Estruturas E Clínica Psicanalítica

Estruturas E Clínica Psicanalítica - A redação deste texto foi objeto de um curso proposto aos estudantes do mestrado de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Em primeiro lugar, quero sublinhar tratar-se de uma abordagem psicanalítica organizada segundo uma perspectiva sintética que achei poder definir em torno da noção de "diagnóstico". Sem dúvida nenhuma, a questão de diagnóstico remete-nos diretamente à dimensão de um "embaraço técnico" no campo do inconsciente, tão logo o clínico seja confrontado, na urgência que se sabe, aos meandros da prática.


Trata-se, antes de mais nada, de uma dificuldade de "balizamento", sabendo que o termo é usado numa acepção quase que exclusivamente topográfica. Torna-se regra, neste nível, ser confrontado a certas confusões nas referências clínicas que podem, inclusive, às vezes, parecer inexistentes.
Certamente, não há expediente radical que contorne essa dificuldade. Sabemos todos que ela depende, em larga medida, de um tempo inevitável de experiência a se adquirir. Depende igualmente de "ferramentas" subjetivas de que se dispõe para fazer frente a esta prática. Ao menos com respeito a essas duas ocorrências, ensinamento algum poderia vir a substituir a elaboração psíquica que elas exigem. Mas nem por isso é impossível "balizar o terreno". A expressão é metafórica mas remete muito diretamente ao posicionamento de balizamentos clínicos rigorosos.
Mesmo se essas balizas em nada prejulgarem a natureza da pertinência da prática, nem por isso deixarão de ser balizas metapsicológicas que nos permitem circunscrever certas entidades nosográficas estáveis, por pouco que esta perspectiva seja remetida ao contexto coerente da referência empregada a fundá-la: o inconsciente.
No que diz respeito a este curso, trata-se, mais precisamente, de introduzir essa noção de diagnóstico, numa perspectiva estrutural. Como tal, essa perspectiva impõe que nos prolonguemos no descritivo dinâmico e econômico das principais estruturas psicopatológicas: estruturas histérica, obsessiva, perversa. As estruturas psicóticas foram deliberadamente deixadas de lado, em razão de sua complexidade, que exigiria um maior espaço de tempo para este curso.

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Estruturas E Clínica Psicanalítica – A redação deste texto foi objeto de um curso proposto aos estudantes do mestrado de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Em primeiro lugar, quero sublinhar tratar-se de uma abordagem psicanalítica organizada segundo uma perspectiva sintética que achei poder definir em torno da noção de “diagnóstico”. Sem dúvida nenhuma, a questão de diagnóstico remete-nos diretamente à dimensão de um “embaraço técnico” no campo do inconsciente, tão logo o clínico seja confrontado, na urgência que se sabe, aos meandros da prática.
Trata-se, antes de mais nada, de uma dificuldade de “balizamento”, sabendo que o termo é usado numa acepção quase que exclusivamente topográfica. Torna-se regra, neste nível, ser confrontado a certas confusões nas referências clínicas que podem, inclusive, às vezes, parecer inexistentes.
Certamente, não há expediente radical que contorne essa dificuldade. Sabemos todos que ela depende, em larga medida, de um tempo inevitável de experiência a se adquirir. Depende igualmente de “ferramentas” subjetivas de que se dispõe para fazer frente a esta prática. Ao menos com respeito a essas duas ocorrências, ensinamento algum poderia vir a substituir a elaboração psíquica que elas exigem. Mas nem por isso é impossível “balizar o terreno”. A expressão é metafórica mas remete muito diretamente ao posicionamento de balizamentos clínicos rigorosos.
Mesmo se essas balizas em nada prejulgarem a natureza da pertinência da prática, nem por isso deixarão de ser balizas metapsicológicas que nos permitem circunscrever certas entidades nosográficas estáveis, por pouco que esta perspectiva seja remetida ao contexto coerente da referência empregada a fundá-la: o inconsciente.
No que diz respeito a este curso, trata-se, mais precisamente, de introduzir essa noção de diagnóstico, numa perspectiva estrutural. Como tal, essa perspectiva impõe que nos prolonguemos no descritivo dinâmico e econômico das principais estruturas psicopatológicas: estruturas histérica, obsessiva, perversa. As estruturas psicóticas foram deliberadamente deixadas de lado, em razão de sua complexidade, que exigiria um maior espaço de tempo para este curso.

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