Idalina Sidoncha & Urbano Sidoncha (Edits.) – Cultura E Sensível

Todos os trabalhos aqui reunidos prometem deixar um testemunho singular da importância deste diálogo plural entre cultura e sensível.

Idalina Sidoncha & Urbano Sidoncha (Edits.) – Cultura E Sensível

Qualquer esforço de cultura, num sentido operativo que este volume intentará circunscrever, ficará radicalmente comprometido, ou será, na melhor das interpretações, irremediavelmente descontinuado, se não incluir no horizonte das suas prioridades um esforço de reabilitação do sensível como dimensão autenticamente humana.

A ideia de “reabilitação do sensível” conta, aliás, com uma venerável história, a qual, não sendo o objeto deste livro, reivindica uma compreensível dimensão instrumental para compreender as várias e óbvias dimensões da discussão que aqui se convoca.

Com efeito, a reabilitação do sensível, na base da qual haveria de constituir-se uma doutrina nova, a Estética, quer sinalizar uma intenção de reabilitação de uma “visão integral” do homem, que não exclui ou menoriza dimensões outras que reclamam igual legitimidade e dignidade.

Mas esta marcha em direção ao sensível, aqui entendida como itinerário de reabilitação da própria humanidade do homem, não se faz sem inflexões e descomedimentos vários que ameaçam instaurar novas hierarquias, relegando para a base as estruturas da Razão que ainda na primeira metade do século XVIII ocupavam sobranceiramente um lugar cimeiro.

Assim, se a epígrafe deste volume parece situar o sensível no espaço de uma compreensão mais funda da condição humana, com implicações diretas na própria leitura do conceito de cultura como “esforço”, ela não exclui, antes explicitamente solicita, aquelas outras dimensões que desafiam abertamente a ideia de que a sensibilidade é uma dimensão – constitutiva – essencial do conceito de cultura.

Neste amplo espaço de debate que aqui se concretiza, cabem leituras de perfil diverso, sejam aquelas que partem de uma ideia de reabilitação do sensível como reforço da onipresença do conhecimento, sentenciando o humano a habitar um mundo cada vez mais “em superfície”, sejam ainda aquelas que leem na valorização do sensível um fenômeno imparável que nos deixa quedos perante o excesso e a profusão de estímulos de toda a sorte.

Qualquer que seja a interpretação – o leitor será confrontado neste volume com diversas e instigantes possibilidades –, todos os trabalhos aqui reunidos prometem deixar um testemunho singular da importância deste diálogo plural entre cultura e sensível.

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Todos os trabalhos aqui reunidos prometem deixar um testemunho singular da importância deste diálogo plural entre cultura e sensível.

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Qualquer esforço de cultura, num sentido operativo que este volume intentará circunscrever, ficará radicalmente comprometido, ou será, na melhor das interpretações, irremediavelmente descontinuado, se não incluir no horizonte das suas prioridades um esforço de reabilitação do sensível como dimensão autenticamente humana.

A ideia de “reabilitação do sensível” conta, aliás, com uma venerável história, a qual, não sendo o objeto deste livro, reivindica uma compreensível dimensão instrumental para compreender as várias e óbvias dimensões da discussão que aqui se convoca.

Com efeito, a reabilitação do sensível, na base da qual haveria de constituir-se uma doutrina nova, a Estética, quer sinalizar uma intenção de reabilitação de uma “visão integral” do homem, que não exclui ou menoriza dimensões outras que reclamam igual legitimidade e dignidade.

Mas esta marcha em direção ao sensível, aqui entendida como itinerário de reabilitação da própria humanidade do homem, não se faz sem inflexões e descomedimentos vários que ameaçam instaurar novas hierarquias, relegando para a base as estruturas da Razão que ainda na primeira metade do século XVIII ocupavam sobranceiramente um lugar cimeiro.

Assim, se a epígrafe deste volume parece situar o sensível no espaço de uma compreensão mais funda da condição humana, com implicações diretas na própria leitura do conceito de cultura como “esforço”, ela não exclui, antes explicitamente solicita, aquelas outras dimensões que desafiam abertamente a ideia de que a sensibilidade é uma dimensão – constitutiva – essencial do conceito de cultura.

Neste amplo espaço de debate que aqui se concretiza, cabem leituras de perfil diverso, sejam aquelas que partem de uma ideia de reabilitação do sensível como reforço da onipresença do conhecimento, sentenciando o humano a habitar um mundo cada vez mais “em superfície”, sejam ainda aquelas que leem na valorização do sensível um fenômeno imparável que nos deixa quedos perante o excesso e a profusão de estímulos de toda a sorte.

Qualquer que seja a interpretação – o leitor será confrontado neste volume com diversas e instigantes possibilidades –, todos os trabalhos aqui reunidos prometem deixar um testemunho singular da importância deste diálogo plural entre cultura e sensível.

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