalhos ajude a despertar o interesse de professores e de estudantes para o trabalho científico com as línguas minoritárias faladas no Brasil e na América do Sul.


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Quesler Fagundes Camargos & Fábio Bonfim Duarte (Orgs.) – Descrição E Análise Gramatical De Línguas Indígenas Amazônicas

Esta coletânea traz trabalhos dedicados ao estudo gramatical de línguas indígenas amazônicas, afiliadas a diferentes famílias linguísticas.

Quesler Fagundes Camargos & Fábio Bonfim Duarte (Orgs.) - Descrição E Análise Gramatical De Línguas Indígenas Amazônicas

É com grande satisfação que disponibilizamos à comunidade científica esta coletânea de trabalhos dedicados exclusivamente ao estudo gramatical de línguas indígenas amazônicas, afiliadas a diferentes famílias linguísticas. O volume contém textos que cobrem temas gramaticais que se inserem nos componentes fonético-fonológicos, morfossintáticos e semânticopragmáticos.

Neste sentido, o conjunto de trabalhos reunidos neste volume tem dois objetivos complementares: o primeiro visa contribuir com a descrição e documentação das línguas examinadas, de modo a fornecer ao leitor uma análise detalhada de aspectos gramaticais pré-selecionados e o segundo busca testar assunções teóricas que vêm sendo desenvolvidas no âmbito de teorias linguísticas recentes, no intuito de averiguar até que ponto os dados dessas línguas confirmam ou não essas hipóteses.

De maneira geral, consideramos que a proposta de edição deste livro atende a um chamado que vem sendo feito aos linguistas brasileiros para que se desenvolvam pesquisas avançadas de descrição, documentação e valorização das línguas indígenas amazônicas, tendo em vista a diversidade linguística existente no Brasil e na América do Sul.

Todavia, 420 dessas correm sérios riscos de desaparecer seja em virtude da forte pressão que sofrem das línguas majoritárias seja em razão de o número de falantes ser muito reduzido. Já em relação ao Brasil, dados indicam que há cerca de 180 línguas nativas faladas em nosso território. Dentre estas, cerca de 45 a 60 línguas pode desaparecer nas próximas décadas, visto que muitas possuem número muito reduzido de falantes.

Tais observações sinalizam para a importância de que as universidades brasileiras desenvolvam e promovam ações concretas, de modo a promover a documentação, a preservação e a revitalização das línguas nativas brasileiras.

Nossa expectativa é a de que os resultados alcançados com as pesquisas apresentadas neste volume contribuam para as pesquisas desenvolvidas no campo da linguística indígena. Esperamos ainda que o conteúdo dos trabalhos ajude a despertar o interesse de professores e de estudantes para o trabalho científico com as línguas minoritárias faladas no Brasil e na América do Sul.


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