Luiz Alberto Tavares & Outros – Drogas: Tempos, Lugares E Olhares Sobre Seu Consumo

Este é o segundo texto da coleção Drogas: Clínica e Cultura. Não se trata de um trabalho linear, em que os capítulos se sucedem numa proposição complementar e didática, mas, ao contrário, como seu título indica, trata-se do olhar de cada um, numa justaposição de peças para formar uma imagem tanto unitária quanto heterogênea.
Os textos estão distribuídos em três partes denominadas, respectivamente, “O consumo de drogas e o contexto sociocultural”, “O consumo de drogas na perspectiva clínica” e “A psicanálise e o futuro das toxicomanias”.
Em realidade, a linha que separa as duas últimas partes é tênue, não se distinguindo, tanto pelo conteúdo quanto pelo significado que o CETAD quis dar às toxicomanias, vistas pela perspectiva psicanalítica, no final de um século e começo de novo milênio, diante da esperança que esta passagem dos tempos representa para os homens. A clínica psicanalítica desloca a droga para colocar o sujeito em primeiro plano: o sujeito faz a droga, como já foi dito em outro lugar.
Justapõem-se a estes textos outros não menos significativos, voltados para a representação social das substâncias capazes de alterar o psiquismo e a conduta dos humanos, numa época em que o sofrimento se alarga na contramão do desenvolvimento tecnológico e científico. Parece que quanto mais o homem sabe de si e do mundo, mais sofre. Nos textos iniciais, o olhar sociológico busca ampliar o campo da reflexão, colocando as substâncias psicoativas no eixo de um discurso trans e interdisciplinar. Isso ocorre quer pelas indicações de método, quer pela tentativa de compreender o que se vê, quer pelo caminho da mídia nas estratégias de prevenção ou, ainda, recorrendo às intervenções denominadas redutoras de riscos e danos que consistem, fundamentalmente, em atos corajosos de reconhecimento do direito do outro na condução de sua vida, incluindo-se aqui a liberdade de drogar-se.


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Luiz Alberto Tavares & Outros – Drogas: Tempos, Lugares E Olhares Sobre Seu Consumo

Este é o segundo texto da coleção Drogas: Clínica e Cultura. Não se trata de um trabalho linear, em que os capítulos se sucedem numa proposição complementar e didática, mas, ao contrário, como seu título indica, trata-se do olhar de cada um,

numa justaposição de peças para formar uma imagem tanto unitária quanto heterogênea.
Os textos estão distribuídos em três partes denominadas, respectivamente, “O consumo de drogas e o contexto sociocultural”, “O consumo de drogas na perspectiva clínica” e “A psicanálise e o futuro das toxicomanias”.
Em realidade, a linha que separa as duas últimas partes é tênue, não se distinguindo, tanto pelo conteúdo quanto pelo significado que o CETAD quis dar às toxicomanias, vistas pela perspectiva psicanalítica, no final de um século e começo de novo milênio, diante da esperança que esta passagem dos tempos representa para os homens. A clínica psicanalítica desloca a droga para colocar o sujeito em primeiro plano: o sujeito faz a droga, como já foi dito em outro lugar.
Justapõem-se a estes textos outros não menos significativos, voltados para a representação social das substâncias capazes de alterar o psiquismo e a conduta dos humanos, numa época em que o sofrimento se alarga na contramão do desenvolvimento tecnológico e científico. Parece que quanto mais o homem sabe de si e do mundo, mais sofre. Nos textos iniciais, o olhar sociológico busca ampliar o campo da reflexão, colocando as substâncias psicoativas no eixo de um discurso trans e interdisciplinar. Isso ocorre quer pelas indicações de método, quer pela tentativa de compreender o que se vê, quer pelo caminho da mídia nas estratégias de prevenção ou, ainda, recorrendo às intervenções denominadas redutoras de riscos e danos que consistem, fundamentalmente, em atos corajosos de reconhecimento do direito do outro na condução de sua vida, incluindo-se aqui a liberdade de drogar-se.


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