José Crisóstomo De Souza (Org.) – Filosofia, Ação, Criação

O Poética Pragmática, o grupo que a compõe e também o trabalho que nela se mostra, quer ter algo de banda e constelação.

José Crisóstomo De Souza (Org.) – Filosofia, Ação, Criação: Poética Pragmática Em Movimento

Esta coletânea quer ter algo de uma jam session, concertação plural e criativa, sucessão articulada de solos. O Poética Pragmática, o grupo que a compõe e também o trabalho que nela se mostra, quer ter algo de banda e constelação, aqui com convidados, do Brasil e de fora.

A coletânea é ainda, assim, um manifesto, pois uma performance pode ser uma declaração e uma demonstração. Com este livro diferente, queremos mais uma vez mexer no nosso modo nacional de fazer filosofia, apresentando na prática algumas pistas de como realizar outra coisa, enquanto filosofia contemporânea, cosmopolita e nossa.

Oferecemos na prática nossas pistas de como fazê-lo pelo caminho do desenvolvimento de uma posição filosófica própria, que podemos aqui chamar, introdutoriamente, de um pragmatismo poiético, ou de uma reconstrução da filosofia da práxis.

Como numa conversação, as várias falas nesta coletânea exibem um conjunto de interseções e contrapontos entre si, desse nosso materialismo prático-poiético com outras alternativas de compreensão geral das coisas, para assim expor eventuais virtudes do novo paradigma.

Mas não se trata de uma sistematização dele, que está mais em outros textos já publicados – no Brasil e fora dele. Trata-se, em vez disso, de um teste para ele, como esforço de pensamento para além da chamada “filosofia de comentários” ainda dominante na universidade brasileira; para além, igualmente, de certos impasses da filosofia contemporânea em geral, metropolitana. Essas são nossas pretensões.

Não por acaso “poética” e “pragmática” são duas expressões adjetivas; não quisemos começar por algum “ismo” fechado, tampouco queremos terminar por um deles. Quando por fim recorremos a um ou alguns, é como abreviatura para um modo instrumental de compreensão das coisas; um modo conceitualmente articulado, que entretanto se quer apenas prático, não um novo vocabulário último ou excludente.

Poética, como adjetivo substantivado, tem a ver com um conjunto de obras aparentadas, textos ou não, de algum modo expressivas, tomadas por qualidades que as definem, que podem marcar um autor, escola, corrente ou época inteira.

No nosso caso, trata-se de uma poética que se quer ensaística e prática, não escolástica, não historiográfica. Caracterizada por um modus operandi grupal, de criação livre e concertada, de um círculo em que cada um toca sua parte, embora com uma posição razoavelmente compartilhada, da qual a presente coletânea quer ser uma expressão.

Clique para
Baixar o PDF

Deixe uma resposta

José Crisóstomo De Souza (Org.) – Filosofia, Ação, Criação

O Poética Pragmática, o grupo que a compõe e também o trabalho que nela se mostra, quer ter algo de banda e constelação.

José Crisóstomo De Souza (Org.) - Filosofia, Ação, Criação: Poética Pragmática Em Movimento

Esta coletânea quer ter algo de uma jam session, concertação plural e criativa, sucessão articulada de solos. O Poética Pragmática, o grupo que a compõe e também o trabalho que nela se mostra, quer ter algo de banda e constelação, aqui com convidados, do Brasil e de fora.

A coletânea é ainda, assim, um manifesto, pois uma performance pode ser uma declaração e uma demonstração. Com este livro diferente, queremos mais uma vez mexer no nosso modo nacional de fazer filosofia, apresentando na prática algumas pistas de como realizar outra coisa, enquanto filosofia contemporânea, cosmopolita e nossa.

Oferecemos na prática nossas pistas de como fazê-lo pelo caminho do desenvolvimento de uma posição filosófica própria, que podemos aqui chamar, introdutoriamente, de um pragmatismo poiético, ou de uma reconstrução da filosofia da práxis.

Como numa conversação, as várias falas nesta coletânea exibem um conjunto de interseções e contrapontos entre si, desse nosso materialismo prático-poiético com outras alternativas de compreensão geral das coisas, para assim expor eventuais virtudes do novo paradigma.

Mas não se trata de uma sistematização dele, que está mais em outros textos já publicados – no Brasil e fora dele. Trata-se, em vez disso, de um teste para ele, como esforço de pensamento para além da chamada “filosofia de comentários” ainda dominante na universidade brasileira; para além, igualmente, de certos impasses da filosofia contemporânea em geral, metropolitana. Essas são nossas pretensões.

Não por acaso “poética” e “pragmática” são duas expressões adjetivas; não quisemos começar por algum “ismo” fechado, tampouco queremos terminar por um deles. Quando por fim recorremos a um ou alguns, é como abreviatura para um modo instrumental de compreensão das coisas; um modo conceitualmente articulado, que entretanto se quer apenas prático, não um novo vocabulário último ou excludente.

Poética, como adjetivo substantivado, tem a ver com um conjunto de obras aparentadas, textos ou não, de algum modo expressivas, tomadas por qualidades que as definem, que podem marcar um autor, escola, corrente ou época inteira.

No nosso caso, trata-se de uma poética que se quer ensaística e prática, não escolástica, não historiográfica. Caracterizada por um modus operandi grupal, de criação livre e concertada, de um círculo em que cada um toca sua parte, embora com uma posição razoavelmente compartilhada, da qual a presente coletânea quer ser uma expressão.

Clique para
Baixar o PDF

Deixe uma resposta


Desenvolvido pela Quanta Comunicação