Leonardo Brandão – A Cidade E A Tribo Skatista

A Cidade E A Tribo Skatista partilha dos novos modos de produzir a história do esporte e avança pelo domínio dos “esportes radicais”.

Leonardo Brandão – A Cidade E A Tribo Skatista: Juventude, Cotidiano E Práticas Corporais Na História Cultural

Uma dissertação de mestrado — “Corpos deslizantes, corpos desviantes: a prática do skate e suas representações no espaço urbano (1972-1989)”. Eis a origem desta publicação, cuja área de interesse é o skate sob o holofote da história cultural.

Mais especificamente, focaliza-se em estruturar e pensar a cultura skatista a partir de suas práticas e representações produzidas no espaço urbano, onde sujeitos sobre ‘carrinhos’ formaram identidades e deixaram marcas na ordem social contemporânea.

É inovador o estudo de Leonardo Brandão. Trata-se da primeira produção que toma o skate como objeto de estudo em um Programa de Pós-Graduação em História — seu mestrado foi realizado na Universidade Federal da Grande Dourados. Ele representa novas perspectivas historiográficas, pois fornece relevânciaa temas antes considerados menores, mas que aqui permitem adensar conhecimentos acerca de diferentes espaços e atores sociais.

Embora diversas iniciativas para a produção de novas formas de história do esporte tenham sido descortinadas recentemente – basta ver os trabalhos resultantes do Simpósio Temático “História do Esporte e das Práticas Corporais”, na Associação Nacional de História (ANPUH); do Grupo de Trabalho Temático “Memória da Educação Física e Esporte”, no Congresso Brasileiro de Ciência do Esporte (CONBRACE); ou do Congresso Brasileiro de História do Esporte, Lazer, Educação Física e Dança, que completou em 2009 a sua décima primeira edição – o livro aqui apresentado, intitulado, A Cidade E A Tribo Skatista: Juventude, Cotidiano E Práticas Corporais Na História Cultural incrementa e demonstra que muito há ainda para ser conhecido no que tange aos movimentos da cultura esportiva, da apropriação do urbano e da formação de identidades juvenis.

A Cidade E A Tribo Skatista partilha dos novos modos de produzir a história do esporte, mas avança em um domínio a ser mais observado pela historiografia nacional, o dos “esportes radicais”. Ela aventa a possibilidade da prática esportiva revelar algo sobre as representações dos sujeitos que a vivenciam.

Trata o esporte como dimensão cultural e percebe seu sentido em comportamentos de jovens na configuração da vida cotidiana, principalmente através do que o autor caracterizou a partir da metáfora das “tribos urbanas”. Tais procedimentos exigem um mergulho do pesquisador em uma específica cultura. Exercício este feito com propriedade, junto à cultura do skate, por Leonardo Brandão.

Embora A Cidade E A Tribo Skatista traga digressões e reflexões em diferentes temporalidades, ele concentra a análise do skate num tempo próximo ao vivido. De fato, o estudo se situa na área da “História do Tempo Presente”, com a periodização delimitada entre 1972 e 1989.

As datas balizadoras são fundamentadas ao longo dos capítulos, primeiro, em razão dos avanços tecnológicos dos anos 70 com a aplicação do poliuretano na fabricação das rodas de skate e, em segundo, por causa da proibição da prática do skate de rua impressa pelo prefeito Jânio Quadros à cidade de São Paulo no final dos anos 80 do século XX.

Clique para
Baixar o PDF

Deixe uma resposta

Leonardo Brandão – A Cidade E A Tribo Skatista

A Cidade E A Tribo Skatista partilha dos novos modos de produzir a história do esporte e avança pelo domínio dos “esportes radicais”.

Leonardo Brandão - A Cidade E A Tribo Skatista: Juventude, Cotidiano E Práticas Corporais Na História Cultural

Uma dissertação de mestrado — “Corpos deslizantes, corpos desviantes: a prática do skate e suas representações no espaço urbano (1972-1989)”. Eis a origem desta publicação, cuja área de interesse é o skate sob o holofote da história cultural.

Mais especificamente, focaliza-se em estruturar e pensar a cultura skatista a partir de suas práticas e representações produzidas no espaço urbano, onde sujeitos sobre ‘carrinhos’ formaram identidades e deixaram marcas na ordem social contemporânea.

É inovador o estudo de Leonardo Brandão. Trata-se da primeira produção que toma o skate como objeto de estudo em um Programa de Pós-Graduação em História — seu mestrado foi realizado na Universidade Federal da Grande Dourados. Ele representa novas perspectivas historiográficas, pois fornece relevânciaa temas antes considerados menores, mas que aqui permitem adensar conhecimentos acerca de diferentes espaços e atores sociais.

Embora diversas iniciativas para a produção de novas formas de história do esporte tenham sido descortinadas recentemente - basta ver os trabalhos resultantes do Simpósio Temático “História do Esporte e das Práticas Corporais”, na Associação Nacional de História (ANPUH); do Grupo de Trabalho Temático “Memória da Educação Física e Esporte”, no Congresso Brasileiro de Ciência do Esporte (CONBRACE); ou do Congresso Brasileiro de História do Esporte, Lazer, Educação Física e Dança, que completou em 2009 a sua décima primeira edição - o livro aqui apresentado, intitulado, A Cidade E A Tribo Skatista: Juventude, Cotidiano E Práticas Corporais Na História Cultural incrementa e demonstra que muito há ainda para ser conhecido no que tange aos movimentos da cultura esportiva, da apropriação do urbano e da formação de identidades juvenis.

A Cidade E A Tribo Skatista partilha dos novos modos de produzir a história do esporte, mas avança em um domínio a ser mais observado pela historiografia nacional, o dos “esportes radicais”. Ela aventa a possibilidade da prática esportiva revelar algo sobre as representações dos sujeitos que a vivenciam.

Trata o esporte como dimensão cultural e percebe seu sentido em comportamentos de jovens na configuração da vida cotidiana, principalmente através do que o autor caracterizou a partir da metáfora das “tribos urbanas”. Tais procedimentos exigem um mergulho do pesquisador em uma específica cultura. Exercício este feito com propriedade, junto à cultura do skate, por Leonardo Brandão.

Embora A Cidade E A Tribo Skatista traga digressões e reflexões em diferentes temporalidades, ele concentra a análise do skate num tempo próximo ao vivido. De fato, o estudo se situa na área da “História do Tempo Presente”, com a periodização delimitada entre 1972 e 1989.

As datas balizadoras são fundamentadas ao longo dos capítulos, primeiro, em razão dos avanços tecnológicos dos anos 70 com a aplicação do poliuretano na fabricação das rodas de skate e, em segundo, por causa da proibição da prática do skate de rua impressa pelo prefeito Jânio Quadros à cidade de São Paulo no final dos anos 80 do século XX.

Clique para
Baixar o PDF

Deixe uma resposta


Desenvolvido pela Quanta Comunicação