Conceitos Políticos Básicos

Conceitos Políticos Básicos - Este texto foi preparado primeiramente para o estudo dos militantes do Movimento aos Socialismo (MAS) argentino.
Seu conteúdo trata de temas políticos básicos: estratégia e tática, propaganda, agitação e ação, programa palavras-de-ordem, e alguns elementos das táticas de acordos, pactos, unidades de ação e frentes. Até aqui, todo ele já foi publicado anteriormente, em novembro de 1986 no Caderno de Formação nº7 da Convergência Socialista e também em outra edição de agosto de 1989, que contava com um capítulo sobre “análise, caracterização e política”, feito pelos editores brasileiros com base em materiais anteriores dos mesmos autores.


A importância deste texto continua hoje sendo seu conteúdo de referência norteadora aos novos e também velhos militantes revolucionários que buscam bases para sua atuação cotidiana.
Estratégia e Tática: O marxismo extraiu esses dois conceitos da ciência militar. Como explicávamos no texto Um documento escandaloso, de 1973, a estratégia tem a ver com o objetivo final, de conjunto, a longo prazo, e as táticas são os diversos meios para chegar a esse objetivo. Ambos são termos relativos. Ou seja, sempre temos que definir em relação a quê uma questão é estratégica e em relação a quê uma questão é tática.
Esse caráter relativo dos dois conceitos faz com que o que é estratégico numa determinada etapa ou tarefa parcial, seja ao mesmo tempo tático em relação a um objetivo superior ou mais geral.
No mesmo texto que citamos acima, dávamos como exemplo desse caráter relativo o fato de que, numa etapa de retrocesso das lutas operárias, podemos dizer que temos a estratégia de desenvolver lutas sindicais defensivas, e que em relação a essa estratégia, a tática pode ser, por exemplo, uma greve longa e não outras táticas, como a ocupação de fábrica, por exemplo. Mas a greve longa é uma estratégia em relação à táticas, ao meio que usamos para garanti-la, como por exemplo, a organização de piquetes. E os piquetes passam a ser uma estratégia em relação à táticas que usamos para construí-lo (se são públicos, eleitos em assembléia, ou clandestinos, eleitos secretamente pelo comitê de greve). E a própria estratégia pela qual começamos, o desenvolvimento de lutas sindicais defensivas, torna-se uma tática em relação a nosso objetivo estratégico, que é obter vitórias importantes que ajudem a transformar a etapa de retrocesso em uma etapa de ascenso do movimento operário.

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Esse caráter relativo dos dois conceitos faz com que o que é estratégico numa determinada etapa ou tarefa parcial, seja ao mesmo tempo tático em relação a um objetivo superior ou mais geral.
No mesmo texto que citamos acima, dávamos como exemplo desse caráter relativo o fato de que, numa etapa de retrocesso das lutas operárias, podemos dizer que temos a estratégia de desenvolver lutas sindicais defensivas, e que em relação a essa estratégia, a tática pode ser, por exemplo, uma greve longa e não outras táticas, como a ocupação de fábrica, por exemplo. Mas a greve longa é uma estratégia em relação à táticas, ao meio que usamos para garanti-la, como por exemplo, a organização de piquetes. E os piquetes passam a ser uma estratégia em relação à táticas que usamos para construí-lo (se são públicos, eleitos em assembléia, ou clandestinos, eleitos secretamente pelo comitê de greve). E a própria estratégia pela qual começamos, o desenvolvimento de lutas sindicais defensivas, torna-se uma tática em relação a nosso objetivo estratégico, que é obter vitórias importantes que ajudem a transformar a etapa de retrocesso em uma etapa de ascenso do movimento operário.

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