Luciara Leite de Mendonça – Quatro Representações De Zumbi Dos Palmares Em Cordel Épico

Quatro Representações De Zumbi Dos Palmares Em Cordel Épico reúne três eixos de investigação que se fundem nos folhetos de cordel analisados.

Luciara Leite de Mendonça – Quatro Representações De Zumbi Dos Palmares Em Cordel Épico

Luciara Leite de Mendonça reúne, aqui, três eixos de investigação que se fundem nos folhetos de cordel analisados: a figura histórica e mítica de Zumbi dos Palmares, referente máximo dos caminhos da sociedade escravocrata brasileira; o cordel em si, manifestação literária e cultural de ampla circulação; e o gênero épico, cuja diversidade em termos de manifestações permitiu o reconhecimento da categoria “folheto de cordel épico”.

O estudo de Mendonça, em muitos aspectos inaugural, pelo enfoque na categoria “cordel épico” e nas reflexões decorrentes desse reconhecimento, permite um conhecimento mais amplo da história de Zumbi dos Palmares e, ao mesmo tempo, demonstra como uma mesma matéria épica pode ganhar contornos diferentes a partir do plano literário de cada obra.

Assim, aprende-se com Mendonça a identificar, em Zumbi, um sonho da igualdade (2009), de Josineide Dantas (Gigi); Zumbi dos Palmares Herói negro do Brasil (2007), de Fernando Paixão; Zumbi símbolo de liberdade (2008), de Antônio Carlos de Oliveira Barreto; e Zumbi dos Palmares Em Cordel (2013), de Madu Costa, não só os aspectos da história de Zumbi dos Palmares presentes nos folhetos, como as marcas individuais da identidade épica dos textos.

Para realizar as análises, a pesquisadora reuniu diferentes fontes teóricas e críticas sobre os três eixos comentados, por meio das quais pode desenvolver seus principais objetivos: valorizar a expressão épica
contemporânea na forma do cordel épico e dar destaque à imagem histórica e literária de Zumbi, que, conforme ela aponta, se tornou invisível em muitos registros da História do Brasil.

Registramos, pois, nossa satisfação em acolher o trabalho de Mendonça na Coleção Epopeia, certos de que as reflexões aqui presentes serão valiosas tanto para novos estudos sobre manifestações do gênero épico na forma cordel quanto para pesquisas centradas na figura de Zumbi dos Palmares.

Precipuamente, o principal objetivo deste trabalho é estudar, criticamente, em quatro cordéis a presença da figura heroica de Zumbi dos Palmares, de modo a avaliar o diálogo entre os referentes históricos e míticos relacionados à sua figura.

Partimos da seguinte questão: até que ponto essas obras que enfatizam Zumbi dialogam com a História do Brasil, visto sua figura ter também importante teor mítico e simbólico?

Complementarmente, objetivamos mostrar que realmente o gênero épico não está estagnado, e que, além disso, ele pode receber um novo olhar podendo, como demonstraremos aqui, se estender à produção em cordel.

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Luciara Leite de Mendonça – Quatro Representações De Zumbi Dos Palmares Em Cordel Épico

Quatro Representações De Zumbi Dos Palmares Em Cordel Épico reúne três eixos de investigação que se fundem nos folhetos de cordel analisados.

Luciara Leite de Mendonça - Quatro Representações De Zumbi Dos Palmares Em Cordel Épico

Luciara Leite de Mendonça reúne, aqui, três eixos de investigação que se fundem nos folhetos de cordel analisados: a figura histórica e mítica de Zumbi dos Palmares, referente máximo dos caminhos da sociedade escravocrata brasileira; o cordel em si, manifestação literária e cultural de ampla circulação; e o gênero épico, cuja diversidade em termos de manifestações permitiu o reconhecimento da categoria “folheto de cordel épico”.

O estudo de Mendonça, em muitos aspectos inaugural, pelo enfoque na categoria “cordel épico” e nas reflexões decorrentes desse reconhecimento, permite um conhecimento mais amplo da história de Zumbi dos Palmares e, ao mesmo tempo, demonstra como uma mesma matéria épica pode ganhar contornos diferentes a partir do plano literário de cada obra.

Assim, aprende-se com Mendonça a identificar, em Zumbi, um sonho da igualdade (2009), de Josineide Dantas (Gigi); Zumbi dos Palmares Herói negro do Brasil (2007), de Fernando Paixão; Zumbi símbolo de liberdade (2008), de Antônio Carlos de Oliveira Barreto; e Zumbi dos Palmares Em Cordel (2013), de Madu Costa, não só os aspectos da história de Zumbi dos Palmares presentes nos folhetos, como as marcas individuais da identidade épica dos textos.

Para realizar as análises, a pesquisadora reuniu diferentes fontes teóricas e críticas sobre os três eixos comentados, por meio das quais pode desenvolver seus principais objetivos: valorizar a expressão épica
contemporânea na forma do cordel épico e dar destaque à imagem histórica e literária de Zumbi, que, conforme ela aponta, se tornou invisível em muitos registros da História do Brasil.

Registramos, pois, nossa satisfação em acolher o trabalho de Mendonça na Coleção Epopeia, certos de que as reflexões aqui presentes serão valiosas tanto para novos estudos sobre manifestações do gênero épico na forma cordel quanto para pesquisas centradas na figura de Zumbi dos Palmares.

Precipuamente, o principal objetivo deste trabalho é estudar, criticamente, em quatro cordéis a presença da figura heroica de Zumbi dos Palmares, de modo a avaliar o diálogo entre os referentes históricos e míticos relacionados à sua figura.

Partimos da seguinte questão: até que ponto essas obras que enfatizam Zumbi dialogam com a História do Brasil, visto sua figura ter também importante teor mítico e simbólico?

Complementarmente, objetivamos mostrar que realmente o gênero épico não está estagnado, e que, além disso, ele pode receber um novo olhar podendo, como demonstraremos aqui, se estender à produção em cordel.

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