Jaquelyne Tais Farias Queiroz – Os Direitos Do Cadáver

Os Direitos Do Cadáver fala sobre os mortos na Grécia Antiga, mas, ao mesmo tempo, auxilia-nos a olhar para os nossos próprios mortos.

Jaquelyne Tais Farias Queiroz – Os Direitos Do Cadáver: Ritos Fúnebres Na Poesia Épica E Trágica Da Grécia Antiga

Esse e-book é resultado de uma pesquisa que foi concluída em 2012 e está sendo publicado em um contexto em que o mundo vivencia a pandemia causada pelo vírus Covid-19. Os mortos não puderam ser ignorados.

Os ritos fúnebres no Brasil foram totalmente modificados por conta dos protocolos de segurança. Caixões lacrados, corpos ensacados, ausência de velórios. Sem qualquer oração, flores ou homenagens, muitos foram enterrados e seus familiares só souberam do ocorrido posteriormente.

Valas comuns foram abertas e filas de carros funerários se formavam nas portas dos cemitérios esperando a sua vez para inumar. Os familiares manifestaram a dor e o descontentamento por se verem impossibilitados de realizar os funerais com as devidas honras aos seus mortos.

Em outros países, os ritos fúnebres também foram modificados. No Equador, mortos foram amontoaram nas calçadas das ruas e, na Índia, muitas famílias lançaram seus mortos no rio Ganges em decorrência da doença. Assim como em outros lugares, o sistema dos cemitérios e dos crematórios não atenderam a demanda e entraram em colapso.

Entre os gregos antigos, o termo géras designa uma distinção honorífica, um prêmio. É compreendendo que os ritos fúnebres se incluem os géras, buscamos identificar as formas de funerais e antefunerais na literatura épica e trágica da Grécia Antiga entre os séculos V e VIII a.C.

Os Direitos Do Cadáver fala sobre os mortos na Grécia Antiga, mas, ao mesmo tempo, auxilia-nos a olhar para os nossos próprios mortos, dando-nos pistas que nos levam a compreender porque os cadáveres têm direitos e perceber como os ritos fúnebres são o reflexo dos valores que permeiam a sociedade dos vivos.

Optei por deixar a dissertação e o e-book com a mesma nomenclatura, pois os termos que são utilizados no seu título abordam a essência do que tratamos: como a poesia épica e as tragédias gregas apresentam os direitos que os cadáveres possuem independente de sua conduta moral em vida e quando esses direitos são privados.

Clique para
Baixar o PDF

Deixe uma resposta

Jaquelyne Tais Farias Queiroz – Os Direitos Do Cadáver

Os Direitos Do Cadáver fala sobre os mortos na Grécia Antiga, mas, ao mesmo tempo, auxilia-nos a olhar para os nossos próprios mortos.

Jaquelyne Tais Farias Queiroz - Os Direitos Do Cadáver: Ritos Fúnebres Na Poesia Épica E Trágica Da Grécia Antiga

Esse e-book é resultado de uma pesquisa que foi concluída em 2012 e está sendo publicado em um contexto em que o mundo vivencia a pandemia causada pelo vírus Covid-19. Os mortos não puderam ser ignorados.

Os ritos fúnebres no Brasil foram totalmente modificados por conta dos protocolos de segurança. Caixões lacrados, corpos ensacados, ausência de velórios. Sem qualquer oração, flores ou homenagens, muitos foram enterrados e seus familiares só souberam do ocorrido posteriormente.

Valas comuns foram abertas e filas de carros funerários se formavam nas portas dos cemitérios esperando a sua vez para inumar. Os familiares manifestaram a dor e o descontentamento por se verem impossibilitados de realizar os funerais com as devidas honras aos seus mortos.

Em outros países, os ritos fúnebres também foram modificados. No Equador, mortos foram amontoaram nas calçadas das ruas e, na Índia, muitas famílias lançaram seus mortos no rio Ganges em decorrência da doença. Assim como em outros lugares, o sistema dos cemitérios e dos crematórios não atenderam a demanda e entraram em colapso.

Entre os gregos antigos, o termo géras designa uma distinção honorífica, um prêmio. É compreendendo que os ritos fúnebres se incluem os géras, buscamos identificar as formas de funerais e antefunerais na literatura épica e trágica da Grécia Antiga entre os séculos V e VIII a.C.

Os Direitos Do Cadáver fala sobre os mortos na Grécia Antiga, mas, ao mesmo tempo, auxilia-nos a olhar para os nossos próprios mortos, dando-nos pistas que nos levam a compreender porque os cadáveres têm direitos e perceber como os ritos fúnebres são o reflexo dos valores que permeiam a sociedade dos vivos.

Optei por deixar a dissertação e o e-book com a mesma nomenclatura, pois os termos que são utilizados no seu título abordam a essência do que tratamos: como a poesia épica e as tragédias gregas apresentam os direitos que os cadáveres possuem independente de sua conduta moral em vida e quando esses direitos são privados.

Clique para
Baixar o PDF

Deixe uma resposta


Desenvolvido pela Quanta Comunicação