Jacqueline De Oliveira Moreira (Org.) – Luto E Morte Em Tempos De Pandemia

Luto E Morte Em Tempos De Pandemia promove uma reflexão sobre a perspectiva psicológica diante da pandemia da covid-19.

Jacqueline De Oliveira Moreira (Org.) – Luto E Morte Em Tempos De Pandemia: Reflexões A Partir Da Psicologia

A esfera íntima e seu luto necessário pelos corpos sem vida, num momento em que os ritos fúnebres são interditados por questões de saúde pública, se mesclam à exigência de promover atos simbólicos, na vida pública, de escrita de tantas vidas perdidas.

A invenção de novos meios e suportes para elaboração do luto caminha ao lado da importância das narrativas virtuais que, pouco a pouco, substituem aquelas do convívio social. O espaço virtual, em cena em diferentes artigos do livro, mostra, assim, sua dupla inscrição como meio de profusão de desinformação e meio possível de laço.

Esta tocante obra, no entanto, vai além da dimensão política e virtual, perscrutando, filosoficamente, o sentido da técnica e suas inflexões sobre a vida e a morte desde os primórdios da modernidade. Além disso, ela aprofunda elementos de análise que permitem ler, codificando o que não se traduz, o modo como o trauma pode ser tratado. O trauma é elemento-chave de diferentes capítulos, de maneira a expor a estrutura inconsciente do real da pandemia.

A obra traz a realidade do luto e da morte na internet, na figura dos internautas, e também nos hospitais e em profissionais de saúde cuja ambivalência é encarnada no anúncio da recuperação da vida ou da assunção da morte.

O encontro com essa realidade concreta das mortes em massa produz consequências e efeitos na constituição dos modos específicos de sofrimento que o real da pandemia impõe face ao modo como cada sujeito a enfrenta. Aqui, as dimensões material, econômica, de gênero e de raça fazem um recorte preciso no desenho e nas estatísticas desses óbitos.

A angústia, afeto que não engana, irrompe escancarando a posição de objeto em que todos se encontram, de maneira desigual, face ao que nem a ciência e nem o capital conseguiram deter: o avanço da morte nos corpos deteriorados pela covid-19. Como reagir frente ao que nos nocauteia?


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Jacqueline De Oliveira Moreira (Org.) – Luto E Morte Em Tempos De Pandemia

Luto E Morte Em Tempos De Pandemia promove uma reflexão sobre a perspectiva psicológica diante da pandemia da covid-19.

Jacqueline De Oliveira Moreira (Org.) - Luto E Morte Em Tempos De Pandemia: Reflexões A Partir Da Psicologia

A esfera íntima e seu luto necessário pelos corpos sem vida, num momento em que os ritos fúnebres são interditados por questões de saúde pública, se mesclam à exigência de promover atos simbólicos, na vida pública, de escrita de tantas vidas perdidas.

A invenção de novos meios e suportes para elaboração do luto caminha ao lado da importância das narrativas virtuais que, pouco a pouco, substituem aquelas do convívio social. O espaço virtual, em cena em diferentes artigos do livro, mostra, assim, sua dupla inscrição como meio de profusão de desinformação e meio possível de laço.

Esta tocante obra, no entanto, vai além da dimensão política e virtual, perscrutando, filosoficamente, o sentido da técnica e suas inflexões sobre a vida e a morte desde os primórdios da modernidade. Além disso, ela aprofunda elementos de análise que permitem ler, codificando o que não se traduz, o modo como o trauma pode ser tratado. O trauma é elemento-chave de diferentes capítulos, de maneira a expor a estrutura inconsciente do real da pandemia.

A obra traz a realidade do luto e da morte na internet, na figura dos internautas, e também nos hospitais e em profissionais de saúde cuja ambivalência é encarnada no anúncio da recuperação da vida ou da assunção da morte.

O encontro com essa realidade concreta das mortes em massa produz consequências e efeitos na constituição dos modos específicos de sofrimento que o real da pandemia impõe face ao modo como cada sujeito a enfrenta. Aqui, as dimensões material, econômica, de gênero e de raça fazem um recorte preciso no desenho e nas estatísticas desses óbitos.

A angústia, afeto que não engana, irrompe escancarando a posição de objeto em que todos se encontram, de maneira desigual, face ao que nem a ciência e nem o capital conseguiram deter: o avanço da morte nos corpos deteriorados pela covid-19. Como reagir frente ao que nos nocauteia?


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