Mao Tsé-Tung – Cinco Teses Filosóficas

Em sua rica obra, Mao demonstrou que a lei da unidade dos contrários e a lei básica da dialética e que a esta estão subordinadas todas as demais

Mao Tsé-Tung – Cinco Teses Filosóficas

O selo Edições Nova Cultura, criado pela União Reconstrução Comunista, apresenta agora um volume das célebres Cinco Teses Filosóficas do dirigente máximo da Revolução Chinesa, Mao Tsé-tung.

Compêndio publicado amplamente na China logo após a vitória revolucionária, contém os clássicos trabalhos Sobre a Prática e Sobre a Contradição, escritos em julho e agosto de 1937, respectivamente, além dos dois artigos Sobre o tratamento correto das Contradições no seio do Povo e Sobre o trabalho de Propaganda, escritos no primeiro semestre do ano de 1957, e por fim, o sucinto De onde vem as ideias corretas?, produzido em 1963.

A publicação desta obra se justifica pelo papel cumprido pelo camarada Mao Tsé-tung no desenvolvimento do marxismo-leninismo e os aportes universais que ofereceu a ciência do proletariado, dentre as quais está suas formulações para o desenvolvimento da dialética.

Certa vez Mao Tsé-Tung afirmou que ‘considerou-se no passado que a dialética consiste em três grandes leis, e Stalin disse que consiste em quatro grandes leis. Eu acredito que existe somente uma lei básica, a lei da contradição.

Qualidade e quantidade, afirmação e negação, fenômeno e essência, conteúdo e forma, necessidade e liberdade, possibilidade e realidade, etc., todos são unidades dos contrários’.

Em sua rica obra, Mao Tsé-Tung demonstrou que a lei da unidade dos contrários e a lei básica da dialética e que a esta estão subordinadas todas as demais: a lei da negação da negação, a lei da transformação da quantidade em qualidade, a lei da interdependência universal.

Desta forma, o pensamento Mao Tsé-tung pode oferecer esta contribuição fundamental para o desenvolvimento da ciência proletária e encaminhá-la para este novo salto qualitativo em uma das fontes constitutivas do marxismo como Lenin delimitou: contribuiu para o desenvolvimento da filosofia, assim como o fez para as outras duas, o socialismo e a economia política.

Os textos aqui selecionados permitem obter um panorama amplo e rigoroso deste processo de desenvolvimento científico do marxismo-leninismo, que ao ser aplicado criativamente pelos comunistas chineses – com Mao Tsé-Tung à frente –, à realidade da Revolução Chinesa pode, por sua vez, enriquecido dialeticamente com o fecundo produto teórico desta mesma experiência.

A frase ‘um se divide em dois’, entendido como a unidade dos contrários, é a expressão deste fundamental aporte de Mao Tsé-tung. A compreensão desta lei é fundamental para o estudo da natureza e da sociedade, pois é esta mesma a lei do próprio pensamento, e está diametralmente oposta à concepção metafísica do mundo.

É, portanto, uma tarefa indelével para todos os comunistas o estudo rigoroso e aprofundado desta filosofia para que possamos investigar corretamente os fenômenos para agir consequentemente na realidade e transformá-la, o objetivo final de todo interesse na ciência materialista.

Ao agir desta maneira também eliminaremos os erros e desvios, dogmáticos e empiristas, de direita e esquerdistas, que podem surgir se nossa prática não for acompanhada de um conhecimento teórico científico acerca da realidade concreta do nosso país.


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Mao Tsé-Tung – Cinco Teses Filosóficas

Em sua rica obra, Mao demonstrou que a lei da unidade dos contrários e a lei básica da dialética e que a esta estão subordinadas todas as demais

Mao Tsé-Tung - Cinco Teses Filosóficas

O selo Edições Nova Cultura, criado pela União Reconstrução Comunista, apresenta agora um volume das célebres Cinco Teses Filosóficas do dirigente máximo da Revolução Chinesa, Mao Tsé-tung.

Compêndio publicado amplamente na China logo após a vitória revolucionária, contém os clássicos trabalhos Sobre a Prática e Sobre a Contradição, escritos em julho e agosto de 1937, respectivamente, além dos dois artigos Sobre o tratamento correto das Contradições no seio do Povo e Sobre o trabalho de Propaganda, escritos no primeiro semestre do ano de 1957, e por fim, o sucinto De onde vem as ideias corretas?, produzido em 1963.

A publicação desta obra se justifica pelo papel cumprido pelo camarada Mao Tsé-tung no desenvolvimento do marxismo-leninismo e os aportes universais que ofereceu a ciência do proletariado, dentre as quais está suas formulações para o desenvolvimento da dialética.

Certa vez Mao Tsé-Tung afirmou que 'considerou-se no passado que a dialética consiste em três grandes leis, e Stalin disse que consiste em quatro grandes leis. Eu acredito que existe somente uma lei básica, a lei da contradição.

Qualidade e quantidade, afirmação e negação, fenômeno e essência, conteúdo e forma, necessidade e liberdade, possibilidade e realidade, etc., todos são unidades dos contrários'.

Em sua rica obra, Mao Tsé-Tung demonstrou que a lei da unidade dos contrários e a lei básica da dialética e que a esta estão subordinadas todas as demais: a lei da negação da negação, a lei da transformação da quantidade em qualidade, a lei da interdependência universal.

Desta forma, o pensamento Mao Tsé-tung pode oferecer esta contribuição fundamental para o desenvolvimento da ciência proletária e encaminhá-la para este novo salto qualitativo em uma das fontes constitutivas do marxismo como Lenin delimitou: contribuiu para o desenvolvimento da filosofia, assim como o fez para as outras duas, o socialismo e a economia política.

Os textos aqui selecionados permitem obter um panorama amplo e rigoroso deste processo de desenvolvimento científico do marxismo-leninismo, que ao ser aplicado criativamente pelos comunistas chineses – com Mao Tsé-Tung à frente –, à realidade da Revolução Chinesa pode, por sua vez, enriquecido dialeticamente com o fecundo produto teórico desta mesma experiência.

A frase 'um se divide em dois', entendido como a unidade dos contrários, é a expressão deste fundamental aporte de Mao Tsé-tung. A compreensão desta lei é fundamental para o estudo da natureza e da sociedade, pois é esta mesma a lei do próprio pensamento, e está diametralmente oposta à concepção metafísica do mundo.

É, portanto, uma tarefa indelével para todos os comunistas o estudo rigoroso e aprofundado desta filosofia para que possamos investigar corretamente os fenômenos para agir consequentemente na realidade e transformá-la, o objetivo final de todo interesse na ciência materialista.

Ao agir desta maneira também eliminaremos os erros e desvios, dogmáticos e empiristas, de direita e esquerdistas, que podem surgir se nossa prática não for acompanhada de um conhecimento teórico científico acerca da realidade concreta do nosso país.


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