Paulo Sergio Tumolo – Gramsci, Transição Social E Educação

Gramsci, Transição Social E Educação analisa qual o papel da escola no capitalismo atual, segundo a perspectiva dos interesses do proletariado?

Paulo Sergio Tumolo – Gramsci, Transição Social E Educação: Notas Para Uma Reflexão Crítica

Este livro abarca parte do resultado dos estudos que empreendi durante a realização do mestrado no Programa de Pós-graduação em Filosofia da Educação da PUC-SP na segunda metade dos anos 1980. No início daquela década, ainda sob a vigência da ditadura burguês-militar que havia se implantado em 1964, trabalhava como professor, principalmente em escolas públicas, e exercia intensamente atividades de militância nas periferias da capital paulista.

O ingresso, em 1984, na linha de pesquisa Trabalho e educação daquele Programa de Pós-graduação, motivado pelos inúmeros questionamentos advindos da prática nas duas grandes atividades que desenvolvia, coincidiu com o momento de gestação e crescimento de uma “escola de pensamento” que buscava discutir as grandes questões educacionais ancorada no materialismo histórico, cuja principal referência era o marxista italiano Antonio Gramsci.

Gramsci, Transição Social E Educação está dividido em duas grandes partes. Na primeira parte, por meio de uma interlocução crítica com o livro de Lucília Machado Politecnia, escola unitária e trabalho, procuro demonstrar o equívoco da tentativa de transposição da “fórmula da hegemonia civil” gramsciana, bem como de suas propostas de escola, para a sociedade capitalista atual, pois tanto a formulação estratégica como as propostas de escola para essa sociedade têm de ser elaboradas como resposta histórica a essa realidade concreta.

Na segunda parte, busco fazer uma análise da realidade brasileira, inserida na divisão internacional do trabalho, naquela fase de acumulação de capital, com o objetivo de verificar até que ponto a “fórmula da hegemonia civil” seria, para o proletariado no Brasil, a fórmula estratégica adequada em sua luta contra a burguesia. O estudo da formação social brasileira, baseado em muitos dados, ficou circunscrito ao período histórico que alcançou até a década de 1990, de tal maneira que tanto os dados quanto a própria análise ficaram desatualizados.

Por essa razão, pareceu-me pertinente não incluir, neste livro, o estudo correspondente a essa segunda parte. Sendo assim, permanece no livro o conteúdo relativo à primeira parte que, diferentemente daquele da segunda, tem um caráter mais universal. Decidi manter a análise tal como foi formulada no texto da dissertação, fazendo apenas alguns pequenos acréscimos e alterações, para que o leitor possa ter acesso a esse registro histórico tal como foi produzido originalmente.


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Paulo Sergio Tumolo – Gramsci, Transição Social E Educação

Gramsci, Transição Social E Educação analisa qual o papel da escola no capitalismo atual, segundo a perspectiva dos interesses do proletariado?

Paulo Sergio Tumolo - Gramsci, Transição Social E Educação: Notas Para Uma Reflexão Crítica

Este livro abarca parte do resultado dos estudos que empreendi durante a realização do mestrado no Programa de Pós-graduação em Filosofia da Educação da PUC-SP na segunda metade dos anos 1980. No início daquela década, ainda sob a vigência da ditadura burguês-militar que havia se implantado em 1964, trabalhava como professor, principalmente em escolas públicas, e exercia intensamente atividades de militância nas periferias da capital paulista.

O ingresso, em 1984, na linha de pesquisa Trabalho e educação daquele Programa de Pós-graduação, motivado pelos inúmeros questionamentos advindos da prática nas duas grandes atividades que desenvolvia, coincidiu com o momento de gestação e crescimento de uma “escola de pensamento” que buscava discutir as grandes questões educacionais ancorada no materialismo histórico, cuja principal referência era o marxista italiano Antonio Gramsci.

Gramsci, Transição Social E Educação está dividido em duas grandes partes. Na primeira parte, por meio de uma interlocução crítica com o livro de Lucília Machado Politecnia, escola unitária e trabalho, procuro demonstrar o equívoco da tentativa de transposição da “fórmula da hegemonia civil” gramsciana, bem como de suas propostas de escola, para a sociedade capitalista atual, pois tanto a formulação estratégica como as propostas de escola para essa sociedade têm de ser elaboradas como resposta histórica a essa realidade concreta.

Na segunda parte, busco fazer uma análise da realidade brasileira, inserida na divisão internacional do trabalho, naquela fase de acumulação de capital, com o objetivo de verificar até que ponto a “fórmula da hegemonia civil” seria, para o proletariado no Brasil, a fórmula estratégica adequada em sua luta contra a burguesia. O estudo da formação social brasileira, baseado em muitos dados, ficou circunscrito ao período histórico que alcançou até a década de 1990, de tal maneira que tanto os dados quanto a própria análise ficaram desatualizados.

Por essa razão, pareceu-me pertinente não incluir, neste livro, o estudo correspondente a essa segunda parte. Sendo assim, permanece no livro o conteúdo relativo à primeira parte que, diferentemente daquele da segunda, tem um caráter mais universal. Decidi manter a análise tal como foi formulada no texto da dissertação, fazendo apenas alguns pequenos acréscimos e alterações, para que o leitor possa ter acesso a esse registro histórico tal como foi produzido originalmente.


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