Lila Cristina Xavier Luz & Outras (Orgs.) – Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades

Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades apresenta um rico panorama de questões fundamentais sobre os modos de ser jovem no mundo atual.

Lila Cristina Xavier Luz, Olívia Perez & Rossana Marinho (Orgs.) – Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades

“A juventude como categoria social está morrendo de êxito”, sentenciou recentemente Carles Feixa, em entrevista sobre o seu último livro, De la geració[email protected] a la #geración: la juventude en la era digital. Essa afirmação de Feixa, menos do que a morte da juventude como categoria social, remete-nos muito mais a uma mutação do modo como a concebemos e compreendemos na contemporaneidade.

Trata-se, portanto, da perda de importância de ideias como fase de transição ou instabilidade para definir os modos de ser jovem, que estariam a tornar-se, na verdade, estados de permanência. Com isso, num mundo de intensas e cada vez mais velozes transformações, a fase de instabilidade ou de crise tornar-se-ia a da vida adulta.

O que se tem, portanto, é a constatação de que a noção de juventude está em constante reconfiguração. Não se trata de um conceito estático, muito menos unívoco. Daí a importância de se multiplicar os estudos sobre as juventudes, observando as mais diferentes práticas e contextos, a partir de múltiplos pontos de vista.

Essa é, justamente, a proposta do livro Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades, organizado por Rossana Marinho, Lila Cristina Xavier Luz e Olívia Perez. Trata-se de uma coletânea que apresenta doze contribuições que proporcionam um rico e diversificado panorama de questões fundamentais sobre os modos de ser jovem no mundo atual.

A maioria dos textos traz o contexto das juventudes no estado do Piauí. No entanto há contribuições de outras localidades brasileiras, como Brasília, e mesmo de outros países da América Latina, como Colômbia e México.

Dividido entre quatro temas, Escola, Subjetividades, Lazer/Sociabilidade e Política, o livro apresenta discussões bastante atuais e relevantes para o contexto brasileiro e latino-americano.

Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades tem o grande mérito de nos mostrar que a categoria juventude, além de plural, não necessariamente está evanescendo, mas sim em pleno processo de rápida e radical transformação.

A morte da juventude preconizada por Feixa aponta, na verdade, para uma mudança profunda no modo como a entendemos, como fase da vida e categoria social. O que, por um lado, certamente traz inúmeros desafios para muitos segmentos sociais, além dos próprios jovens, para a escola, os pesquisadores e o próprio mundo que está a se formar.

Porém, por outro lado, se pensarmos que é sobre as novas gerações que as mudanças sociais incidem mais intensamente, talvez essas novas questões que os jovens na contemporaneidade nos trazem – tão bem apresentadas em Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades – estejam apontando tanto para a crise do mundo em que vivemos como para novas potencialidades de sua renovação.

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Lila Cristina Xavier Luz & Outras (Orgs.) – Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades

Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades apresenta um rico panorama de questões fundamentais sobre os modos de ser jovem no mundo atual.

Lila Cristina Xavier Luz, Olívia Perez & Rossana Marinho (Orgs.) - Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades

“A juventude como categoria social está morrendo de êxito”, sentenciou recentemente Carles Feixa, em entrevista sobre o seu último livro, De la geració[email protected] a la #geración: la juventude en la era digital. Essa afirmação de Feixa, menos do que a morte da juventude como categoria social, remete-nos muito mais a uma mutação do modo como a concebemos e compreendemos na contemporaneidade.

Trata-se, portanto, da perda de importância de ideias como fase de transição ou instabilidade para definir os modos de ser jovem, que estariam a tornar-se, na verdade, estados de permanência. Com isso, num mundo de intensas e cada vez mais velozes transformações, a fase de instabilidade ou de crise tornar-se-ia a da vida adulta.

O que se tem, portanto, é a constatação de que a noção de juventude está em constante reconfiguração. Não se trata de um conceito estático, muito menos unívoco. Daí a importância de se multiplicar os estudos sobre as juventudes, observando as mais diferentes práticas e contextos, a partir de múltiplos pontos de vista.

Essa é, justamente, a proposta do livro Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades, organizado por Rossana Marinho, Lila Cristina Xavier Luz e Olívia Perez. Trata-se de uma coletânea que apresenta doze contribuições que proporcionam um rico e diversificado panorama de questões fundamentais sobre os modos de ser jovem no mundo atual.

A maioria dos textos traz o contexto das juventudes no estado do Piauí. No entanto há contribuições de outras localidades brasileiras, como Brasília, e mesmo de outros países da América Latina, como Colômbia e México.

Dividido entre quatro temas, Escola, Subjetividades, Lazer/Sociabilidade e Política, o livro apresenta discussões bastante atuais e relevantes para o contexto brasileiro e latino-americano.

Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades tem o grande mérito de nos mostrar que a categoria juventude, além de plural, não necessariamente está evanescendo, mas sim em pleno processo de rápida e radical transformação.

A morte da juventude preconizada por Feixa aponta, na verdade, para uma mudança profunda no modo como a entendemos, como fase da vida e categoria social. O que, por um lado, certamente traz inúmeros desafios para muitos segmentos sociais, além dos próprios jovens, para a escola, os pesquisadores e o próprio mundo que está a se formar.

Porém, por outro lado, se pensarmos que é sobre as novas gerações que as mudanças sociais incidem mais intensamente, talvez essas novas questões que os jovens na contemporaneidade nos trazem – tão bem apresentadas em Juventudes, Subjetividades E Sociabilidades – estejam apontando tanto para a crise do mundo em que vivemos como para novas potencialidades de sua renovação.

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