Pedro Angelo Pagni – Biopolítica, Deficiência E Educação

Biopolítica, Deficiência E Educação analisa a passagem da deficiência como condição a ser evitada à paradigma da biopolítica neoliberal.

Pedro Angelo Pagni – Biopolítica, Deficiência E Educação: Outros Olhares Sobre A Inclusão Escolar

No âmbito da biopolítica atual, os processos de subjetivação catalisam tanto a potência da vida para subordiná-la a um controle excessivo quanto resistem a tal domínio em busca de modos de existência mais livres, mesmo em instituições disciplinares e normativas como a escola.

Esse processo de controle e de resistência constitui um campo privilegiado de uma ética que, estrategicamente, ao ser discutida e pensada, pode desempenhar um importante sentido político na atualidade.

Isso porque o estudo desse campo, antes do que concorrer para o desenvolvimento de dispositivos de subjetivação e de tecnologias do biopoder que estendam a vida a seu extremo, produzindo formas de exceção, pode indicar linhas de fuga capazes justamente de resistir-lhes e de criar modos outros de existência em que se potencialize a vida, antes do que esvaziá-la.

Essa administração excessiva da vida abrangeu também os dispositivos de subjetivação e as tecnologias do poder utilizados nas escolas na configuração atual da biopolítica, assim como as condições de possibilidade de os atores dessa instituição desenvolverem práticas de resistência, mobilizados por atitudes múltiplas que compreendem certa diferenciação daquilo que deles se espera e, por vezes, uma diferença que não resulta imediatamente de uma atitude, e sim de um acidente.

Ao abordar os modos deficientes de existência sob a ótica da biopolítica, Biopolítica, Deficiência E Educação procura encontrar na fragilidade desses corpos uma potencialidade a ser cultivada na escola. Objetiva com isso propor aos leitores uma reflexão sobre sua relação com esse outro e evocar dessa forma um posicionamento ético nos jogos atuais do biopoder.

Para tanto, o autor analisa a passagem da deficiência como condição a ser evitada à paradigma da biopolítica neoliberal, engendrando processos de identidade e de subjetivação que estão no centro das atuais políticas de inclusão.

Discute também os efeitos desses processos para a chamada inclusão escolar, sugerindo como estão presos a um olhar científico e a tecnologias de biopoder que subtraem o ethos do ser deficiente para subordiná-los a regulamentações predeterminadas e a uma governamentalidade identitária.

Por fim, interessado na decifração da particularidade desses modos de existência, Pedro Angelo Pagni interpreta a radicalidade ontológica da deficiência, elucidando sua relação com os acidentes e seu potencial para agenciar outros olhares sobre a inclusão na escola.

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Pedro Angelo Pagni – Biopolítica, Deficiência E Educação

Biopolítica, Deficiência E Educação analisa a passagem da deficiência como condição a ser evitada à paradigma da biopolítica neoliberal.

Pedro Angelo Pagni - Biopolítica, Deficiência E Educação: Outros Olhares Sobre A Inclusão Escolar

No âmbito da biopolítica atual, os processos de subjetivação catalisam tanto a potência da vida para subordiná-la a um controle excessivo quanto resistem a tal domínio em busca de modos de existência mais livres, mesmo em instituições disciplinares e normativas como a escola.

Esse processo de controle e de resistência constitui um campo privilegiado de uma ética que, estrategicamente, ao ser discutida e pensada, pode desempenhar um importante sentido político na atualidade.

Isso porque o estudo desse campo, antes do que concorrer para o desenvolvimento de dispositivos de subjetivação e de tecnologias do biopoder que estendam a vida a seu extremo, produzindo formas de exceção, pode indicar linhas de fuga capazes justamente de resistir-lhes e de criar modos outros de existência em que se potencialize a vida, antes do que esvaziá-la.

Essa administração excessiva da vida abrangeu também os dispositivos de subjetivação e as tecnologias do poder utilizados nas escolas na configuração atual da biopolítica, assim como as condições de possibilidade de os atores dessa instituição desenvolverem práticas de resistência, mobilizados por atitudes múltiplas que compreendem certa diferenciação daquilo que deles se espera e, por vezes, uma diferença que não resulta imediatamente de uma atitude, e sim de um acidente.

Ao abordar os modos deficientes de existência sob a ótica da biopolítica, Biopolítica, Deficiência E Educação procura encontrar na fragilidade desses corpos uma potencialidade a ser cultivada na escola. Objetiva com isso propor aos leitores uma reflexão sobre sua relação com esse outro e evocar dessa forma um posicionamento ético nos jogos atuais do biopoder.

Para tanto, o autor analisa a passagem da deficiência como condição a ser evitada à paradigma da biopolítica neoliberal, engendrando processos de identidade e de subjetivação que estão no centro das atuais políticas de inclusão.

Discute também os efeitos desses processos para a chamada inclusão escolar, sugerindo como estão presos a um olhar científico e a tecnologias de biopoder que subtraem o ethos do ser deficiente para subordiná-los a regulamentações predeterminadas e a uma governamentalidade identitária.

Por fim, interessado na decifração da particularidade desses modos de existência, Pedro Angelo Pagni interpreta a radicalidade ontológica da deficiência, elucidando sua relação com os acidentes e seu potencial para agenciar outros olhares sobre a inclusão na escola.

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