Maria Auxiliadora Bezerra & Maria Augusta Reinaldo – Análise Linguística

Análise Linguística: Afinal A Que Se Refere? aborda diferentes concepções envolvidas no emprego do termo que dá título ao livro.

Maria Auxiliadora Bezerra & Maria Augusta Reinaldo – Análise Linguística: Afinal A Que Se Refere?

Um dos desafios de quem se inicia nos estudos linguísticos é dominar conceitos e terminologia específicos da área. O presente volume fornece sua contribuição para o cumprimento dessa árdua tarefa ao abordar diferentes concepções envolvidas no emprego do termo que dá título ao livro.

A expressão análise linguística é frequentemente utilizada em textos acadêmicos, em manuais de Linguística e até mesmo em livros didáticos sem que haja preocupação em delimitar o âmbito de significações ou interpretações que essa expressão possa veicular. Este livro nos possibilita compreender que sob o rótulo análise linguística abrigam-se perspectivas distintas de trabalho com a língua materna.

A obra apresenta um retrospecto do termo análise linguística, associando sua origem ao próprio estabelecimento da Linguística como ciência, cujas pesquisas objetivavam comprovar a constituição interna e o funcionamento das línguas. É nesse contexto que se cria a prática da descrição linguística.

A partir dos anos 70 do século XX, tanto descrição linguística como análise linguística passam a conviver no meio acadêmico brasileiro. Na década seguinte, a segunda expressão se sobrepõe à primeira, especialmente quando a Linguística volta sua atenção para questões de ensino de língua materna.

Já na Introdução, as autoras, Maria Auxiliadora Bezerra e Maria Augusta Reinaldo, ambas professoras da Universidade Federal de Campina Grande, ressaltam que, embora a gramática tradicional forneça um determinado tipo de análise linguística, o qual enfatiza nomenclatura e classificação gramatical, os estudos assim desenvolvidos foram considerados insuficientes para o ensino de Língua Portuguesa, quando o objetivo de estudo, na escola, passa a ser o texto.

É da Linguística, definida como estudo científico da língua, que surge a proposta da prática de análise linguística como alternativa, principalmente para levar o aluno ao domínio da escrita padrão. A partir desse momento, a prática de análise linguística assume um status teórico-metodológico: teórico, porque constitui um conceito que remete a uma forma de observar dados da língua, apoiada em uma teoria; metodológico, porque é utilizado na sala de aula como um recurso para o ensino reflexivo da escrita.

O tema anunciado na parte introdutória é aprofundado, em linguagem didática, com argumentos consistentes e farta exemplificação, ao longo dos três capítulos em que a obra se acha organizada.


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Maria Auxiliadora Bezerra & Maria Augusta Reinaldo – Análise Linguística

Análise Linguística: Afinal A Que Se Refere? aborda diferentes concepções envolvidas no emprego do termo que dá título ao livro.

Maria Auxiliadora Bezerra & Maria Augusta Reinaldo - Análise Linguística: Afinal A Que Se Refere?

Um dos desafios de quem se inicia nos estudos linguísticos é dominar conceitos e terminologia específicos da área. O presente volume fornece sua contribuição para o cumprimento dessa árdua tarefa ao abordar diferentes concepções envolvidas no emprego do termo que dá título ao livro.

A expressão análise linguística é frequentemente utilizada em textos acadêmicos, em manuais de Linguística e até mesmo em livros didáticos sem que haja preocupação em delimitar o âmbito de significações ou interpretações que essa expressão possa veicular. Este livro nos possibilita compreender que sob o rótulo análise linguística abrigam-se perspectivas distintas de trabalho com a língua materna.

A obra apresenta um retrospecto do termo análise linguística, associando sua origem ao próprio estabelecimento da Linguística como ciência, cujas pesquisas objetivavam comprovar a constituição interna e o funcionamento das línguas. É nesse contexto que se cria a prática da descrição linguística.

A partir dos anos 70 do século XX, tanto descrição linguística como análise linguística passam a conviver no meio acadêmico brasileiro. Na década seguinte, a segunda expressão se sobrepõe à primeira, especialmente quando a Linguística volta sua atenção para questões de ensino de língua materna.

Já na Introdução, as autoras, Maria Auxiliadora Bezerra e Maria Augusta Reinaldo, ambas professoras da Universidade Federal de Campina Grande, ressaltam que, embora a gramática tradicional forneça um determinado tipo de análise linguística, o qual enfatiza nomenclatura e classificação gramatical, os estudos assim desenvolvidos foram considerados insuficientes para o ensino de Língua Portuguesa, quando o objetivo de estudo, na escola, passa a ser o texto.

É da Linguística, definida como estudo científico da língua, que surge a proposta da prática de análise linguística como alternativa, principalmente para levar o aluno ao domínio da escrita padrão. A partir desse momento, a prática de análise linguística assume um status teórico-metodológico: teórico, porque constitui um conceito que remete a uma forma de observar dados da língua, apoiada em uma teoria; metodológico, porque é utilizado na sala de aula como um recurso para o ensino reflexivo da escrita.

O tema anunciado na parte introdutória é aprofundado, em linguagem didática, com argumentos consistentes e farta exemplificação, ao longo dos três capítulos em que a obra se acha organizada.


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