Miriam Nobre (Org.) – Um Meio Tempo Preparando Outro Tempo

Um Meio Tempo Preparando Outro Tempo reúne experiências concretas de mulheres envolvidas com a agroecologia.

Miriam Nobre (Org.) – Um Meio Tempo Preparando Outro Tempo: Cuidados, Produção de Alimentos E Organização De Mulheres Agroecológicas Na Pandemia

Um Meio Tempo Preparando Outro Tempo reúne experiências concretas, enraizadas em diferentes territórios do Sudeste brasileiro, de mulheres envolvidas com a agroecologia. No decorrer da pandemia da Covid-19, elas teceram resistências e formas de existir em conjunto que possibilitaram que a vida — delas e das suas famílias, comunidades e redes — pudesse continuar.

Os textos são resultado de pesquisas que sistematizam o vivenciado neste momento tão particular enquanto ainda estamos mergulhadas nele. Realizadas por pesquisadoras e ativistas do movimento feminista e agroecológico, demonstram a potência da solidariedade e da partilha do conhecimento entre mulheres com diferentes inserções: instituições de pesquisa e ONG que constroem movimento, em diálogo com as agricultoras — e a todas muito agradecemos.

Os dois primeiros artigos compartilham aprendizados da pesquisa “Vulnerabilidades e resiliência de agricultoras agroecológicas face à pandemia da Covid-19”, realizada no Vale do Ribeira, em São Paulo, e na Zona da Mata de Minas Gerais. Em ambos os casos são analisadas as mudanças causadas pelo isolamento social e a pandemia nos trabalhos de cuidado (saúde, educação, assistência a pessoas em maior vulnerabilidade) e na produção, distribuição e comercialização de alimentos.

O artigo “Mulheres na pandemia: agroecologia, cuidado e ação política” traz as primeiras reflexões da pesquisa “Memórias da quarentena”, realizada pelo Núcleo de Pesquisa “Gênero e Ruralidades” do CPDA/UFRRJ e o Grupo de Trabalho Mulheres (GT Mulheres) da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ). A memória das mulheres organizando a sustentabilidade da vida é central no artigo e extremamente necessária em um tempo de crise que parece anular o futuro.

Durante a pandemia, o cotidiano continuou sendo sustentado sob a base invisível dos conhecimentos tradicionais das mulheres: na agroecologia, na preparação de banhos e chás que fortalecem e curam o corpo, na promoção das práticas econômicas alternativas ao sistema de mercado.


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Miriam Nobre (Org.) – Um Meio Tempo Preparando Outro Tempo

Um Meio Tempo Preparando Outro Tempo reúne experiências concretas de mulheres envolvidas com a agroecologia.

Miriam Nobre (Org.) - Um Meio Tempo Preparando Outro Tempo: Cuidados, Produção de Alimentos E Organização De Mulheres Agroecológicas Na Pandemia

Um Meio Tempo Preparando Outro Tempo reúne experiências concretas, enraizadas em diferentes territórios do Sudeste brasileiro, de mulheres envolvidas com a agroecologia. No decorrer da pandemia da Covid-19, elas teceram resistências e formas de existir em conjunto que possibilitaram que a vida — delas e das suas famílias, comunidades e redes — pudesse continuar.

Os textos são resultado de pesquisas que sistematizam o vivenciado neste momento tão particular enquanto ainda estamos mergulhadas nele. Realizadas por pesquisadoras e ativistas do movimento feminista e agroecológico, demonstram a potência da solidariedade e da partilha do conhecimento entre mulheres com diferentes inserções: instituições de pesquisa e ONG que constroem movimento, em diálogo com as agricultoras — e a todas muito agradecemos.

Os dois primeiros artigos compartilham aprendizados da pesquisa “Vulnerabilidades e resiliência de agricultoras agroecológicas face à pandemia da Covid-19”, realizada no Vale do Ribeira, em São Paulo, e na Zona da Mata de Minas Gerais. Em ambos os casos são analisadas as mudanças causadas pelo isolamento social e a pandemia nos trabalhos de cuidado (saúde, educação, assistência a pessoas em maior vulnerabilidade) e na produção, distribuição e comercialização de alimentos.

O artigo “Mulheres na pandemia: agroecologia, cuidado e ação política” traz as primeiras reflexões da pesquisa “Memórias da quarentena”, realizada pelo Núcleo de Pesquisa “Gênero e Ruralidades” do CPDA/UFRRJ e o Grupo de Trabalho Mulheres (GT Mulheres) da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ). A memória das mulheres organizando a sustentabilidade da vida é central no artigo e extremamente necessária em um tempo de crise que parece anular o futuro.

Durante a pandemia, o cotidiano continuou sendo sustentado sob a base invisível dos conhecimentos tradicionais das mulheres: na agroecologia, na preparação de banhos e chás que fortalecem e curam o corpo, na promoção das práticas econômicas alternativas ao sistema de mercado.


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