Maria Amélia M. Dantes (Org.) – Espaços Da Ciência No Brasil

Valoriza a historiografia da ciência no Brasil, discute o papel das instituições que abrigaram práticas científicas desde o período colonial.

Maria Amélia M. Dantes (Org.) – Espaços Da Ciência No Brasil: 1800-1930

As instituições científicas vêm recebendo uma atenção secundária dos historiadores da ciência, que têm se dedicado prioritariamente ao estudo do desenvolvimento conceitual das ciências, visto como resultante de um processo autônomo, regido por normas internas e independente dos demais processos sociais.

As instituições científicas são aí consideradas como uma decorrência necessária do valor intrínseco do conhecimento verdadeiro, isto é, como espaços que são conquistados pelos cientistas e que passam a sediar suas atividades.

Assim, tradicionalmente, a história institucional da ciência tem se voltado, sobretudo, para algumas das dimensões sociais das práticas científicas, deixando para a história epistemológica as questões relacionadas à natureza do conhecimento científico.

Este livro apresenta uma coletânea de estudos sobre instituições científicas brasileiras do século XIX e início do século XX. Mais precisamente, trata de instituições atuantes no período que antecedeu a criação das primeiras universidades brasileiras dos anos 1930.

Os vários estudos foram realizados como parte do projeto integrado Modelos Institucionais e a Implantação de Práticas Científicas no Brasil (1800-1930), que teve por objetivo a análise da trajetória de diferentes espaços institucionais e do papel que desempenharam na implantação de áreas científicas no país.

Entre os modelos institucionais analisados estão escolas profissionais, jardins botânicos, comissões, associações científicas e institutos de pesquisa.

Nestes textos, o estudo de caso, além de contribuir para a análise da trajetória institucional, é considerado como ponto de partida para a reflexão mais geral sobre os fatores, científicos e extra-científicos — presentes na implantação das ciências na sociedade brasileira. Inserem-se, assim, na história institucional e social das ciências no Brasil.

Os artigos estão agrupados em duas partes, correspondentes a períodos da história política brasileira: o período imperial e a primeira república.

Espaços Da Ciência No Brasil: 1800-1930 contribui para a divulgação dos estudos que vêm sendo realizados em história institucional da ciência no Brasil e apresentando uma amostragem desta área de estudos tão promissora.


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Maria Amélia M. Dantes (Org.) – Espaços Da Ciência No Brasil

Valoriza a historiografia da ciência no Brasil, discute o papel das instituições que abrigaram práticas científicas desde o período colonial.

Maria Amélia M. Dantes (Org.) - Espaços Da Ciência No Brasil: 1800-1930

As instituições científicas vêm recebendo uma atenção secundária dos historiadores da ciência, que têm se dedicado prioritariamente ao estudo do desenvolvimento conceitual das ciências, visto como resultante de um processo autônomo, regido por normas internas e independente dos demais processos sociais.

As instituições científicas são aí consideradas como uma decorrência necessária do valor intrínseco do conhecimento verdadeiro, isto é, como espaços que são conquistados pelos cientistas e que passam a sediar suas atividades.

Assim, tradicionalmente, a história institucional da ciência tem se voltado, sobretudo, para algumas das dimensões sociais das práticas científicas, deixando para a história epistemológica as questões relacionadas à natureza do conhecimento científico.

Este livro apresenta uma coletânea de estudos sobre instituições científicas brasileiras do século XIX e início do século XX. Mais precisamente, trata de instituições atuantes no período que antecedeu a criação das primeiras universidades brasileiras dos anos 1930.

Os vários estudos foram realizados como parte do projeto integrado Modelos Institucionais e a Implantação de Práticas Científicas no Brasil (1800-1930), que teve por objetivo a análise da trajetória de diferentes espaços institucionais e do papel que desempenharam na implantação de áreas científicas no país.

Entre os modelos institucionais analisados estão escolas profissionais, jardins botânicos, comissões, associações científicas e institutos de pesquisa.

Nestes textos, o estudo de caso, além de contribuir para a análise da trajetória institucional, é considerado como ponto de partida para a reflexão mais geral sobre os fatores, científicos e extra-científicos — presentes na implantação das ciências na sociedade brasileira. Inserem-se, assim, na história institucional e social das ciências no Brasil.

Os artigos estão agrupados em duas partes, correspondentes a períodos da história política brasileira: o período imperial e a primeira república.

Espaços Da Ciência No Brasil: 1800-1930 contribui para a divulgação dos estudos que vêm sendo realizados em história institucional da ciência no Brasil e apresentando uma amostragem desta área de estudos tão promissora.


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