Nashieli Rangel Loera – Tempo De Acampamento

Segundo livro de Nashieli Rangel Loera sobre o tema, Tempo de acampamento conduz o leitor através do mundo das ocupações, retratando a vida, experiências e objetivos de homens e mulheres que decidem conquistar um pedaço de terra no Brasil por meio dos movimentos populares organizados. Como metodologia, a autora optou por acompanhar no campo a trajetória de duas famílias, avaliando-as segundo as categorias nativas para compreender o significado que conferem às suas próprias experiências: tempo de acampamento,tempo de barraco, tempo de luta e tempo de reforma.
Rangel Loera, porém, acompanhou, simultaneamente, o percurso de outros tantos homens e mulheres, a maior parte entre 2002 e 2009, desde os seus primeiros acampamentos. Quando encerrou o trabalho de campo, ela constatou que muitos dos seus interlocutores continuavam a vida peregrina e passou a questionar sobre que outros motivos, além do projeto de “pegar um pedaço de terra”, levariam aquelas pessoas para o mundo das ocupações.
Muitos dos integrantes dos movimentos, a autora pontua, almejam também “manter os filhos junto deles” e principalmente “tirá-los da violência da cidade”, enquanto outros buscam um novo sentido para a vida esgarçada e a possibilidade de reconstruí-la. No trajeto até a eventual concretização do sonho as famílias mudam várias vezes de acampamento, voltam para a cidade e retornam, em poucos meses, para as ocupações, desenhando um trajeto caótico de sofrimento, perdas e obrigações cumpridas.

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Nashieli Rangel Loera – Tempo De Acampamento

Segundo livro de Nashieli Rangel Loera sobre o tema, Tempo de acampamento conduz o leitor através do mundo das ocupações, retratando a vida, experiências e objetivos de homens e mulheres que decidem conquistar um pedaço de terra no Brasil por meio dos movimentos populares organizados. Como metodologia, a autora optou por acompanhar no campo a trajetória de duas famílias, avaliando-as segundo as categorias nativas para compreender o significado que conferem às suas próprias experiências: tempo de acampamento,tempo de barraco, tempo de luta e tempo de reforma.
Rangel Loera, porém, acompanhou, simultaneamente, o percurso de outros tantos homens e mulheres, a maior parte entre 2002 e 2009, desde os seus primeiros acampamentos. Quando encerrou o trabalho de campo, ela constatou que muitos dos seus interlocutores continuavam a vida peregrina e passou a questionar sobre que outros motivos, além do projeto de “pegar um pedaço de terra”, levariam aquelas pessoas para o mundo das ocupações.
Muitos dos integrantes dos movimentos, a autora pontua, almejam também “manter os filhos junto deles” e principalmente “tirá-los da violência da cidade”, enquanto outros buscam um novo sentido para a vida esgarçada e a possibilidade de reconstruí-la. No trajeto até a eventual concretização do sonho as famílias mudam várias vezes de acampamento, voltam para a cidade e retornam, em poucos meses, para as ocupações, desenhando um trajeto caótico de sofrimento, perdas e obrigações cumpridas.

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