Quando Os Livros Foram À Guerra

A história da Armed Services Editions é notável. Eles estavam por toda parte: membros das Forças Armadas os liam enquanto esperavam na fila do refeitório ou do barbeiro, quando estavam numa trincheira ou a bordo de um avião bombardeiro para uma missão de rotina.

Eram tão onipresentes que um marinheiro certa vez comentou que um homem parecia estar “sem uniforme se um livro não estivesse à vista no bolso de trás da calça”5. Eram a distração mais confiável disponível em todos os fronts. Sempre que um soldado precisava de uma válvula de escape, um antídoto contra a ansiedade, um alívio para o tédio, um pouco de humor, inspiração ou esperança, ele abria um livro e sorvia as palavras que o transportariam para outro lugar. Soldados e marinheiros obedeciam a uma estrita política de emprestar e passar adiante os livros, não importa quão desgastados estivessem. A tinta podia estar borrada, as páginas, rasgadas ou soltas, mas o livro continuaria a circular. Como um marinheiro afirmou, “jogar um livro no lixo é como bater na sua avó”6.
Os livros não se destinavam apenas a entretenimento e diversão. Também serviam como a principal arma para enfrentar a “guerra de ideias” de Adolf Hitler. A Alemanha nazista visava controlar as crenças dos povos, e não apenas seus corpos e territórios. Desde a queima de livros comandada pelo Estado em 1933, na Alemanha, até o expurgo das bibliotecas por toda a Europa depois da conquista dos países pelos nazistas, o material de leitura “não alemão” esteve ameaçado de extinção. A dimensão da destruição fora impressionante. Até 8 de maio de 1945, o Dia da Vitória na Europa, estima-se que a Alemanha tenha destruído mais de 100 milhões de livros em todo o continente.
Entretanto, a história da Armed Services Editions é bastante desconhecida. Era uma iniciativa extraordinária. O governo norte-americano distribuiu gratuitamente mais de 120 milhões de livros, para assegurar que os combatentes norte-americanos estariam com a alma preenchida e decididos a levá-los para as batalhas.
Essa é a história de canetas que foram tão poderosas quanto baionetas.

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Os livros não se destinavam apenas a entretenimento e diversão. Também serviam como a principal arma para enfrentar a “guerra de ideias” de Adolf Hitler. A Alemanha nazista visava controlar as crenças dos povos, e não apenas seus corpos e territórios. Desde a queima de livros comandada pelo Estado em 1933, na Alemanha, até o expurgo das bibliotecas por toda a Europa depois da conquista dos países pelos nazistas, o material de leitura “não alemão” esteve ameaçado de extinção. A dimensão da destruição fora impressionante. Até 8 de maio de 1945, o Dia da Vitória na Europa, estima-se que a Alemanha tenha destruído mais de 100 milhões de livros em todo o continente.
Entretanto, a história da Armed Services Editions é bastante desconhecida. Era uma iniciativa extraordinária. O governo norte-americano distribuiu gratuitamente mais de 120 milhões de livros, para assegurar que os combatentes norte-americanos estariam com a alma preenchida e decididos a levá-los para as batalhas.
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