A Sociedade De Corte

A Sociedade De Corte - Esse livro constitui, ao lado de O Processo Civilizador, um dos alicerces sobre o qual se assenta o pensamento de Norbert Elias — além de inaugurar uma importante vertente da sociologia e da história. Ao analisar a corte de Luís XIV, o Rei-Sol, e sua rigorosa estrutura fundamentada sobre símbolos de status e prestígio, tais como habitação e etiqueta, o autor estuda não um rei ou uma corte em particular, mas as relações sociais e suas interdependências.


Numa notável síntese de erudição histórica e teoria sociológica, Elias demonstra que a sociedade de corte não é apenas uma curiosidade do passado, mas também uma rica fonte de dados para se compreender as sociedades atuais. "A Sociedade De Corte, praticamente concluído há mais de cinquenta anos, é um livro que ainda tem muito a nos ensinar. É preciso lê-lo, como os clássicos, inscrevendo-o em seu tempo e, simultaneamente, escutando-o no presente." Do prefácio de Roger Chartier.
Ao longo de A Sociedade De Corte, Elias faz uma análise das relações sociais existentes nas sociedades do Antigo Regime, detendo-se no período histórico dos séculos XVII ao XVIII numa tentativa de compreender o surgimento de uma cultura cortesã, onde o rei possuía um papel de destaque.
Elias se detêm na corte do Rei francês Luís XIV, conhecido como o Rei Sol que, segundo ele, encarna o modelo do soberano absoluto com maestria. Como não podia deixar de ser, a abordagem de Elias, por ser sociológica, não dá conta de umas explicações históricas deste período, como a influência da religião, através do período das Reformas Religiosas e as guerras que elas geraram na região hoje conhecida como Europa; guerras essas, que Elias se refere apenas como civis, excluindo totalmente o poder que a religião ainda exercia na sociedade de corte, principalmente na corte francesa. O autor também acabou por excluir o poder que os religiosos exerciam sobre o soberano e os súditos.
Mesmo tendo como objeto a corte francesa, A Sociedade De Corte não deixa de abordar o surgimento desse tipo de sociedade – na qual a nobreza assume o papel de súditos reais, gravitando ao redor do rei – em outras regiões, como Inglaterra e Alemanha, que na época ainda era dividida em reinos distintos como Estrasburgo, Frankfurt e Nuremberg. Ele aponta ainda semelhanças e principalmente as diferenças existentes entre essas cortes. Porém, nota-se certa deferência com seu país, a Alemanha, que possui uma análise mais elaborada do que a corte inglesa.

   

 

 

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A Sociedade De Corte – Esse livro constitui, ao lado de O Processo Civilizador, um dos alicerces sobre o qual se assenta o pensamento de Norbert Elias — além de inaugurar uma importante vertente da sociologia e da história. Ao analisar a corte de Luís XIV, o Rei-Sol, e sua rigorosa estrutura fundamentada sobre símbolos de status e prestígio, tais como habitação e etiqueta, o autor estuda não um rei ou uma corte em particular, mas as relações sociais e suas interdependências.
Numa notável síntese de erudição histórica e teoria sociológica, Elias demonstra que a sociedade de corte não é apenas uma curiosidade do passado, mas também uma rica fonte de dados para se compreender as sociedades atuais. “A Sociedade De Corte, praticamente concluído há mais de cinquenta anos, é um livro que ainda tem muito a nos ensinar. É preciso lê-lo, como os clássicos, inscrevendo-o em seu tempo e, simultaneamente, escutando-o no presente.” Do prefácio de Roger Chartier.
Ao longo de A Sociedade De Corte, Elias faz uma análise das relações sociais existentes nas sociedades do Antigo Regime, detendo-se no período histórico dos séculos XVII ao XVIII numa tentativa de compreender o surgimento de uma cultura cortesã, onde o rei possuía um papel de destaque.
Elias se detêm na corte do Rei francês Luís XIV, conhecido como o Rei Sol que, segundo ele, encarna o modelo do soberano absoluto com maestria. Como não podia deixar de ser, a abordagem de Elias, por ser sociológica, não dá conta de umas explicações históricas deste período, como a influência da religião, através do período das Reformas Religiosas e as guerras que elas geraram na região hoje conhecida como Europa; guerras essas, que Elias se refere apenas como civis, excluindo totalmente o poder que a religião ainda exercia na sociedade de corte, principalmente na corte francesa. O autor também acabou por excluir o poder que os religiosos exerciam sobre o soberano e os súditos.
Mesmo tendo como objeto a corte francesa, A Sociedade De Corte não deixa de abordar o surgimento desse tipo de sociedade – na qual a nobreza assume o papel de súditos reais, gravitando ao redor do rei – em outras regiões, como Inglaterra e Alemanha, que na época ainda era dividida em reinos distintos como Estrasburgo, Frankfurt e Nuremberg. Ele aponta ainda semelhanças e principalmente as diferenças existentes entre essas cortes. Porém, nota-se certa deferência com seu país, a Alemanha, que possui uma análise mais elaborada do que a corte inglesa.

   

 

 

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