Mariluci Guberman – América Latina Em Claro E Escuro Por Miguel Ángel Asturias

América Latina Em Claro E Escuro Por Miguel Ángel Asturias é uma leitura rica e perspicaz da trilogia bananeira do renomado autor guatemalteco

Mariluci Guberman – América Latina Em Claro E Escuro Por Miguel Ángel Asturias

Com base em ampla pesquisa, tanto em fontes bibliográficas quanto em museus, arquivos e sítios arqueológicos, e na vivência de longos anos como docente de Literatura Hispano-Americana na UFRJ, Mariluci Guberman nos oferece neste seu América Latina Em Claro E Escuro Por Miguel Ángel Asturias uma leitura rica e perspicaz da trilogia bananeira do renomado autor guatemalteco, que conquistou o Nobel de Literatura, em 1967, pelo conjunto de sua obra.

Considerado um dos grandes inovadores da narrativa literária hispano-americana de meados do século XX, Asturias sempre demonstrou em sua obra forte preocupação com os substratos maias, mestiços e espanhóis que formam a identidade de seu povo, explorado pelo colonizador europeu e posteriormente pelo poderio norte-americano, e buscou representar criticamente a história de seu país através de uma linguagem altamente poética, musical, que casava o real e o mágico e transmitia seu tom de denúncia em uma espécie de claro-escuro barroco.

Na trilogia, que constitui o eixo do estudo de Mariluci Guberman, o pensamento indígena e a lógica ocidental coexistem o tempo todo, dando corpo ao que veio a ser designado por ele, e mais tarde amplamente conhecido, como “realismo mágico”.

América Latina Em Claro E Escuro Por Miguel Ángel Asturias se acha dividido em duas grandes partes, além de uma introdução e uma conclusão.

Na primeira, são discutidas, com argúcia e sensibilidade, algumas das principais chaves da obra asturiana, em especial da trilogia bananeira, dentre as quais os diversos aspectos do universo cultural dos maias que o escritor vivenciou em sua infância, e mais tarde veio a ter contacto como antropólogo, e a visão de mundo múltipla e contraditória do barroco, que o próprio autor identificou como uma espécie de modus vivendi latino-americano.

Na segunda parte, domina a análise das obras da trilogia, com ênfase sobre a linguagem coreográfica e intensa do autor, que busca em todos os estratos (fonológico, semântico e morfossintático) e através de imagens fortemente poéticas, expressar o mais próximo possível a civilização maia. Esta parte termina com um achado precioso, de cunho comparatista e sabor barroco, que reporta o leitor à coexistência, não sem conflitos, da tradição hispânica e a cultura indígena – uma referência de algumas páginas ao Cavaleiro da Mancha.

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Com base em ampla pesquisa, tanto em fontes bibliográficas quanto em museus, arquivos e sítios arqueológicos, e na vivência de longos anos como docente de Literatura Hispano-Americana na UFRJ, Mariluci Guberman nos oferece neste seu América Latina Em Claro E Escuro Por Miguel Ángel Asturias uma leitura rica e perspicaz da trilogia bananeira do renomado autor guatemalteco, que conquistou o Nobel de Literatura, em 1967, pelo conjunto de sua obra.

Considerado um dos grandes inovadores da narrativa literária hispano-americana de meados do século XX, Asturias sempre demonstrou em sua obra forte preocupação com os substratos maias, mestiços e espanhóis que formam a identidade de seu povo, explorado pelo colonizador europeu e posteriormente pelo poderio norte-americano, e buscou representar criticamente a história de seu país através de uma linguagem altamente poética, musical, que casava o real e o mágico e transmitia seu tom de denúncia em uma espécie de claro-escuro barroco.

Na trilogia, que constitui o eixo do estudo de Mariluci Guberman, o pensamento indígena e a lógica ocidental coexistem o tempo todo, dando corpo ao que veio a ser designado por ele, e mais tarde amplamente conhecido, como “realismo mágico”.

América Latina Em Claro E Escuro Por Miguel Ángel Asturias se acha dividido em duas grandes partes, além de uma introdução e uma conclusão.

Na primeira, são discutidas, com argúcia e sensibilidade, algumas das principais chaves da obra asturiana, em especial da trilogia bananeira, dentre as quais os diversos aspectos do universo cultural dos maias que o escritor vivenciou em sua infância, e mais tarde veio a ter contacto como antropólogo, e a visão de mundo múltipla e contraditória do barroco, que o próprio autor identificou como uma espécie de modus vivendi latino-americano.

Na segunda parte, domina a análise das obras da trilogia, com ênfase sobre a linguagem coreográfica e intensa do autor, que busca em todos os estratos (fonológico, semântico e morfossintático) e através de imagens fortemente poéticas, expressar o mais próximo possível a civilização maia. Esta parte termina com um achado precioso, de cunho comparatista e sabor barroco, que reporta o leitor à coexistência, não sem conflitos, da tradição hispânica e a cultura indígena – uma referência de algumas páginas ao Cavaleiro da Mancha.

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