Lúcia Granja – Machado De Assis: Antes Do Livro, O Jornal

Lúcia Granja – Machado De Assis: Antes Do Livro, O Jornal

Este livro propõe um novo modo de compreender a história literária no século XIX e a escrita literária de Machado de Assis.

Lúcia Granja analisa a Poética da escrita jornalística em Machado de Assis, passando pelas crônicas do Diário do Rio de Janeiro e O Cruzeiro, alguns contos e o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas.

No hipertexto do periódico cotidiano, a circulação e a hiperligação constantes das formas textuais criaram parâmetros de referencialidade e literaridade deslizantes, que mimetizou e com os quais dialogou a obra de nosso maior escritor.

A partir das crônicas, a autora demonstra os procedimentos e os recursos textuais na gênese do narrador machadiano revelado nos romances da fase madura do Bruxo do Cosme Velho.

“Tive sempre a impressão de que Machado de Assis jornalista – à maneira da explicação do tenor Marcolini, já sem voz quando expõe suas ideias sobre a vida e a criação a Bentinho tornado Dom Casmurro –, desde as suas primeiras crônicas, escutava a música da ficção e lia o libreto da realidade na ópera cotidiana do jornal, melodia e texto evoluindo em desacordo, cada um para o seu lado.

Vejo agora que um escritor monstruoso como Machado de Assis não poderia deixar de aproveitar em sua própria composição os movimentos desarmônicos da modernidade.

Ao mesmo tempo, nesse mesmo capítulo, a análise proposta para alguns aspectos de Memórias Póstumas de Brás Cubas fixa o autor, na feliz expressão de uma resenha de Hélio Guimarães, em uma espécie de “terra-a-terra de John Gledson”, que tem sido um grande mestre e amigo.

Como consequência, dentro do meu campo de interesses (a relação entre texto e suporte, além da materialidade dos livros), Machado de Assis vincula-se de outro modo à ficção produzida em seu tempo, que ele relê constantemente pelo ponto de vista da composição, publicação, circulação, inserção e constituição de um cânone com características próprias (mas disponível à internacionalização), entre outros.”

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Este livro propõe um novo modo de compreender a história literária no século XIX e a escrita literária de Machado de Assis.



Lúcia Granja analisa a Poética da escrita jornalística em Machado de Assis, passando pelas crônicas do Diário do Rio de Janeiro e O Cruzeiro, alguns contos e o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas.

No hipertexto do periódico cotidiano, a circulação e a hiperligação constantes das formas textuais criaram parâmetros de referencialidade e literaridade deslizantes, que mimetizou e com os quais dialogou a obra de nosso maior escritor.

A partir das crônicas, a autora demonstra os procedimentos e os recursos textuais na gênese do narrador machadiano revelado nos romances da fase madura do Bruxo do Cosme Velho.

"Tive sempre a impressão de que Machado de Assis jornalista – à maneira da explicação do tenor Marcolini, já sem voz quando expõe suas ideias sobre a vida e a criação a Bentinho tornado Dom Casmurro –, desde as suas primeiras crônicas, escutava a música da ficção e lia o libreto da realidade na ópera cotidiana do jornal, melodia e texto evoluindo em desacordo, cada um para o seu lado.

Vejo agora que um escritor monstruoso como Machado de Assis não poderia deixar de aproveitar em sua própria composição os movimentos desarmônicos da modernidade.

Ao mesmo tempo, nesse mesmo capítulo, a análise proposta para alguns aspectos de Memórias Póstumas de Brás Cubas fixa o autor, na feliz expressão de uma resenha de Hélio Guimarães, em uma espécie de “terra-a-terra de John Gledson”, que tem sido um grande mestre e amigo.

Como consequência, dentro do meu campo de interesses (a relação entre texto e suporte, além da materialidade dos livros), Machado de Assis vincula-se de outro modo à ficção produzida em seu tempo, que ele relê constantemente pelo ponto de vista da composição, publicação, circulação, inserção e constituição de um cânone com características próprias (mas disponível à internacionalização), entre outros."

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