Maurice Merleau-Ponty – A Natureza: Curso No Collège De France

A Natureza se compõe essencialmente de uma transcrição de cursos dados no Collège de France e que se estenderam por vários anos (de 1957 a 1960). Enquanto Merleau-Ponty era vivo foram publicados apenas resumos. Portanto, não se trata propriamente de um livro póstumo. O autor tenta aprofundar as teses expostas em A Estrutura do Comportamento (1942) e Fenomenologia da Percepção (1945) para fundamentar filosoficamente as posições tomadas em Humanismo e Terror (1945) e desenvolvidas de maneira ainda insuficiente em As Aventuras da Dialética (1955). Em outras palavras, ele tenta abrir espaço para uma filosofia da história antiidealista, passando por uma filosofia da Natureza.
O filósofo francês Maurice Merleau-Ponty exercitou em sua teoria reflexões sobre a fenomenologia, movimento filosófico segundo o qual, assim que algo se revela frente à consciência humana, o Homem inicialmente o observa e o percebe em completa conformidade com sua forma, do ponto de vista da sua capacidade perceptiva. Na conclusão deste processo, a matéria externa é inserida em seu campo consciencial, convertendo-se, assim, em um fenômeno.
Maurice nasceu na cidade de Rochefor-sur-Mer no dia 14 de março de 1908, realizou seus estudos na École Normale Supérieure de Paris e graduou-se em filosofia. Em 1945 ele passou a dar aulas na Universidade de Lyon e, a partir de 1949, atuou na Universidade de Paris I.
Sua obra foi profundamente inspirada pelos trabalhos do matemático e filósofo alemão, considerado o pai da fenomenologia, Edmund Husserl, apesar de negar sua doutrina do conhecimento intencional, preferindo basear sua construção teórica na maneira de se portar do corpo e na captação de impressões dos sentidos. Ele acreditava no organismo como uma configuração integral a ser explorada, o que possibilitaria aos estudiosos entenderem o que se passa depois que ele é submetido a inúmeros estímulos.
Para o filósofo, o Homem é o núcleo dos debates sobre o conhecer, que é criado e percebido em seu corpo. No exame minucioso da percepção, Merleau-Ponty converte o processo fenomenológico em uma modalidade existencial, resumindo no ‘logos’ a estrutura do mundo. Segundo sua concepção, a filosofia permite um novo aprendizado do olhar sobre o universo que o envolve, um retorno ao âmago do objeto.


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Maurice Merleau-Ponty – A Natureza: Curso No Collège De France

A Natureza se compõe essencialmente de uma transcrição de cursos dados no Collège de France e que se estenderam por vários anos (de 1957 a 1960). Enquanto Merleau-Ponty era vivo foram publicados apenas resumos. Portanto, não se trata propriamente de um livro póstumo. O autor tenta aprofundar as teses expostas em A Estrutura do Comportamento (1942) e Fenomenologia da Percepção (1945) para fundamentar filosoficamente as posições tomadas em Humanismo e Terror (1945) e desenvolvidas de maneira ainda insuficiente em As Aventuras da Dialética (1955). Em outras palavras, ele tenta abrir espaço para uma filosofia da história antiidealista, passando por uma filosofia da Natureza.
O filósofo francês Maurice Merleau-Ponty exercitou em sua teoria reflexões sobre a fenomenologia, movimento filosófico segundo o qual, assim que algo se revela frente à consciência humana, o Homem inicialmente o observa e o percebe em completa conformidade com sua forma, do ponto de vista da sua capacidade perceptiva. Na conclusão deste processo, a matéria externa é inserida em seu campo consciencial, convertendo-se, assim, em um fenômeno.
Maurice nasceu na cidade de Rochefor-sur-Mer no dia 14 de março de 1908, realizou seus estudos na École Normale Supérieure de Paris e graduou-se em filosofia. Em 1945 ele passou a dar aulas na Universidade de Lyon e, a partir de 1949, atuou na Universidade de Paris I.
Sua obra foi profundamente inspirada pelos trabalhos do matemático e filósofo alemão, considerado o pai da fenomenologia, Edmund Husserl, apesar de negar sua doutrina do conhecimento intencional, preferindo basear sua construção teórica na maneira de se portar do corpo e na captação de impressões dos sentidos. Ele acreditava no organismo como uma configuração integral a ser explorada, o que possibilitaria aos estudiosos entenderem o que se passa depois que ele é submetido a inúmeros estímulos.
Para o filósofo, o Homem é o núcleo dos debates sobre o conhecer, que é criado e percebido em seu corpo. No exame minucioso da percepção, Merleau-Ponty converte o processo fenomenológico em uma modalidade existencial, resumindo no ‘logos’ a estrutura do mundo. Segundo sua concepção, a filosofia permite um novo aprendizado do olhar sobre o universo que o envolve, um retorno ao âmago do objeto.


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