Pedro Henrique Magalhães Queiroz – O Caráter Regressivo Do Capitalismo Contemporâneo

A obra sintetiza as problemáticas do capitalismo contemporâneo, contextualizando a história de crises e guerras como forma de argumentação.

Pedro Henrique Magalhães Queiroz – O Caráter Regressivo Do Capitalismo Contemporâneo: Crise De Valorização Do Capital, Guerra Civil Cosmopolita E Expectativas Em Declínio

A presente publicação sintetiza as problemáticas do capitalismo contemporâneo, promovendo uma contextualização histórica de crises e guerras como forma de argumentação. O Caráter Regressivo Do Capitalismo Contemporâneo tecerá críticas a esse sistema econômico e seus capítulos estão divididos em Introdução, Constelação histórica de crise, Cavaleiros do apocalipse, Retorno do Leviatã e Pontos Luminosos – moscas volantes.

O problema que precisa ser discutido é antigo: como
todo potencial ou discurso do progresso, de um aprimoramento
humano na história tem, na verdade, se convertido em
barbárie, em destruição, guerra, adoecimento10, como toda
ideia moderna de felicidade não passa de uma mentira, pois
sustentada em um suposto aprimoramento do domínio técnico,
material que, no entanto, não se traduz do ponto de vista
social, das relações humanas, senão apenas fantasmagoricamente,
como algo que poderia ter sido, mas não é – nem foi.

Estamos diante de uma ruptura naquilo que marcou
a experiência humana até aqui, seja quando Karl Marx fala
do fim da pré-história11, seja quando Luiz Alberto Oliveira,
físico e cosmólogo brasileiro, fala do homo sapiens 2.012: o
ser humano recobriu todo o globo e tem recoberto todo padrão
natural, não apenas na sua forma, mas na sua própria
codificação interna com a nanotecnologia, sendo um de seus
produtos a engenharia genética. O ideal de história do século
XVIII, o progresso, encontra no século XIX a sua crítica e no
século XX a sua implosão. No século XXI, depois de um curto
verão da reabertura dos horizontes no segundo pós-guerra,
caminhamos para um retorno da implosão, e isso em um
patamar destrutivo até então desconhecido na história.

A escatologia materializa-se, o fim dos tempos13 torna-
se a própria circunstância cotidiana de vida, seja na crise
ambiental, econômico-financeira, subjetiva, política, social; como se pode ler na apresentação do livro Com todo vapor
ao colapso, de Robert Kurz: “nunca se viu tantos fins, tantas
crises, tantas mudanças incontroláveis, por todos os lados,
em todos os âmbitos”14. A regulação política não passa de
um teatro de máscaras e anuncia a emergência, sobretudo
econômica, como paradigma de governo. Quem nunca viu a
pulsão tomando de conta das ações, quem nunca viu como
sujeitos normais podem agir quando se abre o chão frágil de
sua normalidade, que não queira ter de reincidi-la na história
para aprender; de todo modo é algo que já se encontra presente,
mas de maneira ainda setorizada pelo racismo social.

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Pedro Henrique Magalhães Queiroz – O Caráter Regressivo Do Capitalismo Contemporâneo

A obra sintetiza as problemáticas do capitalismo contemporâneo, contextualizando a história de crises e guerras como forma de argumentação.

Pedro Henrique Magalhães Queiroz - O Caráter Regressivo Do Capitalismo Contemporâneo: Crise De Valorização Do Capital, Guerra Civil Cosmopolita E Expectativas Em Declínio

A presente publicação sintetiza as problemáticas do capitalismo contemporâneo, promovendo uma contextualização histórica de crises e guerras como forma de argumentação. O Caráter Regressivo Do Capitalismo Contemporâneo tecerá críticas a esse sistema econômico e seus capítulos estão divididos em Introdução, Constelação histórica de crise, Cavaleiros do apocalipse, Retorno do Leviatã e Pontos Luminosos – moscas volantes.

O problema que precisa ser discutido é antigo: como
todo potencial ou discurso do progresso, de um aprimoramento
humano na história tem, na verdade, se convertido em
barbárie, em destruição, guerra, adoecimento10, como toda
ideia moderna de felicidade não passa de uma mentira, pois
sustentada em um suposto aprimoramento do domínio técnico,
material que, no entanto, não se traduz do ponto de vista
social, das relações humanas, senão apenas fantasmagoricamente,
como algo que poderia ter sido, mas não é – nem foi.

Estamos diante de uma ruptura naquilo que marcou
a experiência humana até aqui, seja quando Karl Marx fala
do fim da pré-história11, seja quando Luiz Alberto Oliveira,
físico e cosmólogo brasileiro, fala do homo sapiens 2.012: o
ser humano recobriu todo o globo e tem recoberto todo padrão
natural, não apenas na sua forma, mas na sua própria
codificação interna com a nanotecnologia, sendo um de seus
produtos a engenharia genética. O ideal de história do século
XVIII, o progresso, encontra no século XIX a sua crítica e no
século XX a sua implosão. No século XXI, depois de um curto
verão da reabertura dos horizontes no segundo pós-guerra,
caminhamos para um retorno da implosão, e isso em um
patamar destrutivo até então desconhecido na história.

A escatologia materializa-se, o fim dos tempos13 torna-
se a própria circunstância cotidiana de vida, seja na crise
ambiental, econômico-financeira, subjetiva, política, social; como se pode ler na apresentação do livro Com todo vapor
ao colapso, de Robert Kurz: “nunca se viu tantos fins, tantas
crises, tantas mudanças incontroláveis, por todos os lados,
em todos os âmbitos”14. A regulação política não passa de
um teatro de máscaras e anuncia a emergência, sobretudo
econômica, como paradigma de governo. Quem nunca viu a
pulsão tomando de conta das ações, quem nunca viu como
sujeitos normais podem agir quando se abre o chão frágil de
sua normalidade, que não queira ter de reincidi-la na história
para aprender; de todo modo é algo que já se encontra presente,
mas de maneira ainda setorizada pelo racismo social.

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