Marcel Martin – A Linguagem Cinematográfica

A imagem pode ser considerada produto bruto e objetivo a partir do registro obtido por um aparelho mecânico. Dessa forma a imagem fílmica é vista a partir de uma percepção objetiva, realista e dotada de todas as aparências da realidade, uma vez que inclui movimento, som e cor. Para o espectador o sentimento de realidade produzido induz a crença da existência objetiva do que se mostra na tela. Relacionada à palavra a imagem tem uma significação precisa e limitada, e provoca uma defasagem causada pela generalização que se opera na consciência do espectador. Isso ocorre porque o espectador transforma as idéias sugeridas em abstração, graças ao que o texto denomina de montagem ideológica, ou seja, por meio da ligação das imagens entre si.
Duas características da imagem a tornam uma reprodução do real: primeiro sua reação unívoca e seu realismo instintivo que, de acordo com Marcel Martin, produz aspectos precisos e determinados da realidade, únicos no espaço e no tempo. Segundo, porque está sempre no presente da percepção e da consciência do espectador; uma vez que a distância temporal se dá apenas pelo julgamento do espectador capaz de estabelecer planos temporais na ação do filme.
O texto destaca que toda a imagem de um filme está no presente; passado e futuro nos são sugeridos por meio de signos cinematográficos que apreendemos a conhecer. É a partir dessa percepção que captamos o cinema como um sonho, um verdadeiro devaneio construído enquanto estamos acordados, como um fenômeno psíquico.


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Marcel Martin – A Linguagem Cinematográfica

A imagem pode ser considerada produto bruto e objetivo a partir do registro obtido por um aparelho mecânico. Dessa forma a imagem fílmica é vista a partir de uma percepção objetiva, realista e dotada de todas as aparências da realidade, uma vez que inclui movimento, som e cor. Para o espectador o sentimento de realidade produzido induz a crença da existência objetiva do que se mostra na tela. Relacionada à palavra a imagem tem uma significação precisa e limitada, e provoca uma defasagem causada pela generalização que se opera na consciência do espectador. Isso ocorre porque o espectador transforma as idéias sugeridas em abstração, graças ao que o texto denomina de montagem ideológica, ou seja, por meio da ligação das imagens entre si.
Duas características da imagem a tornam uma reprodução do real: primeiro sua reação unívoca e seu realismo instintivo que, de acordo com Marcel Martin, produz aspectos precisos e determinados da realidade, únicos no espaço e no tempo. Segundo, porque está sempre no presente da percepção e da consciência do espectador; uma vez que a distância temporal se dá apenas pelo julgamento do espectador capaz de estabelecer planos temporais na ação do filme.
O texto destaca que toda a imagem de um filme está no presente; passado e futuro nos são sugeridos por meio de signos cinematográficos que apreendemos a conhecer. É a partir dessa percepção que captamos o cinema como um sonho, um verdadeiro devaneio construído enquanto estamos acordados, como um fenômeno psíquico.


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